23/02/2017

Baixe aqui o software que auxilia pessoas com deficiência a navegarem com maior facilidade na web

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, em parceria com a eSSENTIAL Acessibility, oferece gratuitamente este software de tecnologia assistiva que auxilia pessoas com deficiência a navegarem mais facilmente na web



O eSSENTIAL Acessibility™ é uma tecnologia assistiva inovadora que ajuda as pessoas com deficiência a acessarem sites da internet com maior facilidade. A empresa canadense, desenvolvedora dessa ferramenta, disponibilizou gratuitamente esse recurso para a cidade de São Paulo; sendo a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) a primeira do Brasil a oferecer o download desse software por meio de seu site.


Uma vez feito o download em um computador, o software pode ser usado sem custo em qualquer outro site. O dispositivo auxilia os usuários com dificuldades de controlar o mouse e de leitura.

O que oferece a eSSENTIAL Accessibility™:
- Teclado na tela

- Alternativas para o mouse
- Zoom em texto e imagem
- Auxiliar de clique” visual
- Comando de voz (este recurso apenas para Windows 8)





Conheça e baixe também leitores de tela gratuitos pelos links:


NVDA0 – Versão para Windows




Orca para Linux

Carnaval acessível: Prefeitura de São Paulo promove inclusão de pessoas com deficiência auditiva e visual na maior festa cultural brasileira

Iniciativa da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência visa tornar o carnaval mais acessível oferecendo recursos de audiodescrição e interpretação em Libras

São Paulo, 21 de fevereiro de 2017 – Com o objetivo de proporcionar acessibilidade para a maior festa cultural do Brasil, a Prefeitura de São Paulo promove o ‘Carnaval Acessível’, ação que levará audiodescrição e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para os desfiles das Escolas de Samba do grupo especial no Sambódromo do Anhembi, nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Organizado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) e com o apoio da São Paulo Turismo (SPTuris), o projeto vai reunir um grupo de 50 pessoas – entre pessoas com deficiência visual, surdos, intérpretes de Libras e membros do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência para prestigiar o carnaval paulistano no Camarote da Cidade, que terá recursos de acessibilidade de audiodescrição.

A audiodescrição descreve, por meio de áudio, todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas em diálogos, como cores, expressões faciais, figurino, entre outras.  Os convidados do Camarote da Cidade poderão experimentar este recurso de acessibilidade durante o desfile, obtendo uma nova percepção sensorial. Pessoas com deficiência visual ligadas a entidades também participarão da atividade para avaliar a descrição falada e opinar sobre como melhorar a inclusão da pessoa com deficiência no carnaval paulista.  

Além disso, acontece a segunda edição do projeto “Samba com as Mãos”, que irá disponibilizar vídeos com a tradução em Libras dos 14 sambas-enredos das agremiações que pertencem ao Grupo Especial de São Paulo.

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, a atividade inclusiva é um grande estímulo para a participação deste público nas ações da cidade: “Todas as pessoas com deficiência tem o direito de acessar e participar das festas de São Paulo, ainda mais no Carnaval, a maior festa brasileira! Pessoas com e sem deficiência devem comemorar esta data e tornar esta folia cada vez mais acessível!”, explica o secretário.

De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a capital possui 2,7 milhões de pessoas que se autodeclararam com alguma deficiência, sendo 346 mil pessoas com deficiência visual e 120 mil surdos.

Veja abaixo os vídeos das traduções dos sambas-enredos para Libras de 2017:



Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência 
Assessoria de Comunicação e Imprensa


(11) 3913-4075 / 4070

22/02/2017

Eventos públicos são obrigados a oferecer banheiros químicos adaptados

Banheiros químicos adaptados devem oferecer espaço para manobra da cadeira de rodas e acompanhante


Lei que estabelece a obrigatoriedade de disponibilização de banheiros químicos adaptados para pessoas com deficiência nos eventos públicos em Santa Catarina foi regulamentada por decreto do governador Raimundo Colombo.

A medida prevê que deverão ser disponibilizados banheiros químicos adaptados em todos os eventos públicos em que houver a instalação de banheiros químicos tradicionais. O uso do banheiro adaptado será exclusivo da pessoa com deficiência e do acompanhante.

A quantidade a ser instalada será estabelecida de acordo com critérios de proporcionalidade, que levem em conta a natureza do evento e estimativa de público. Contudo, não deverá ser inferior a 5% do total de banheiros químicos comuns disponibilizados no local. No mínimo, deverá haver um banheiro adaptado.

A responsável por fiscalizar o cumprimento da lei é a Secretaria de Estado da Segurança Pública, por meio da Gerência de Fiscalização de Jogos e Diversões da Polícia Civil, na capital, e das Delegacias Regionais de Polícia Civil, nas demais regiões policiais do Estado. A infração poderá ser comprovada por qualquer meio de prova válido, podendo ser utilizados vídeos, fotos e gravações pelas autoridades.

Se a medida não for cumprida, os organizadores do evento poderão receber advertência por escrito e multa de R$ 2.000 por infração, dobrada a cada reincidência. O decreto 1.038/2017, que regulamenta a lei 16.963/2016, está disponível no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, 1/02, no site.


17/02/2017

Arquitetos e Engenheiros da Prefeitura de São Paulo realizam ação educativa sobre acessibilidade para comerciantes de Pinheiros


Para sensibilizar os comerciantes da região oeste da capital sobre a importância de incluir pessoas com deficiência em seus estabelecimentos, a Prefeitura de São Paulo promove no dia 21 de fevereiro, às 10h30, uma ação educativa de acessibilidade que levará arquitetos e engenheiros da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) e técnicos de várias Secretarias Municipais para orientar os centros de comércio da Rua dos Pinheiros sobre os padrões de acessibilidade arquitetônica.

O projeto organizado pela Secretaria Municipal de Coordenação de Prefeituras Regionais em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência integra o programa ‘Acessibilizando São Paulo’ que tem como foco educar, esclarecer e ampliar a inclusão na cidade.

Serão distribuídos  informativos de orientação para a implementação de acessibilidade com dados  baseados na Norma de Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos (NBR 9050/15) de como construir uma rampa de acesso, banheiros acessíveis entre outros critérios.

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, toda a população se beneficia com estabelecimentos inclusivos: “Tudo o que for investido em acessibilidade, com certeza, vai refletir em uma maior participação das pessoas com deficiência. Só na cidade de São Paulo são cerca de três milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e mobilidade reduzida. É benefício para o comerciante e para o cliente, pois o estabelecimento pode ampliar seu público”, afirma o secretário.

A Prefeitura Regional de Pinheiros é a primeira a aderir à ação. O prefeito regional Paulo Mathias, abriu as portas de sua região para ser modelo do programa que pretende passar por todas as regiões da cidade.

Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA

Criada em maio de 1996, a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), é um órgão vinculado à SMPED que atua de forma consultiva e deliberativa por meio de reuniões semanais para discutir projetos, obras e denúncias. Atualmente é composta por representantes de Secretarias Municipais, entidades da área da construção civil e arquitetura e membros da sociedade civil, que tem como foco traçar as diretrizes para tornar edificações, meios de transportes, parques e outros locais de uso coletivo disponíveis a todos, equitativamente.

Serviço: Ação Educativa de Acessibilidade –  Programa Acessibilizando São Paulo
Data: 21 de fevereiro
Horário: 10h30 às 14h
Endereço: Estação de metrô Fradique Coutinho - Rua dos Pinheiros, 632.


Assessoria de Imprensa – Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência 


Fones: (11) 3913-4070 / 4075

Ciça Melo fala da atuação do Paratodos em busca de uma sociedade mais inclusiva

Ciça Melo: “Atuamos em três frentes. A primeira é sensibilizar. Trazer o assunto das pessoas com deficiência para o cotidiano de todos”

Lucas fez a jornalista Ciça Melo, de 44 anos, repensar sua escolha profissional. Ela trabalhava como diretora de marketing da Redecard e fazia mestrado em Psicologia Comportamental com o objetivo de incentivar as pessoas a gastar mais. Com a chegada do primeiro filho, há 12 anos, achou que não fazia mais sentido incentivar o consumismo e migrou para o terceiro setor: virou coordenadora de marketing da Apae-SP. Atuou ainda como voluntária na Fundação Dorina Nowill e na Casa do Sol, e é conselheira da ABBR e uma das diretoras do Instituto Lecca. Mais tarde, ela teve Luiza, de 11 anos, e Daniel, de 8. O caçula, que não tem um diagnóstico definido, estudava na mesma escola dos filhos da jornalista Fabiana Ribeiro (um deles, Vítor, nasceu sem íris) e da arquiteta Carla Codeço (um deles, Rafael, têm síndrome de Down). As três percebiam o desconhecimento da sociedade sobre a questão da deficiência e criaram, em 2013, o Movimento Paratodos (paratodos.net.br). Em meio ao trabalho de conscientização, exibem filmes seguidos de debates e promovem conversas. O próximo evento é terça que vem, na livraria Blooks, tendo como convidada Denise Aragão, autora de “Eu, meu filho e o autismo: uma jornada inesperada”.

REVISTA O GLOBO: De que forma age o Movimento Paratodos?

CIÇA MELO: Atuamos em três frentes. A primeira é sensibilizar. Trazer o assunto das pessoas com deficiência para o cotidiano de todos. Disseminar a cultura de uma sociedade mais inclusiva, que saiba lidar com as diferenças. Mudar esse olhar, que ora é de pena, ora assistencialista, ora paternalista, que desconsidera o indivíduo e não percebe sua potência. Você vê alguém com cadeira de rodas na rua e se aproxima para ajudar. Mas ele está precisando de ajuda? Fazemos isso por meio de palestras e rodas de conversa em empresas, ONGs, escolas, junto a autoridades e até nas casas. Já sensibilizamos desde os educadores de uma creche até todos os coordenadores de curso da Facha. A segunda frente é a consultoria. Engloba desde o ponto de vista arquitetônico até pedagógico. Exemplo: um empresário nos disse que queria contratar uma pessoa com deficiência. “Mas tem vaga?”, perguntamos. “Não, mas ela fica lá.” Dissemos que seria melhor a gente avaliar a empresa para que aquela contratação fosse efetiva. Senão o funcionário ia ficar desmotivado. E isso ia reforçar o olhar dos outros de que ele não é capaz de nada.

Como tem sido a procura por parte das escolas?

Cada vez maior. Só nessas últimas duas semanas estivemos em cinco. Graças a esse trabalho, a Eleva, por exemplo, tem desde placas em braille até acessibilidade para cadeiras de rodas. No total, foram mais de 150 professores e gestores sensibilizados para atuar de forma diferente, olhando o que cada indivíduo pode avançar naquele ano. Se o tema é temperatura, por exemplo, posso ter alunos trabalhando a conversão de Celsius em Fahrenheit, ou estudando os estados físicos da água ou o quente e o frio. O professor tem que querer olhar a criança para além da deficiência. E agora vamos sensibilizar um grupo de pais. Desde 2003 já estivemos em 41 escolas, empresas e ONGs, impactando 700 pessoas.

E a terceira frente de atuação?

O professor é o principal agente de mudança na escola. Então criamos o prêmio Paratodos de Inclusão Escolar. A segunda edição será lançada este mês, e as inscrições vão de outubro a dezembro, contemplando as ações de 2017. A vencedora de 2016 foi a professora Ana Floripes, do Colégio Estadual Igléa Grollmann, em Cianorte (Paraná), que criou estratégias para incluir vários alunos com deficiência na mesma turma.

Como está a situação nas escolas?

Em termos de legislação, estamos bem amparados, com a Lei Brasileira de Inclusão (que entrou em vigor ano passado e obriga as colégios privados a acolher estudantes com deficiência). Mas há escolas que não aceitam, o que sobrecarrega outras. Por isso, acreditamos na conscientização, na mudança de olhar. Você não tem uma inclusão efetiva se no recreio as demais crianças não incluem e se no fim de semana os outros pais não ajudam no processo, levando, por exemplo, a criança com deficiência ao cinema junto com seu filho. Nem sempre é fácil incluir, são vários os obstáculos, mas o prêmio Paratodos, que reconhece as principais experiências pedagógicas inclusivas, mostra que é possível. Não acreditamos em educação para alguns. Lutamos por um mundo sem preconceitos, sem limitações, sem rótulos, onde ninguém fica para trás.


Fonte: O Globo

Hotel Acqua Suites, cria circuito de aventura acessível na praia da Pajuçara

Mergulho adaptado com a deputada estadual Thaise Guedes


O Acqua Suítes, lançado no mês de dezembro na capital alagoana, possui uma estrutura totalmente adaptada para cadeirantes e outros portadores de necessidades especiais. Além de cumprir todas as exigências técnicas de acessibilidade, o empreendimento possui elevadores na entradas do hotel e um quarto adaptado que recebe até cinco pessoas, possui dois banheiros e amplo espaço com a proposta de facilitar a circulação dos cadeirantes. Além disso, a equipe se utiliza de um aplicativo voltado para comunicação com surdos, que faz a tradução de áudios em linguagem de libras.

Exatamente em frente ao hotel, os hóspedes podem embarcar em uma aventura única: um traslado em jangadas acessíveis que levam até incríveis piscinas naturais de águas mornas. Some-se a isso a geografia plana de uma cidade litorânea, praias de águas abrigadas por recifes de corais – perfeitas para o mergulho acessível a poucos metros do hotel. O moderno aeroporto da capital também é o que oferece as melhores condições de acessibilidade dentro das normas técnicas no Nordeste. De acordo com diretora comercial do Acqua Suítes, Adriana Vasconcelos, “a ideia é proporcionar uma experiência completa para os hóspedes com necessidades especiais, que vai desde uma hospedagem idealizada para recebê-los com o máximo de conforto, até a parceria com operadores que vão oferecer atividades de aventura inesquecíveis para estes hóspedes”, conta.

Navegue embalado pelo vento

Entre os atrativos adaptados, certamente as jangadas que realizam passeios até as Piscinas da Pajuçara são destaque.  Mais largas que as do modelo tradicional,  as jangadas acessíveis que ficam em frente ao Acqua  são capazes de transportar até seis pessoas cada uma, incluindo duas cadeiras de rodas em cada. “Existem no Brasil, mais de 40 milhões de pessoas com pelo menos algum tipo de deficiência que precisam ser incluídas socialmente”, defende Adriana.
Jangadas acessíveis para cadeiras de rodas

Para quem quer ir mais além no quesito aventura, uma  atividade muito inspiradora em Maceió, especialmente para cadeirantes, é o mergulho autônomo, oferecido pela operadora Let’s Dive.

Segundo a sócia e instrutora de mergulho da empresa, Fernanda Paiva, essa atividade é perfeita porque a água lhes proporciona uma experiência de mobilidade que eles não têm normalmente. “Quando a pessoa está na água, flutuando com a ajuda do equipamento de mergulho, ela se move tranquilamente com liberdade e autonomia, esquece completamente da rotina lá fora, descobre um mundo novo e supera desafios”, conta Fernanda.

“Para mim, trabalhar com esse tipo de público é muito gratificante, porque a vivência deles é muito intensa e o retorno totalmente positivo”, emenda a instrutora, que oferece mergulhos de batismo (primeira experiência de mergulho) na Piscina do Amor, uma piscina naturalmente aquecida a 26 graus que fica a cerca de 2 kms da praia e é cercada por recifes de corais. Para quem preferir, é possível alcançar as piscinas remando de stand up padle com a operadora Pá na Água que desenvolveu uma adaptação para acoplar as cadeiras de roda. Hoje, os cadeirantes podem participar de qualquer expedição da operadora que incluem passeios em rios, lagoas e diversas praias de Alagoas. A diretora do Acqua Adriana Vasconcelos, acredita que quando essas possibilidades são divulgadas, o destino começa, aos poucos, a se tornar um destino mais acolhedor de todos os pontos de vista e o aumento desse tipo de público é uma consequência.



Fonte: Hotel Acqua Suítes

16/02/2017

Exames podem detectar autismo em crianças antes de aparecimento de sintomas

Descoberta pode levar a diagnósticos precoces e a terapias mais eficientes para crianças com autismo
Aumento incomum do volume do cérebro no primeiro ano de vida pode prever risco de desenvolvimento de autismo, segundo estudo (Foto: CDC/ Julia Whitney, Stephen Griffin)

Exames cerebrais de ressonância magnética podem detectar autismo antes que qualquer sintoma comece a surgir, afirmam pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Atualmente, as crianças podem ser diagnosticadas a partir dos dois anos de idade, mas, em geral, isso costuma ocorrer mais tarde.

O estudo, publicado na revista "Nature", entretanto, mostra que as origens do autismo estão bem antes disso - no primeiro de ano de vida.

As descobertas do estudo podem levar a um diagnóstico precoce e até mesmo a terapias imediatas.

De acordo com o levantamento, uma em cada 100 pessoas tem autismo, condição que afeta o comportamento e interação social. A pesquisa analisou 148 crianças, incluindo aquelas com alto risco de autismo porque tinham irmãos mais velhos com o distúrbio. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética aos seis, 12 e 24 meses de vida.

O estudo revelou diferenças iniciais no córtex cerebral, a parte do cérebro responsável por funções de alto nível - como linguagem por exemplo - em crianças que depois viriam a ser diagnosticadas com autismo.

"Muito cedo, no primeiro ano de vida, vemos diferenças de área de superfície do cérebro que precedem os sintomas que as pessoas associam tradicionalmente com autismo", disse à BBC o médico Heather Hazlett, um dos pesquisadores da Universidade da Carolina Norte.

"Os exames indicam que essas diferenças do cérebro podem ocorrer em crianças com alto risco de autismo", afirma Hazlett. O estudo abre possibilidades para avanços na forma que a doença é tratado e diagnosticada.

Escaneamentos do cérebro de bebês, particularmente em famílias de alto risco, podem levar a um diagnóstico precoce. Acredita-se que, a longo prazo, possam surgir exames de DNA, aplicáveis a todas as crianças, capazes de identificar aquelas em que o risco de ter autismo é alto.

Com a doença diagnosticada cedo, é possível implantar antes terapias comportamentais - como treinar pais a interagir com o filho autista - em busca de resultados mais eficientes.

 

Intervenção precoce


Outro pesquisador do projeto, Joseph Piven, diz que agora pode ser possível identificar crianças propensas a ter autismo. "Isso nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos da doença. Há amplo consenso de que há mais impacto antes que os sintomas tenham se consolidado. O resultado dessa pesquisa é muito promissor", afirmou.

Com a descoberta, os pesquisadores afirmam ser possível prever quais crianças desenvolverão autismo com 80% de precisão.

"É possível que a varredura feita através de ressonância magnética (MRI, sigla em inglês) possa ajudar as famílias que já têm uma criança autista para acessar o diagnóstico anterior de crianças subsequentes. Isso significaria que essas crianças poderiam receber o apoio certo tão cedo quanto possível", diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha.

A especialista afirma, no entanto, que o autismo pode se manifestar de diferentes maneiras e "nenhum teste único poderia ser capaz de identificar o potencial de autismo em todas as crianças".
Fonte: G1

11/02/2017

Projeto Bibliotecas Acessíveis capacita bibliotecários

Recursos de acessibilidade em bibliotecas serão tema de workshops

Em janeiro, foi assinado na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD), um contrato para realização de uma série de workshops para bibliotecários. A ação será realizada pela organização social Mais Diferenças, que venceu pregão eletrônico para atender a parte do projeto “Bibliotecas Acessíveis”, da SEDPcD, aprovado pelo Fundo de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.



Em 2016, a Secretaria promoveu concurso para selecionar projetos de bibliotecas públicas interessadas em receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual e motora. Ao todo, 55 municípios foram agraciados e 62 bibliotecas públicas do Estado de São Paulo ganharam kits de equipamentos acessíveis. A segunda parte do concurso é capacitar os bibliotecários para uso dos equipamentos.



Serão oito workshops para capacitação e treinamento de serviços bibliotecários realizados nos municípios de São Paulo, Sorocaba, Campinas, Itanhaém, Bauru, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Presidente Prudente.


Os workshops terão 3 eixos temáticos: questões relacionadas à pessoa com deficiência; acessibilidade em bibliotecas; e tecnologia assistiva.




Fonte: PcD
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