Ministério da Saúde implanta central de atendimento a usuários surdos

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Projeto piloto no Hospital Federal de Ipanema facilita agendamento de consultas e acompanha realização de exames e procedimentos.


A rede federal do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro inaugurou na segunda-feira (12) um serviço de atendimento, inclusão e acessibilidade a usuários com surdez ou deficiência auditiva do Sistema Único de Saúde (SUS). O novo serviço funcionará como piloto no Hospital Federal de Ipanema (HFI) e depois será estendido aos outros cinco hospitais federais da rede: Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Lagoa e Servidores do Estado. Segundo o IBGE (2010), o Brasil possui mais de 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva.

O serviço, inédito nas redes de saúde do SUS no Estado do Rio, atuará no agendamento e acompanhamento pessoal em consultas, exames e demais procedimentos. Os agendamentos poderão ser realizados pelo telefone 3111-2444, que está disponível exclusivamente para este fim, por chamadas de vídeos via email/skype (libras.sus@hgi.rj.saude.gov.br) e de forma presencial.

Coordenado pelo Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) do Ministério da Saúde, o projeto tem como objetivo promover a comunicação entre o usuário surdo ou deficiente auditivo e o profissional da rede hospitalar federal no Rio de Janeiro. A iniciativa conta com a criação de uma central de facilitação no HFI. Localizada na sala de marcação de consultas, que fica no prédio da Unidade de Pacientes Externos (UPE), a central será operada pela profissional habilitada em Língua Brasileira dos Sinais (Libras) e facilitadora da comunicação para surdos e deficientes auditivos, Rafaela Martins.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), Alessandro Magno Coutinho, após a implantação do serviço no HFI, o próximo passo será instalar uma Central de Intérpretes na sede do DGH, que atenderá aos seis hospitais da rede federal no Rio. “São cidadãos que têm necessidades e o direito de se comunicar e receber atendimento nos órgãos públicos de saúde, direitos garantidos constitucionalmente”, pondera.

O diretor do DGH lembra que pelo fato de não ouvir, e na maioria das vezes não falar, a maior dificuldade para o surdo é a comunicação. “Não é apenas um problema físico, mas, principalmente, social. Por isso, é importante pensarmos em ações específicas que permitam uma melhor inclusão social. E é precisamente isso que estamos promovendo, a inclusão e a acessibilidade dos deficientes auditivos no Sistema Único de Saúde (SUS).”

O Hospital Federal de Ipanema ofereceu todo o suporte de infraestrutura e de pessoal para o novo serviço. “Compreendemos que os direitos dos usuários com deficiência estão garantidos por leis específicas e pelo princípio da universalidade e equidade em saúde do SUS. Portanto, é nossa responsabilidade nos adequarmos a elas e o hospital sente-se honrado em dar o primeiro passo neste sentido no Rio de Janeiro”, destaca o diretor do HFI, Benito Accetta.

REGULAÇÃO

Neste primeiro momento, será feito um levantamento da demanda e, na sequência, será apresentada proposta de referenciação aos gestores responsáveis pela regulação, que são as secretarias Estadual e Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Fonte: Surdo Sol

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