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Filme Mais que Especiais feito pelos mesmos diretores de Intocáveis

Filme Mais que Especiais feito pelos mesmos diretores de Intocáveis

Filme conta a história de dois homens que dedicam suas vidas a crianças e adolescentes com autismo

Atores do filme Mais que Especiais

“MAIS QUE ESPECIAIS”, de Olivier Nakache e Éric Toledano estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 25 de fevereiro, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife, Florianópolis, Santos e Niterói.

O novo filme dos diretores de Intocáveis, foi aclamado no Festival de Cannes, quando encerrou o evento em 2019 e traz no elenco Vincent Cassel, Reda Kateb e Hélène Vincent. No Brasil ele foi exibido no Festival Varilux de Cinema Francês e foi o filme de abertura do 24º Festival de Cinema Judaico.

Baseado em uma história real, “MAIS QUE ESPECIAIS” mostra o trabalho da parceria entre Stéphane Benhamou e de Daoud Tatou, criadores da Le Silence des Justes e da Le Relais IDF respectivamente, associações sem fins lucrativos que cuidam de jovens autistas e jovens de origem menos privilegiada. A parceria entre os dois amigos e sua dedicação mostram uma realidade emocionante e fora dos padrões. Vincent Cassel e Reda Kateb interpretam Bruno e Malik, personagens inspirados em Stéphane e Daoud.

Ficha técnica

MAIS QUE ESPECIAIS

Direção: Olivier Nakache, Éric Toledano

Elenco: Vincent Cassel, Reda Kateb, Hélène Vincent

Gênero: Comédia

País: França

Ano: 2019

Duração: 114 min

Com informações de assessoria de imprensa. 

Fonte: Vida mais Livre

Atendimento em Libras será implementado nos cartórios gaúchos a partir de 2022

Atendimento em Libras será implementado nos cartórios gaúchos a partir de 2022

Normativa da Corregedoria Geral da Justiça regulamenta a comunicação de surdos nos serviços notariais e registrais do RS.


A partir de 2022, os cartórios gaúchos deverão implementar a acessibilidade no atendimento por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A normativa foi determinada pelo Provimento 01/2021, da Corregedoria Geral da Justiça do Rio Grande do Sul (CGJ-RS), que regulamenta a comunicação dos surdos nos serviços notariais e registrais do Estado.

Publicado em 25 de janeiro deste ano, o provimento assinado pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, visa à conformidade dos cartórios com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015). De acordo com o documento, que pode ser acessado na íntegra neste link, a normativa tem o prazo de um ano para entrar em vigência.

Fernando Pfeffer, diretor de comunicação do Colégio Registral do Rio Grande do Sul, entidade representativa dos 540 registradores gaúchos, afirma que um dos principais benefícios dessa medida para a sociedade será a maior a aproximação entre os serviços extrajudiciais e a população.

Para ele, a nova norma é de extrema relevância, pois permitirá que a manifestação da vontade de pessoas com deficiência auditiva e de fala ocorra diretamente nos cartórios, viabilizando uma efetiva prestação de serviços:

— É uma forma de garantir que os atos civis, presentes na vida de todo cidadão, sejam exercidos com a segurança jurídica dos cartórios e em conformidade com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que estabelece a capacidade jurídica plena das pessoas com deficiência e impõe como dever geral a garantia plena da participação desses cidadãos na sociedade.

A normativa prevê que os surdos possam utilizar a Libras, devendo os serviços extrajudiciais se adequarem a essa comunicação. Além disso, o provimento determina que a acessibilidade poderá ser implementada por meio de plataformas digitais de tecnologia assistiva ou pela capacitação de colaboradores para realizar a tradução necessária.

O desafio para a implementação, segundo Pfeffer, está no custo financeiro a ser suportado por aqueles cartórios cuja arrecadação se mostra insuficiente ao custeio da atividade. No entanto, o diretor defende que o prazo estabelecido pelo provimento é suficiente para que a classe possa se adequar às exigências e adotar novas tecnologias e rotinas.

Fonte: Libras Sol

Agência Espacial cria Projeto de Viabilidade do Parastronauta

Agência Espacial cria Projeto de Viabilidade do Parastronauta


A Agência Espacial Europeia (ESA) está prestes a realizar sua primeira campanha de recrutamento de astronautas em 11 anos e revela que deseja mais diversidade nas próximas viagens tripuladas.

Isso significa que a ESA quer enviar mais mulheres para o espaço e que, pela primeira vez, a ESA anunciou que “chegou a hora” de abrir o processo de inscrição de astronautas para pessoas com deficiência física – um grande passo em direção a uma melhor inclusão e representação em programas espaciais.

A agência também disse que “chegou a hora” de colocar pessoas com deficiência no espaço, como parte de uma iniciativa chamada Projeto de Viabilidade do Parastronauta. De acordo com a ESA, é a primeira vez que uma agência espacial em qualquer lugar abre o processo de inscrição para pessoas com deficiência.

“Representar todas as partes de nossa sociedade é uma preocupação que levamos muito a sério”, disse David Parker, diretor de exploração humana e robótica da agência à AP News. “A diversidade na ESA não deve abordar apenas a origem, idade, experiência ou sexo de nossos astronautas, mas também talvez deficiências físicas.”

A agência informou que, com base nas categorias definidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional, inicialmente considerará as solicitações de indivíduos com deficiência de membros inferiores abaixo do joelho ou tornozelo, diferenças extremas no comprimento das pernas ou abaixo de 130 centímetros de altura.

O processo de recrutamento levará cerca de 18 meses, após os quais a ESA escolherá um novo grupo de astronautas.

O impulso da ESA para um programa espacial mais inclusivo não é importante apenas do ponto de vista simbólico. Também pode levar ao desenvolvimento de novas ferramentas que tornam as viagens espaciais mais simples e seguras. Não apenas para as pessoas que precisam de equipamentos ou considerações específicas, mas também para todas as outras pessoas que se beneficiariam com a nova linha de pesquisa.

Fonte: www.socientifica.com.br

Materiais Pedagógicos Acessíveis abre inscrições para 2021

Materiais Pedagógicos Acessíveis abre inscrições para 2021

Instituto Rodrigo Mendes pretende contemplar representantes de Secretarias Municipais de Educação das cinco regiões do Brasil 


As inscrições para o projeto Materiais Pedagógicos Acessíveis (MPA) 2021 estão abertas e podem ser feitas até o dia 01 de março. O objetivo geral da formação é contribuir na construção de materiais pedagógicos acessíveis que auxiliem o processo de ensino-aprendizagem de todos estudantes, com e sem deficiência, nas classes comuns.

A proposta parte de uma perspectiva educacional integral e inclusiva, no contexto desafiador da implementação de currículos articulados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A formação é realizada pelo  Instituto Rodrigo Mendes (IRM) Site externo  e pelo  MudaLab, com a parceria do Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo. Site externo

A edição de 2021 contemplará 10 unidades escolares, sendo duas vagas por municípios, das cinco regiões do Brasil. As inscrições devem ser feitas pelos representantes das Secretarias Municipais de Educação, por meio do preenchimento de formulário on-line e do envio de um vídeo de apresentação. A lista dos munícipios escolhidos será divulgada no dia 19 de março. Todos os detalhes sobre o processo podem ser conferidos no edital. Site externo

Como funciona a formação

Serão 12 encontros a serem realizados inteiramente a distância, por meio da plataforma Zoom, entre os meses de abril e agosto de 2021. Durante esse período, os cursistas desenvolvem um projeto autoral por escola no Ambiente Virtual de Aprendizado do curso e constroem um Material Pedagógico Acessível (MPA) com tecnologia. A proposta é finalizar com a implementação do plano de aula com os estudantes da escola utilizando o MPA.

Os grupos de cada escola serão compostos por um gestor escolar, um professor de sala de aula comum e um professor do atendimento educacional especializado (AEE), indicados pelas próprias Secretariais Municipais de Educação.

Caso tenha alguma dúvida, entre em contato conosco pelo e-mail: formacao@rm.org.br.

Fonte: Vida mais Livre

Triatleta que ficou tetraplégico se recupera e treina todo dia aos 72 anos

Triatleta que ficou tetraplégico se recupera e treina todo dia aos 72 anos

Norberto Worobeizyk no remo e na academia - Fotos: arquivo pessoal

 

Sobre não desistir de si mesmo. A história de superação do triatleta Norberto Bruno Worobeizyk é uma verdadeira inspiração. O argentino estava montando uma empresa no Brasil em 2004, quando foi atropelado por um motorista bêbado e ficou tetraplégico, aos 56 anos de idade.

“Um bêbado com uma Land Rover 4×4, a 80 quilômetros por hora não respeitou a placa de pare, passou por cima de mim e acabou com meus sonhos presentes e futuros”, disse Noberto em entrevista ao Só Notícia Boa.

Ele estava num moto-táxi quando foi atingido. O atropelamento foi no Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Profissional de Comércio Exterior e Marketing Internacional, o triatleta – que foi vice-campeão argentino na categoria salva-vidas, treinador de windsurf, treinador de esqui aquático e personal trainer – de repente se viu sem movimentos, numa cama.

Ele foi socorrido, ficou 15 dias sem memória, teve infecção hospitalar e os médicos queriam amputar uma das pernas de Norberto.

“Quando minha perna ia ser amputada, minha companheira Claudia, junto com meu filho Javier, me transferiram para Curitiba, onde verdadeiros profissionais salvaram a minha vida e minha perna direita”, contou.

Norberto passou por “sete cirurgias, após um trauma na medula espinhal e múltiplas fraturas expostas da minha perna direita. […] Tenho uma barra de titânio intramedular dentro do osso, do joelho ao tornozelo”.

A virada

Quando parecia tudo acabado, ele teve uma surpresa:

“Um dia, olhando para a minha mão direita, consegui mover meu dedo um milímetro. Foi o início de uma nova etapa inesperada. Chamamos o fisioterapeuta com urgência e começamos com um treinamento de recuperação. Fazia exercícios diferentes todos os dias para mover meus membros atrofiados”, contou.

Aos poucos ele conseguiu ficar de pé, começou a andar com um andador, depois com muletas e quanto teve alta, continuou se exercitando em uma academia. Ele começou a andar sozinho quase dois anos após o acidente e entrou na academia no colo dos professores.

“Deixei de ser tetraplégico […] São muitos os casos reversíveis que, com vontade, esforço, sacrifício e sobretudo com muito amor, podem ser resolvidos”, afirmou.

Ele conta que para se recuperar usou o conhecimento dos treinos de triatleta mais “força de vontade, espírito e desejo de não morrer”.

Positivismo

Passados 17 anos desse verdadeiro pesadelo, Norberto está firme e forte aos 72 anos, vivendo na Argentina com o amor da vida dele, a Claudia, mulher que largou o emprego, cuidou e viu o marido se levantar.

Hoje o Norberto é um adepto do positivismo. Ele adora ler notícia boa – sim, é leitor do nosso portal direto da Argentina – e vive transmitindo determinação para as pessoas que o seguem nas redes: “não desistir tão facilmente”, ensina.

Apesar de não competir mais e de sentir dores diárias na perna, ele se exercita de duas a três horas todos os dias: [Faço] “natação, musculação, spinning, caminhada, arqueria e remo”.

Ele também dissemina a importância do esporte “para ter sentimentos e atitudes positivas. Esse tipo de pensamento, sem dúvida, fará a diferença entre se recuperar ou não, viver ou morrer”.

E ensina que a alimentação saudável, que faz há anos, também ajudou na recuperação.

Norberto brinca que tem duas idades: 72 anos nos documentos e 28 na cabeça.

“Pela minha aparência física atual e pelos resultados das minhas atividades, considero que a minha atual idade cognitiva e mental biológica é de 28 anos, até que alguém prove o contrário”, concluiu

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do Só Notícia Boa

Clique aqui e assista ao vídeo da história de Norberto.

Fonte: Só Notícia Boa

Una Historia de Superación - Norberto Bruno Worobeizyk from Norberto Bruno Worobeizyk on Vimeo
Novo plano de vacinação inclui todas as pessoas com deficiência

Novo plano de vacinação inclui todas as pessoas com deficiência


A quarta edição do Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi publicada nesta segunda-feira, 15, pelo Ministério da Saúde. A partir desta fase, as pessoas com deficiência permanente também passam a ser incluídas como prioridade, além dos demais grupos prioritários nas primeiras fases de vacinação contra a Covid-19.

Serão considerados ‘indivíduos com deficiência permanente’ aqueles que apresentem uma ou mais das seguintes limitações: limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas, indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo, indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar mesmo com uso de óculos e indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais.

A retificação é fruto de uma intensa mobilização da sociedade civil, associações e entidades de promoção dos direitos das pessoas com deficiência.

Fazem parte também, após esses primeiros grupos, idosos de 60 anos a 74 anos, pessoas com comorbidades, moradores de rua, população privada de liberdade e funcionários dessas instituições, trabalhadores da educação do ensino básico e superior, forças de segurança e armadas.

As comorbidades consideradas para os públicos prioritários são diabetes, pneumopatias graves, hipertensão arterial resistente e de estágios 1, 2 ou 3, insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, cardiopatia hipertensiva, síndromes coronarianas, arritmias cardíacas, cardiopatias congênitas, doenças cerebrovasculares, doenças renais crônicas, anemia falciforme, obesidade mórbida e síndrome de down.

O vereador de Camaçari Gilvan Souza (PSDB) comemorou a decisão e destacou a importância da inclusão do grupo prioritário à imunização. “Existem estudos e inúmeros relatos sobre a vulnerabilidade de pessoas com deficiência diante da ação do novo coronavírus, mesmo as pessoas que não apresentam comorbidades, têm um índice de complicações superior à população em geral”.

Antes dessa atualização, apenas as pessoas com deficiências graves haviam sido incluídas. Pessoas com síndrome de Down já tinham sido priorizadas no grupo das comorbidades, após os maiores de 60 anos.

Fonte: A Tarde e Agência Brasil

Festival Excluso, Eu? Escancara preconceito e falta de protagonismo das pessoas com deficiência

Festival Excluso, Eu? Escancara preconceito e falta de protagonismo das pessoas com deficiência

#pratodosverem: Cartaz com fundo azul escuro. Em destaque em letras maiúsculas: Festival Excluso, Eu? 25 a 28 fevereiro. A palavra Festival está em magenta e os dizeres Excluso, Eu? em letras garrafais brancas sobre uma faixa na cor magenta. 25 a 28 fevereiro está em letras menores azul ciano.
Na parte superior esquerda, os ícones do Facebook, Instagram, Youtube e internet estão em azul ciano e preto. Em seguida, há uma fotomontagem de uma boca aberta. Em branco, a palavra on estilizada e o símbolo do Youtube. Na parte superior direita, sobre um círculo amarelo, uma mão direita fechada com os dedos mínimo, indicador e polegar levantados, que formam o sinal de amor em Libras.
Na parte inferior esquerda, um QR Code e ao lado, está escrito em letras brancas: Inscreva-se em nosso canal do YouTube: @acasadaslagartixas. YouTube está em letras vermelhas.


A discussão entre “exclusão” e “inclusão”  não sai da vida da maioria das pessoas com deficiência, não importa a idade, nem a formação acadêmica. Por isso, um grupo de profissionais com e sem deficiência realizam, de 25 a 28 de fevereiro, o Festival Excluso, Eu? com transmissão gratuita pelo Youtube.

Com o apoio da companhia teatral Casa das Lagartixas, de São José dos Campos (SP), serão quatro noites de apresentações e debates que colocam na mesa a participação e o profissionalismo das pessoas com deficiência.

Além dos artistas, a maioria dos profissionais que estão nos bastidores possui alguma deficiência. Estão na direção-geral, nas artes gráficas, na assessoria de comunicação e outras funções.

Uma das inspirações para produzir o Festival Excluso, Eu? é a necessidade que o grupo tem de explorar seu próprio potencial profissional. De acordo com o último Censo, realizado em 2010 pelo IBGE, o Brasil tem uma população de aproximadamente 25% que se declararam com algum tipo de deficiência.

Para a idealizadora do festival, Ariadne Antico, a Palhaça Birita, é preciso cada vez mais se discutir políticas públicas efetivas para as pessoas com deficiência. “Não adianta se debater ações para esse público sem a verdadeira participação delas”, afirma.

Espetáculos e curta desmistificam questões sobre deficiências de forma natural

Os espetáculos que fazem parte do Festival Excluso, Eu? foram selecionados por, em sua maioria, evidenciar os questionamentos e atitudes em relação aos mais diversos tipos de deficiências.

Um exemplo é o curta-metragem ProfanAção, da Companhia Estela Laponni. da cidade de São Paulo. Ele é protagonizado por cinco artistas com deficiência que se deparam com diversas perguntas enviadas pelo público que revelam a curiosidade em torno de seus corpos.

Já a Companhia Trupe Sentidos, de São José dos Campos/SP, traz o espetáculo Baú de Histórias, uma peça lúdica que desperta no público as necessidades de quebrar as barreiras da comunicação e que as realidades podem mudar.

Ainda na programação artística do festival estão dois monólogos. A atriz cearense Jéssica Teixeira protagoniza a peça Pudesse ser apenas um enigma, onde ela faz uma desmontagem de seu primeiro solo, “E.L.A”, que surge de uma pesquisa de Jéssica a partir do próprio corpo estranho da atriz, produtora e diretora.

O festival contará também com o monólogo Birita, Procura-se, que terá quatro episódios. Interpretada pela palhaça Birita (Ariadne Antico), ela quer encontrar um emprego para pagar as suas contas e atingir suas metas. Mas será que ela está preparada para lidar com as frustrações do mercado de trabalho?

Debates Café e Prosa aprofundam protagonismo das pessoas com deficiência na sociedade

Além dos espetáculos e do curta, o Festival Excluso, Eu? coloca em dois debates virtuais os desafios e caminhos para se tornar realidade a participação efetiva das pessoas com deficiência no Brasil.

O Café com Prosa, que será transmitido ao vivo pelo canal de A Casa das Lagartixas Teatro Clube, discutirá sem censura, a ocupação de territórios pelas pessoas com deficiência na sociedade. Outro tema que estará em debate será as políticas e formas de economia das pessoas com deficiência.

“É fundamental entendermos e discutirmos nosso lugar na sociedade. Muitas vezes, negligenciamos isso e acabamos delegando um trabalho/espaço que é nosso por direito, a outras pessoas”, comenta Ariadne Antico.

Acessibilidade em primeiro lugar

Todos os eventos e materiais de divulgação contam com recursos de acessibilidade de comunicação: como audiodescrição e intérprete de Libras.

Serviço

Festival Excluso, Eu?

Data: De 25 a 28 de fevereiro de 2021

Exibição Gratuita no Canal da Cia. Casa das Lagartixas

Programação

Dia 25 – Quinta-feira

19h – Birita Procura-se (Ep. 1)

Dia 26 – Sexta-feira

19h – Birita Procura-se (Ep. 2)

22h – ProfanAção

Dia 27 – Sábado

17h –Café com Prosa: O Protagonismo DEF, explodindo territórios

19h – Birita Procura-se (Ep. 3)

22h – Pudesse ser apenas um enigma

Dia 28 – Domingo

15h – Baú de Histórias

7h – Café com Prosa: Políticas e economias DEF

19h – Birita Procura-se (Ep. 4)

* Todos os espetáculos ficam disponíveis por 24h no canal da Cia Casa das Lagartixas no Youtube.

O Festival Excluso, Eu? é realizado e produzido pela Cia. Casa das Lagartixas Teatro Clube, por meio da Lei Federal Aldir Blanc 14.017/2020 de 29 de junho de 2020, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Prefeitura de São José dos Campos, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal,  com apoio da Ska Web Results e dá Luis Daniel Assessoria de Imprensa.

Fonte: Revista Reação

Biblioteca Estadual do MS oferece curso de Braille Online para pessoas que enxergam

Biblioteca Estadual do MS oferece curso de Braille Online para pessoas que enxergam


Para você que tem interesse em conhecer mais sobre o universo do cego e para professores que trabalham com educação especial e inclusiva, apareceu uma excelente oportunidade de aprendizado: é o Curso de Braille Online pela plataforma incluibrasil/ead, que vai ser oferecido gratuitamente pela Biblioteca Estadual Dr. Isaias Paim, unidade da Fundação de Cultura de Campo Grande, Mato Grosso do Sul

O curso começa no dia 1º de março, às 9 horas, e vai ser realizado até o dia 1º de abril, três vezes por semana, sempre às segundas, quartas e sextas, das 9 às 10 horas. O facilitador do curso será o professor João Marcos Tavares Ferreira. Será conferido certificado de 20 horas/aula aos participantes.

O fato de o curso ser direcionado às pessoas que veem possibilita sua realização online, pois as pessoas que enxergam não precisam do tato para ler em Braille. O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas. Foi desenvolvido na França por Louis Braille, um jovem cego, a partir do sistema de leitura no escuro, para uso militar, de Charles Barbier.

Utilizando seis pontos em relevo dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes, usados em literatura nos diversos idiomas, na simbologia matemática e científica, na música e mesmo na informática. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia.

O Braille Virtual é uma animação gráfica que pretende facilitar o aprendizado do sistema. Com os símbolos divididos em grupos de 10, o usuário poderá perceber primeiramente quais pontos formam cada letra Braille. Num segundo momento há a repetição de cada letra, no intuito de facilitar a memorização. Terminada a animação, o usuário pode clicar em cada célula Braille disposta para repetir o aprendizado. A partir do segundo grupo de letras, ao se acrescentar ou retirar apenas um ponto do grupo anterior, forma-se um novo grupo de letras, acelerando o processo.

Os objetivos do curso são: tornar fácil a compreensão do universo que envolve o cego, permitindo a desconstrução dos estigmas, descriminação, preconceitos da sociedade; tornar possível as relações entre cegos e não cegos e apresentar os instrumentos: computador, bengala, tecnologia assistida, etc, facilitando a construção dessa convivência e relação social; esclarecer as famílias, sociedade, líderes religiosos, acadêmicos sobre aspectos de inclusão, acessibilidade, direitos e garantias pertinentes e recíprocas entre si.

Essa proposta é uma parceria desenvolvida pela Federação Inclui Brasil, por meio da plataforma – www.incluibrasil/ead, por intermédio do professor João Marcos Tavares e da Biblioteca Pública Estadual Isaías Paim (FCMS), de Campo Grande / MS.

As inscrições podem ser feitas somente por telefone: (67) 3316-9161, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas. Mais informações pelo e-mail: bibliotecaisaiaspaim@gmail.com

Fonte: Revista Reação

Salvador #PraCegoVer promove turismo com acessibilidade

Salvador #PraCegoVer promove turismo com acessibilidade

Projeto promove acessibilidade para pessoas com deficiência visual (Foto: @fernandoantoniofotos)

No Brasil existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, segundo dados do IBGE (2010) e o Salvador #PraCegoVer nasceu com a proposta de promover a acessibilidade desse público.

Pela ausência de acessibilidade arquitetônica, comunicacional, nos transportes e até mesmo nas atitudes dos indivíduos, o isolamento social, para muitas pessoas com deficiência, já era uma marca do dia a dia.

Muito antes da pandemia chegar, pessoas com alguma deficiência já vivia em um tipo de isolamento social imposto pelas barreiras que impedem, desde sempre, seu pleno acesso a museus, teatros e o pior: à própria cidade.

Salvador #PraCegoVer

Pessoas com deficiência visual que moram em Salvador, na Bahia, com excelente treinamento de orientação e mobilidade, que as permite transitar pelas ruas (mesmo com suas inúmeras barreiras urbanísticas), não conhecem a beleza da cidade, a riqueza dos monumentos históricos, a singularidade da paisagem natural em contraste com as construções, a impactante mistura de povos e o que resultou dela, as vestimentas características de alguns pontos da cidade etc.

O Salvador #PraCegoVer pretende, a partir da audiodescrição, apresentar a cidade de São Salvador a baianos e turistas com deficiência visual (cegos e com baixa visão), além de traduzir para a Libras todo o conteúdo de dados históricos e curiosidades da primeira capital do Brasil, promovendo uma prévia do que pode ser o Turismo no pós-pandemia: mais empático, inclusivo, acolhedor e receptivo também a mais de 6,5 milhões de pessoas.

“Criamos um site, uma conta no Instagram e no Facebook, onde serão disponibilizados conteúdos acessíveis sobre a cidade de Salvador por uma equipe composta de especialistas em acessibilidade, turismo, audiodescrição, tradução, libras, numa pequena mostra da grandeza que é conviver com a diversidade. Com certeza, até mesmo quem enxerga vai perceber o quanto não conseguia ‘ver’, e o quanto agora pode enxergar”, explicam os idealizadores do projeto, contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Confira o vídeo para conhecer um pouco mais do projeto!

Pessoas com deficiência visual podem fazer um tour virtual pela cidade de Salvador por meio do Instagram e do Facebook , com auxílio de programas de leitura de tela. Para saber mais sobre o projeto, acesse o site Salvador #PraCegoVer.

A Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador (Foto: @vanessa_aragaom / @alfazemafilmes)

Descrição da imagem #pracegover: Foto de um ponto turístico da cidade de Salvador. Sob um céu intensamente azul quase sem nuvens, numa praça de paralelepípedos com algumas pessoas, erguem-se, ladeados por duas vielas com casas coloridas, dois casarões de dois andares com muitas janelas e portas, o primeiro amarelo e o segundo, bem maior, com fachada azul, ambos com acesso por uma ampla escadaria cinzenta. Fim da descrição.

 
O menino  Michael que tem paralisia cerebral salva família de vazamento de gás à noite

O menino Michael que tem paralisia cerebral salva família de vazamento de gás à noite

 Um menino de 7 anos com paralisia cerebral salvou toda a família, que dormia durante um vazamento de gás dentro de casa.

Michael Martinez e os pais – Fotos: NY Press

Michael Martinez, que usa cadeira de rodas, ouviu o som do bipe do detector de monóxido de carbono e rastejou até o quarto dos pais para alertá-los de que algo estranho estava acontecendo. Ele não sabia ao certo do que se tratava.

Se Michael não tivesse agido rápido, todos poderiam ter morrido por asfixia ou por uma explosão na casa

O alerta foi na semana passada e o garotinho está sendo chamado de herói na cidade, informou a afiliada da CBS KHOU.

“Agradeço a Deus que ele está aqui. […] Ele é nosso pequeno herói. […] Ele salvou nossa família”, disse Angie Martinez, mãe do menino, que nasceu de 27 semanas.

No momento do vazamento sete integrantes da família de Michael estavam dormindo na casa deles em Atascocita, no Texas, EUA.

Não sabia

Embora Michael não tivesse certeza do que era o barulho do bipe. Ele disse à KHOU que achava que era um aviso e percebeu que deveria alertar os pais adormecidos.

“Eu estava tremendo porque estava com medo”, contou o Michael ao canal de notícias local.

Quando os pais acordaram, eles descobriram que o vazamento de gás vinha do fogão, na cozinha.

Angie e a irmã dela disseram que tiveram sintomas de envenenamento por CO depois de acordar, mas graças ao raciocínio rápido e ao alerta de Michael, todos passam bem.

Atualmente, Michael está em uma cadeira de rodas manual e a família quer trocá-la por uma cadeira de rodas motorizada em breve.

Para isso abriu uma vaquinha no GoFundMe para ajudar a arrecadar dinheiro.

Com informações da KHOU e FoxNews

Projeto promove passeio inclusivo para pessoas com deficiência visual em Santos, SP

Projeto promove passeio inclusivo para pessoas com deficiência visual em Santos, SP

 Iniciativa ‘Santos às Cegas’ acontece gratuitamente até 21 de fevereiro

Foto em estilo selfie de Renato Frosch ao lado de uma mulher. Ela segura dois monumentos impressos em 3D

Um professor universitário de Santos, no litoral de São Paulo, vem colocando a inclusão social em prática por meio de uma iniciativa que proporciona passeios para pessoas com deficiência visual. O projeto ‘Santos às Cegas’, de Renato Frosch, consiste em levar os participantes para dar uma volta de bicicleta pela orla, com direito a paradas em alguns pontos para apresentar monumentos e espaços da arquitetura urbana por meio de réplicas em miniaturas 3D dos locais. O passeio é totalmente gratuito e acontece até 21 de fevereiro.

Quem produz as maquetes dos monumentos é o próprio Frosch, que, em entrevista ao portal G1, contou que começou a produzir as miniaturas como material pedagógico para pessoas com deficiência visual. De acordo com o professor, o projeto Santos às Cegas teve início em janeiro, a partir de um edital aberto pela Secretaria de Cultura de Santos. 

O passeio, que é feito com um triciclo tandem, de dois lugares, acontece de segunda a sexta-feira e, também, aos fins de semana. Para participar, as datas precisam ser agendadas. Segundo Frosch, a iniciativa não é exclusiva para pessoas cegas, pois as maquetes atendem pessoas com todos os tipos de deficiência visual. “Isso é tratar da inclusão de verdade. Participam dos passeios pessoas que enxergam e, também, as que possuem deficiência”, relata o professor.

Ao estruturar o projeto, Renato realizou pesquisas a fim de encontrar iniciativas com propósitos iguais ou semelhantes. “Eu pesquisei e achei muitos projetos que levam pessoas com deficiência visual na bicicleta, mas algum que utiliza a bicicleta e maquetes, não encontrei. Me arrisco a dizer que é uma coisa que não acontece em outro lugar do mundo”, conta.

Sobre a oportunidade de promover essa experiência, Renato diz que é algo intangível. “É muito bom, as pessoas dão relatos bem interessantes. A gente não imagina como as coisas simples podem influenciar nas pessoas com deficiência visual, como sentir o vento no rosto. Muitos relatam que fazia tempo que não tinham essa sensação”.

Santos às Cegas

O passeio é conduzido por Renato Frosch sempre com um passageiro. O trajeto, que tem 5 km de extensão, faz paradas em seis pontos para apresentar monumentos e espaços da arquitetura urbana. Pessoas com todos os tipos de deficiência visual podem tocar e compreender as formas dos seguintes locais: monumento da Tomie Ohtake no Parque Roberto Mário Santini, muretas dos canais, cobertura do Edifício Vista Mar, farol do Canal 4, praça do Boqueirão e caravela em homenagem aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, na Praça Vereador Luiz La Scala, na Ponta da Praia.

Para participar, os interessados devem enviar e-mail para santosascegas@gmail.com.

Projeto Santos às Cegas promove passeios de bicicleta pela orla para pessoas com deficiência visual — Foto: Arquivo Pessoal/Renato Frosch
#Pracegover: Renato está em uma praça e posa para a foto sentado em uma bicicleta de dois lugares e atras está uma mulher.
Fonte: G1

Governo de SP lança Programa de Desenvolvimento Paralímpico

Governo de SP lança Programa de Desenvolvimento Paralímpico

 Com o objetivo de dar visibilidade ao esporte paralímpico, o programa capacitará professores de educação física do estado de São Paulo.


O Governo de São Paulo, por meio das Secretarias de Estado de Esportes e dos Direitos da Pessoa com Deficiência, está lançando o projeto Paradens (Programa de Desenvolvimento Paralímpico), que tem como objetivo fomentar o esporte paralímpico de base.

Entre as principais ações do Paradens, a Capacitação Técnica dará a oportunidade dos professores de educação física da rede pública, privada, de entidades e clubes do estado de São Paulo de adquirirem conhecimento teórico e prático do esporte paralímpico. Além desses profissionais, os alunos de graduação do último ano de Educação Física também poderão se inscrever.

As aulas práticas da Capacitação contarão com a aplicação de conceitos e técnicas, fundamentos básicos e adaptações necessárias para iniciar e dar continuidade ao processo educativo-esportivo nas seguintes modalidades: Bocha, Natação, Goalball e Vôlei Sentado e serão realizadas em nove locais distintos, sendo eles as oito Regiões Esportivas do Estado, mais a cidade de São Paulo.

Em cada região serão disponibilizadas 50 vagas para as capacitações. As informações, conteúdo programático da capacitação e formulário de inscrição estão disponíveis no site www.paradens.com.br.

Ações do Paradens

O Programa de Desenvolvimento Paralímpico terá como ações o mapeamento das entidades que trabalhem com Paradesporto no estado de São Paulo; Criação de um banco de dados oficial do Estado para consulta pública online e gratuita; Homologar entidades para fazerem parte do “Quadro da Secretaria de Esportes” no Portal, oferecendo por meio de visitas uma consultoria geral para implementar melhorias e alavancar a qualidade das entidades, além de uma consultoria administrativa focada na gestão do esporte paralímpico; Capacitação Técnica para profissionais de educação física que trabalhem com o paradesporto ou pretendam inserir nas entidades e escolas do estado de São Paulo.

Fonte: Secretaria da PcD de SP

Site oferece filmes acessíveis a pessoas com deficiência auditiva e visual

Site oferece filmes acessíveis a pessoas com deficiência auditiva e visual

Primeira plataforma digital a oferecer filmes acessíveis a pessoas com deficiência auditiva e visual será lançada no próximo mês


Uma tecnologia pioneira desenvolvida no Brasil permitiu a criação da primeira plataforma digital a oferecer filmes acessíveis a pessoas com deficiência auditiva e visual. Com lançamento previsto para o dia 15 de março, a PingPlay terá 100% do conteúdo com audiodescrição, legendas descritivas e libras, algo praticamente inexistente em outras ferramentas de entretenimento online.

A novidade é um projeto da produtora de conteúdos acessíveis ETC Filmes, que atua em parceria com distribuidoras, produtoras e exibidoras de conteúdo audiovisual do país para atender uma parcela da população que corresponde a 23,9% dos brasileiros. De acordo com o último Censo Demográfico levantado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2010, 45,6 milhões de pessoas são declaradas com alguma deficiência.

“Fizemos uma pesquisa extensa com pessoas com deficiência para entender, dentro das ofertas atuais, como Netflix, Amazon Prime e Apple, o que funciona e o que poderíamos fazer para melhorar. Com base nisso desenvolvemos a nossa plataforma. Ela tem uma interface visual muito parecida com o que já estamos acostumados, mas tem uma navegação bem diferente, porque é adaptada para as tecnologias assistivas”, diz Thais Ortega, coordenadora geral da PingPlay.

Uma pessoa com deficiência visual navega tanto no celular quanto no computador utilizando um leitor de tela. Para que essa tecnologia funcione, a navegação precisa ser pensada para isso, o que nem sempre acontece. Para implementar isso na nova plataforma, a equipe contou com engenheiros de iOS com deficiência que têm especialização em como tornar a tecnologia acessível e conhecem as melhores práticas para atender leitor de tela, comando de voz e outras demandas, como o contraste para pessoas que têm baixa visão.

Catálogo

“Em um primeiro momento  gente vai fazer uso do acervo que já existe e que está concentrado em longas-metragens de vários lugares do mundo, principalmente lançamentos do cinema nos últimos dois anos e filmes nacionais”, diz Thais. “Estamos em fase de fazer contato com os parceiros, distribuidores e produtores, apresentar a iniciativa e ver se têm interesse em participar da empreitada com a gente. Temos planos de abrir o catálogo para colocar séries, curtas-metragens e outros conteúdos”.

A cada visualização a pessoa paga um valor unitário, como se fosse um aluguel do filme. Para navegar na plataforma basta se cadastrar sem custo. Além da adaptação às tecnologias assistivas, todo o conteúdo terá trailers com acessibilidade. “O que nos convence a assistir ao filme é o trailer. Isso também é um conteúdo exclusivo”, diz a coordenadora.

Neste momento a plataforma está passando por uma pesquisa de navegabilidade. “Pessoas com deficiência estão testando a plataforma para nos dizer o que podemos melhorar e como está a experiência”.

Acessibilidade nos cinemas

Em setembro de 2016, foi expedida pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) a Instrução Normativa nº 128, que instituiu a obrigatoriedade de provimento de recursos de acessibilidade (libras, audiodescrição e legenda descritiva) nos segmentos de distribuição e exibição cinematográfica para espectadores com deficiência visual e auditiva. “Isso movimentou muito mercado do audiovisual”, comenta Thais.

Ela conta que, para alcançar a acessibilidade em todas as sessões foi preciso movimentar todas as pontas de distribuição da cadeia de cinema. “Não se trata apenas de produzir os recursos de acessibilidade, mas também de construir equipamentos que tornem isso possível e capacitar as salas de cinema, desde o atendimento, passando pelo marketing direcionado a esse público, e os próprios distribuidores, sem contar o público em si”.

A lei foi adiada muitas vezes e o que estava programado para acontecer em 100% das salas a partir de 2019 está programado para ocorrer apenas em 2023. “Hoje há distribuidores produzindo acessibilidade, existe uma solução tecnológica que torna isso possível e até algumas salas de cinema já equipadas com isso, mas não o pack completo”, diz Thais.

Como funciona o equipamento?

A ETC Filmes colaborou na criação de um equipamento chamado ProAcess junto com a Riole, especialista na produção de equipamentos de áudio profissional e interpretação simultânea, que funciona como uma segunda tela. A pessoa com deficiência visual recebe um rádio e um fone de ouvido. O ProAcess capta ondas de infravermelho e quando entra na sala ela pode se sentar onde quiser e a audiodescrição começa a tocar na tela automaticamente assim que o filme começa.

Para as pessoas com deficiência auditiva o equipamento funciona como uma tela de um celular. Essa tela tem uma espécie de haste flexível e pode ser acoplada no porta-copo da poltrona do cinema, como se fosse uma tela de avião. “Colocar a língua de sinais dentro dessa experiência no cinema foi um desafio para o mercado brasileiro. Essa solução já está pronta, mas tivemos uma série de embates. A Ancine passou por trocas de diretoria ao longo dos anos e esse assunto ficou em segundo plano. Pouquíssimas pessoas sabem disso, inclusive as pessoas com deficiência”, diz Thais.

Quando e onde o PingPlay estará disponível?

O serviço digital estará disponível a partir de 15 de março (data em que se comemora o Dia do Consumidor). Os usuários poderão acessar a PingPlay através do site oficial. Futuramente, a plataforma também poderá ser acessada através do aplicativo no celular, disponível para os sistemas operacionais IOS e Android.

Intuitivo e lúdico, o usuário deficiente visual ou auditivo irá encontrar um ambiente de navegação acessível, que foi criado após uma extensa pesquisa com o público-alvo e avaliado por profissionais com deficiência especializados em experiência do usuário.

Cássio Koide, CEO da ETC Filmes, empresa responsável pela criação e gestão da nova plataforma digital de filmes, celebra a criação da PingPlay e afirma que o cenário para conteúdos acessíveis está se transformando para melhor. “Queremos promover a inclusão levando entretenimento audiovisual para essa camada da população, que por vezes carece de opções digitais verdadeiramente inclusivas”, diz.


Fonte: Ecoa 

Pesquisa ilustra perfil profissional das pessoas com deficiência do estado

Pesquisa ilustra perfil profissional das pessoas com deficiência do estado

Buscando conhecer o perfil dos profissionais com deficiência do Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência lançou a pesquisa “Pessoa com Deficiência e Emprego”, que encerrou no mês de janeiro e captou mais de 8 mil respostas.

A ação teve como propósito conhecer os principais desafios encontrados, o interesse em qualificação profissional e empreendedora e conhecer as principais barreiras no acesso e permanência da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho.

Com o encerramento das respostas, o conteúdo será analisado quanti-qualitativamente em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e os resultados da pesquisa serão divulgados ainda no primeiro semestre de 2021 e posteriormente apresentados aos gestores dos 11 Polos de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP.

A partir dos dados extraídos, o foco será a incidência de novas estratégias que potencializem o processo da inclusão profissional das pessoas com deficiência.

Segundo a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, há mais de 3 milhões de pessoas com deficiência no estado de São Paulo, sendo que em 2019, 166 mil pessoas com deficiência estavam contratadas (RAIS 2019), representando 1,22% do total de vínculos ativos no mercado de trabalho.

Fonte: São Paulo 

Cid Torquato assume presidência do ICOM Libras

Cid Torquato assume presidência do ICOM Libras

A Plataforma ICOM Libras traduz conversas em tempo real para surdos que preferem se comunicar na Língua Brasileira de Sinais. Serviço voltado a empresas, órgãos públicos e pessoas físicas foi criado em 2014 por metroviários de São Paulo.


O advogado Cid Torquato, ex-secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo e ex-secretário adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de SP, é o novo presidente do ICOM Libras, serviço online de comunicação entre pessoas ouvintes e surdos que usam a Língua Brasileira de Sinais.

A plataforma traduz conversas em tempo real para corporações, órgãos públicos e pessoas físicas. Foi criada em 2014 pela AME, associação de metroviários de São Paulo dedicada à inclusão de pessoas com deficiência

Torquato vai comandar o processo para tornar o ICOM Libras uma empresa independente. O novo presidente quer multiplicar o número de conversas mediadas – com média atual de 5 mil horas por mês- e dobrar o faturamento da plataforma até o fim do ano.

“Empresas públicas e privadas, e órgãos governamentais, precisam ser fluentes em Libras para garantir atendimento a pessoas surdas em seu idioma preferencial”, diz o presidente do ICOM Libras.

Cid Torquato é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Foi executivo da Lowe & Partners América Latina e StarMedia Networks, assessor em governo eletrônico do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

É fundador da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, membro do World Summit Award, principal premiação global de conteúdo digital, integra o Conselho Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) e também é coordenador do Movimento Acessibilidade Digital e Internet Segura da Camara-e.net (MAIS+).

Autor de livros sobre economia digital e comércio eletrônico, escreveu ‘Empreendedorismo sem Fronteiras – Um Excelente Caminho para Pessoas com Deficiência’ após ficar tetraplégico, em 2007.

Em artigo exclusivo para o #blogVencerLimites, publicado no mês passado, Cid Torquato fez uma avaliação de sua atuação da secretaria municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, declarou que deixava o cargo convicto do dever cumprido e de ter elevado a percepção de relevância da pasta dentro e fora da Prefeitura e do município, tornando-a referência nacional e internacional. “E, agora, que venha o futuro e seus desafios. Estou ainda mais pronto”, disse.

Fonte: Estadão

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