24/03/2017

Brasil tem mais de 30 mil trabalhadores formais com deficiência intelectual

As informações foram divulgadas pelo Ministério do Trabalho, levantadas até 2015, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais)


O Ministério do Trabalho divulgou informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) que indica 32.144 pessoas com deficiência mental ou intelectual ocupam postos de emprego formal no país. A Rais não engloba dados específicos sobre os subtipos de deficiências, apenas grupos (física, visual, auditiva, mental/intelectual e múltipla).

De acordo com os dados, em 2013, o mercado de trabalho tinha 25.332 pessoas com deficiência mental ou intelectual formalmente empregadas no país. O número subiu para 29.132 no ano seguinte e atingiu as 32.1144 em 2015, último período de dados disponíveis. A evolução é resultado de um conjunto de fatores, entre os quais se destaca a gradativa queda do nível de preconceito na sociedade.

A aprendizagem profissional, prevista no artigo 429 da CLT, ainda é pouco utilizada para dar formação profissional às pessoas com deficiência. Existe um enorme contingente de pessoas com deficiência, passíveis de enquadramento na cota legal, e de segurados reabilitados pela Previdência Social, capaz de preencher várias vezes o atual número da cota. Essas são algumas das principais conclusões do “Diagnóstico quantitativo de pessoas com deficiência/reabilitados no Brasil”. O estudo inédito produzido pelo Ministério do Trabalho foi apresentado em dezembro de 2016, em Belo Horizonte, durante o primeiro seminário “Lei de Cotas – Boas Práticas de Inclusão”.

Responsável pela aplicação da norma, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho tem como prioritárias as ações de fiscalização para a inclusão de pessoas com deficiência e reabilitados no mercado de trabalho. O propósito é intensificar a fiscalização para o cumprimento total da Lei de Cotas pelas empresas, a manutenção das cotas preenchidas e a ascensão profissional das pessoas com deficiência

Exemplo

Aos 21 anos, Lúcio Piantino, morador de Brasília com Síndrome de Down, é um exemplo dessa busca por um lugar no mercado de trabalho. Ele trabalha há dois meses na Coordenadoria de Promoção de Direitos de Pessoas com Deficiência (Promodef), ligada à Secretaria de Direitos Humanos do Distrito Federal.

Estudante do 2º Ano do Ensino Médio, Lúcio participa do programa Brasília Mais Jovem Candango, serviço de proteção social básica voltado para a integração de jovens ao mercado de trabalho, seguindo metodologia de um programa de Aprendizagem, em conformidade com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Em janeiro, o programa abriu 34 vagas exclusivas para jovens com deficiência. “Gosto muito do meu trabalho”, afirma Lúcio. Ele registra dados sobre o Promodef e arquiva os currículos que chegam à coordenação, entre outras tarefas. “Adoro computador. Passo quase todo o dia trabalhando nele, mas também converso muito com o meu chefe e com o pessoal”, relata.


Aos 26 anos, menina tetraplégica realiza o sonho de ser maquiadora profissional

Nos últimos seis anos, Steph Aiello foi vítima de dois acidentes graves e ainda superou um câncer. Mas nada foi capaz de detê-la. Hoje, ela se destaca como uma youtuber de sucesso e inspira outras pessoas a superarem suas limitações.
Depois de guardar dinheiro suficiente para realizar o seu sonho de frequentar um curso de cosmetologia, a norte-americana Steph Aiello se envolveu em um acidente gravíssimo que a deixou tetraplégica aos 20 anos de idade. A fatalidade aconteceu um dia antes de sua primeira aula.

Era outubro de 2010, enquanto Aiello dirigia da Califórnia para Las Vegas, um cansaço extremo a fez dormir no volante.  O carro saiu da estrada e o impacto da batida a deixou paralisada da cintura para baixo, assim como restringiu os movimentos das mãos. Desde então, ela se movimenta com a ajuda de uma cadeira de rodas.

“Eu não acreditei na época”, contou à People. “Pensei que não poderia ser real. Não achava que as consequências seriam a longo prazo. Foi muito difícil pra mim.”Depois de três meses de terapia intensiva no hospital, os médicos concederam a ela o direito de passar seis horas com a família no dia de Natal. As duas só não imaginavam que dali a alguns minutos, no caminho de casa, seriam atingidas na estrada por um motorista embriagado. O acidente deixou a mãe em uma condição gravíssima.

“Minha família não acreditava –  pensou que a gente estava brincando”, disse. “Eu fiquei tipo: ‘Não, nós fomos atingidas e foi grave’. Então, eles se dirigiram ao local e ficaram chocados com o que viram. Só conseguiam dizer: ‘Como isso foi acontecer?’.”

De volta à reabilitação, Aiello descobriu, dois anos mais tarde, que tinha também um tumor desmoide – benigno, porém, agressivo no local.Surpreendentemente, a jovem encontrou forças para lutar contra o diagnóstico. Em quatro meses, ouviu dos médicos que estava curada, após o tratamento de radioterapia.

Apesar dos trágicos acontecimentos, que se somaram a um ano de depressão pós-acidente, Aiello agora, aos 26 anos, decidiu que não deixaria o seu sonho escapar.“Eu estava exausta de deitar na cama e não fazer nada. Decidi que era a hora de ter minha vida de volta e abraçar o meu ‘novo normal’”, disse.

Além de reaprender a escovar os dentes, se vestir e dirigir, ela também encontrou novas maneiras de aplicar maquiagem. Com a boca, abre os recipientes; enquanto, os dedos unidos por uma borracha ajudam a manusear o pincel com mais precisão. A parte mais difícil, segundo Aiello, é aplicar os cílios postiços. Mas nada é impossível! “Continuei testando novas maneiras, o que implicou em muitos olhos colados. Apesar de tudo, consegui”, comemora.

Após o acidente, ela encontrou no Instagram, onde tem mais de 97 mil seguidores, o espaço para divulgar os tutoriais e inspirar outras pessoas a superarem suas limitações. Tomar a iniciativa não foi fácil. A jovem estava nervosa em mostrar suas mãos ao público. “Eu as cortava durante a edição dos vídeos para que ninguém soubesse da minha condição. Estava temerosa de abrir isso para o mundo, tinha medo das críticas pesadas.”

Tudo mudou após um encontro com a ex-modelo e apresentadora Tyra Banks durante um evento de beleza. “Ela me levou ao palco e disse para todo mundo que eu iria fazer das minhas mãos, a minha marca registrada”, contou Aiello que é hoje uma Youtuber de sucesso – seu canal soma mais de 8 mil inscritos. “Desde então, levei aquilo comigo e mudei completamente a maneira de gravar os vídeos.”

A mudança fez com que o seu sucesso ultrapassasse as barreiras da web. Em dezembro, Aiello deu mais um passo importante para sua carreira de maquiadora profissional. Ela foi contratada pela tricampeã de surfe Carissa Moore, que se casaria naquele mês e queria que sua beleza fosse criada pelas mãos da menina.

“Eu estava apavorada. Só conseguia pensar que seria um desafio maravilhoso. Porém, nunca tinha feito uma maquiagem de noiva antes. Decidi encarar. Fiz da melhor maneira que podia e, depois de ver o resultado, me senti tão bem que chorei no meu caminho de volta para casa.”

Com a ajuda de Moore, apelidada de “a alma doce” por Aiello, a jovem maquiadora foi capaz de assumir com segurança outros trabalhos. E hoje só tem o que comemorar!


Fonte: Revista Marie Claire

23/03/2017

TVs oferecem recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência

Foto: Divulgação
Legenda: TVs Samsung são acessíveis 
para pessoas com deficiência

Todas as Smart TVs da Samsung possuem um recurso que poucos conhecem, mas que oferece acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva. Ao clicar nas configurações de acessibilidade do menu, o usuário tem à disposição diversas funcionalidades como o Guia de Voz e ajuste nos níveis de alto contraste, que facilitam o uso e proporcionam uma melhor experiência de assistir TV. Estas inovações tecnológicas permitem que esse público adquira ainda mais independência no seu dia a dia.

O destaque dos recursos projetados especialmente para as pessoas com deficiência visual é o Guia de Voz, que facilita o gerenciamento das funções da TV e guia o usuário nas operações do cotidiano como troca de canais, ajuste de volume, descrição dos programas exibidos no Guia Eletrônico de Programas (EPG), acesso ao menu de configurações, buscas no Google ou YouTube, além de outras etapas que são apenas mostradas na tela.

Além disso, o recurso por voz ajuda o usuário a mexer nos aplicativos, gravar programas que serão exibidos e checar horários dos próximos programas, por exemplo. É possível também ajustar a velocidade e o tom do Guia de voz, para que o entendimento seja melhor e mais claro para cada usuário.

O tamanho da fonte, que pode ser ajustado, é outra funcionalidade presente nas Smart TVs da Samsung. É bastante útil para as pessoas que têm visão parcial ou miopia, pois com a letra maior é mais fácil para o usuário enxergar na distância entre o televisor e o sofá.

Por meio dos níveis de alto contraste, a interface gráfica de usuário nas Smart TVs Samsung permite que tudo fique ainda mais legível. O ajuste no contraste funciona para quem tem dificuldades para enxergar quando a tela da TV está muito escura ou muito clara.


Há também o recurso que oferece acessibilidade as pessaos com deficiência auditiva. Nas Smart TVs da Samsung é possível conectar um fone de ouvido bluetooth para ajudar as pessoas - que precisam aumentar um pouco mais o volume - a assistir a sua novela ou programa favorito, escutando melhor e sem incomodar os amigos ou a família que estão na sala.

Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência conta com equipe especializada e já lavrou mais de 10 mil B.O.s

Por Nathaly Cristine Rigo**

Fachada da 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo


Em 2014, o Estado de São Paulo deu um salto positivo no atendimento às pessoas com deficiência, quando lançou a primeira Delegacia de Polícia especializada no tema. Foram registrados no estado de São Paulo, em 2016, 10.724 Boletins de Ocorrência envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência, número 28,8% menor de boletins comparados ao ano de 2015. A redução das estatísticas nem sempre revelam proporcional redução da violência, mas sim refere-se tão somente ao registro formal das ocorrências.

Resultado da parceria da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência opera em um sistema diferenciado, com equipe mista de policiais e um Centro de Apoio integrado com equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras e sociólogos.

Além de prestar o atendimento ao público que procura a Delegacia, o Centro de Apoio faz o acompanhamento do caso e realiza, quando necessário, encaminhamentos para outros serviços. Só no ano de 2016, foram realizados 924 atendimentos da equipe multidisciplinar, além de encaminhamento de 149 usuários a diversos serviços de utilidade pública.

De acordo com a coordenadora da equipe do Centro de Apoio, Rosália Peres Gonçalves, há uma grande procura do público com deficiência auditiva ao serviço. “Aqui eles encontram amparo, há profissionais que conversam com eles de igual para igual, que são os intérpretes de Libras. Eles procuram a Delegacia para algumas soluções, não só para fazer Boletim de Ocorrência mas também para traduzir um texto, ler uma carta que eles receberam, então nós conseguimos conversar com eles e encaminhá-los,” disse.

A Delegacia de Polícia tem como titular a Delegada Samanta Rihbani Conti. Ela ressalta a importância do atendimento realizado. “A equipe do Centro de Apoio tem acesso a toda a rede de assistência social da cidade. Às vezes, eles precisam de atendimento médico ou atendimento psiquiátrico, por exemplo, e o Centro de Apoio faz esse meio campo”.

A Delegada Samanta Rihbani Conti é a titular da Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência


No ano de 2016, a Delegacia realizou 66 visitas domiciliares para melhor compreensão da dinâmica familiar e sociais do atendido, foram realizadas também 40 visitas compartilhadas com a equipe policial para acompanhamento de casos com Inquéritos Policiais e denúncias recebidas pelo Disque Denúncia.

A maior parte das vítimas que procura atendimento na Delegacia é formada por pessoas com deficiência física (45,7%), seguida pela deficiência intelectual (23%) e auditiva (13,2%). As principais denúncias criminais feitas na Delegacia são furto (11,6%), ameaça (11,5%), roubo (11,3%) e lesão corporal (8,5%).

“Atendemos um grande número de surdos até pela dificuldade de comunicação, mas no Estado de São Paulo a maior parte das pessoas com deficiência que procura a delegacia têm deficiência física, mas na Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência se concentra principalmente a população surda.

Os atendimentos são formados pelos mais variados casos desde os crimes patrimoniais, lesões corporais, ameaças, injúrias, ofensa em razão da deficiência e até crimes sexuais”, disse a delegada Samanta.

Atendida pela Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, Ana* tem deficiência auditiva e sofria agressões do seu marido; ela buscou atendimento em uma delegacia comum, mas não conseguiu pela dificuldade de comunicação. “Foi muito difícil, não tinha comunicação, acabei não sendo atendida, eu desisti do atendimento e fui para casa. Quando minha amiga disse que tinha uma Delegacia para pessoas com deficiência, eu acabei indo lá e gostando muito, aproveitei o momento de ter o intérprete para fazer todas as perguntas”. Ela acabou se separando do seu marido.

Para melhor atendimento e orientação de toda a rede, a equipe policial da Delegacia, junto com a equipe multidisciplinar, realiza inúmeros treinamentos por meio do Acadepol, para novos policiais. Cerca de 1.300 agentes já passaram pelo curso. Os treinamentos buscam sensibilizar sobre a causa das pessoas com deficiência.

A Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência recebe denúncias pelo serviço de Disque 100, serviço da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, destinado a receber demandas relativas a violações de direitos humanos e pelos Boletins de Ocorrência. Atualmente o estado de São Paulo conta com 9,3 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, segundo o Censo IBGE/2010.

SERVIÇO

Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência – DPPD
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira – 9h às 18h
Endereço: Rua Brigadeiro Tobias, 527 – térreo (próximo à estação Luz do metrô - linhas Amarela e Azul)
Telefone: (11) 3311.3380 / 3311.3383 / 3311.3381

*Ana - nome fictício para preservação de identidade.
** Nathaly Cristine Rigo - da equipe da Assessoria de Comunicação Institucional da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Governo do Estado de São Paulo


21/03/2017

Casal com Síndrome de Down Celebra 22 Anos de Casamento

por Joana Ventura


Este casal, ambos com Síndrome de Down, provou aos mais incrédulos que estavam errados, ao celebrarem 22 anos de casamento abençoado, e com muitos seguidores no Facebook a sentirem-se inspirados com a sua história de amor.

Pensa-se que Maryanne e Tommy Pilling foram o primeiro casal, ambos com Síndrome de Down, a casar em 1995, mas foram atingidos por uma forte onda de críticas na altura.

O casal namorou cerca de dezoito meses, antes de Tommy fazer a grande pergunta. Casaram depois na Igreja de St. Mary´s em Shoeburyness, Essex, em Julho de 1995.

Agora 22 anos depois, Maryanne de 45 anos e Tommy de 59, continuam fortes e apaixonados, e uma página no facebook, criada pela irmã de Maryanne, segue o romance deste casal, que conseguiu chegar a milhares de seguidores.

Segundo conta o Daily Mail, Lindi, irmã de Maryanne revelou que: “No dia em que Maryanne conheceu o Tommy, chegou a casa com um grande sorriso. Ela não conseguia parar de falar dele, e perguntava se ele podia vir jantar a casa.”

Eles namoram cerca de dezoito meses e depois Tommy chegou perto da minha mãe, Linda, e perguntou-lhe se lhe poderia fazer o pedido de casamento. Ele tinha um anel de plástico. A minha mãe imediatamente respondeu-lhe que sim, mas queria que ele fizesse as coisas com rigor, por isso levou-o a uma joalharia e comprou um anel verdadeiro. Ela recebeu várias criticas na altura por deixá-los casar, mas ela insistiu que esta era a sua decisão.

Maryanne desde pequena que sempre sonhou com um grande casamento branco e foi isso exatamente que ela teve. Foi um dia lindo.
Quando eles seguiram pela rua de mãos dadas marcaram uma posição, mas pela positiva. Algumas pessoas olharam, talvez porque pensavam que pessoas com Síndrome de Down e dificuldades de aprendizagem não pudessem casar.

Mas também tivemos muitas mensagens de carinho de pessoas que se sentiram inspiradas pela sua história.

Pessoas que viviam preocupadas com os seus filhos ou netos com Síndrome de Down, obtiveram uma nova esperança com a história de Maryanne e Tommy.

Espero que os seus filhos também se possam apaixonar e viver felizes para sempre.

Maryanne acrescenta: “O dia do meu casamento foi o melhor dia da minha vida. Eu fiquei surpreendida quando o Tommy me pediu em casamento, mas não precisei pensar duas vezes para dizer que sim. O Tommy e eu nunca discutimos. Eu amo muito o meu marido. Ele é o meu melhor amigo.”

O feliz casal vive sozinho, mas com a família na casa ao lado, para os ajudar quando eles precisam.




Fonte: hiper.fm

A Best Buddies Brasil – Melhores Amigos celebra o 12º Dia Internacional da Síndrome de Down

A Best Buddies Brasil – Melhores Amigos busca ampliar suas parcerias através dos programas de Amizade, Trabalho e Liderança.


A Best Buddies Brasil – Melhores Amigos, associação sem fins lucrativos, que realiza a inclusão social das pessoas com deficiência intelectual, está entre os parceiros e realizadores do Cuidando de quem cuida 2017 – I Road Show Empathiae, primeiro evento nacional em comemoração ao 12º Dia Internacional da Síndrome de Down.

O evento pretende sensibilizar a sociedade em geral assim como as equipes de saúde básica e complementar sobre a importância da atenção à família e ao cuidador da pessoa com deficiência e está sendo promovido, respectivamente, nas cidades de Belo Horizonte, MG; Vitória, ES; Caxias do Sul, RS e São Paulo, SP; em 11, 14, 19 e 21 de março.

Roberta Cruz Lima, diretora da Best Buddies Brasil – Melhores Amigos, abrirá o ciclo de palestras no dia 21 de março, no Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UniÍtalo), na cidade de São Paulo. Ela destaca o evento como meio de ampliar as discussões acerca da inclusão social. E comenta: “Fazer parte de uma família é a primeira experiência de viver em sociedade que uma criança tem. Sendo assim, acredito que o evento promoverá uma troca de experiências e saberes com a finalidade de trazer informações úteis para ações e reflexões referentes à Cultura Inclusiva”.

Na sequência, Ives Alejandro Munoz, filósofo e professor, membro do Consejo Independiente de Protección de la Infancia (CIPI), abordará o tema A Empatia como mudança dos paradigmas no relacionamento familiar.

Mônica Xavier, presidente e fundadora do Instituto Empathiae, apresentará a palestra O momento da notícia: um retrato da realidade brasileira, baseado em pesquisa realizada com 500 famílias que receberam um bebê com síndrome de Down no século XXI.

Presença internacional, a professora doutora Julia Serpa Pimentel, docente do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) de Lisboa; responsável pela criação e implantação do projeto Oficinas de Pais da Associação Pais em Rede, em Portugal, abordará os temas A notícia da deficiência e seu impacto na saúde familiarA rede de famílias como forma de empoderamento A importância do cuidado compartilhado.

SERVIÇO

21 de março de 2017, das 9h às 18h – Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UniÍtalo)
Avenida João Dias, 2046, Santo Amaro, São Paulo


Saiba como colaborar com a 3ª CaminhaDown

A 3ª CaminhaDown acontece no dia 26 de março, às 9h, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Você pode contribuir com doações no site Kickante


A CaminhaDown é um evento em comemoração ao Dia Internacional da síndrome de Down. Realizada desde 2015, já movimentou centenas de ONGs, organizações, institutos e grupos que trabalham pelos direitos das pessoas com síndrome de Down e outras deficiências, sensibilizando milhares de pessoas pela causa.

Em 2017, a caminhada acontece no dia 26 de março, às 9h, no Parque Villa Lobos em São Paulo. Toda a organização é feita por um grupo de voluntários que se dedicam durante meses para a sua realização, e os gastos são elevado e, por isso, são necessárias doações. Com uma campanha no site de financiamento coletivo Kickante, são aceitas contribuições acima do valor de R$ 10.

Para saber como contribuir, acesse o link da campanha no Kickante   e saiba mais detalhes no evento do Facebook .

Fonte: Vida mais Livre

17/03/2017

Deficientes visuais do Porto criam tradução tátil de um quadro

Reprodução em quatro painéis táteis em gesso vai permitir “ver” obra Fons Vitae.

Alunos da Escola Comércio do Porto e deficientes visuais, do curso de operadores gráficos de braille da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) estão a criar uma tradução tátil do quadro Fons Vitae que preveem concluir em abril.

A reprodução em quatro painéis táteis em gesso, que vai permitir aos deficientes visuais “ver” a obra do século XVI exposta no Museu da Santa Casa, nasceu, segundo a diretora da escola Ana Mestre, “de uma proposta lançada por uma docente”, no âmbito das escolas solidárias da Fundação EDP.

“Este projeto vai permitir dar informação cultural a outro tipo de públicos”, disse à Lusa Ana Mestre sobre a iniciativa da professora Teresa Mendes que, na escola profissional onde leciona, envolveu alunos provenientes do ensino secundário, com idades entre os 16 e 19 anos.

Teresa Mendes explicou que na colaboração com o grupo de invisuais está a ser feita a “sintetização de uma proposta de quatro painéis de acessibilidade gradual à informação que a pintura quer transmitir, sendo que os três primeiros são uma desconstrução do último”.

“Adotar esta metodologia de acessibilidade gradual é importante”, frisou a docente sobre a interação com os formandos do Centro Integrado de Apoio ao Deficiente (CIAD) da Santa Casa, procurando privilegiar as texturas escolhidas por estes em detrimento de outras que para eles “possam constituir ruído”.

Ao todo, serão utilizadas “nove texturas para representarem aspetos como o metal, a pedra, o sangue, o cabelo, a nuvem ou o céu”, acrescentou, reiterando que as escolhas partem sempre dos “operadores gráficos de braille do CIAD” que, ao receber as propostas, “avaliam se se assemelha ao que imaginam está representado no quadro”.

Para a coordenadora do projeto Diana Monteiro esta iniciativa “melhorou a sensibilidade de alunos” que vêm de “percursos escolares complicados” e cujo nível de envolvimento, acrescentou a professora Teresa Mendes, fez até que “a turma traduzisse de inglês para português o dossiê para a preparação dos painéis”.

O projeto dura desde novembro de 2016 e decorre em horário escolar, representando para Ana Mestre “muita aprendizagem” para uma instituição com “tradição de trabalho na área da inclusão”.

Tiago Vidinha é um dos “consultores” que semanalmente “interpreta as texturas” que os alunos partilham com os formandos operadores gráficos de braille, tendo afirmado à Lusa ser este “um projeto de enorme importância”.

Considerando a obra Fons Vitae “muito importante”, o jovem lembrou que “quem a vê consegue-a interpretar”. E acrescentou: “nós, os cegos, para lá chegarmos, será sempre a partir de outros”.

“Estamos a dar a nossa opinião sobre como ficaria melhor o quadro, quais são as texturas mais indicadas”, disse Tiago Vidinha sobre um projeto que “está a correr muito bem e que, com este desenvolvimento, está a ficar uma obra muito boa”.

Segundo Ana Mestre, uma vez concluída, “a obra ficará exposta no museu da Santa Casa, pois a ideia é que possa ser visitada por turistas com estas características ou por outras pessoas”.


Fonte: CM Jornal

Universidade oferece atendimento odontológico gratuito a pessoas com deficiência

Pacientes em qualquer faixa etária pode agendar consultas no Complexo Policlínico Odontológico da Uniderp, em Campo Grande (MS)

O Complexo Policlínico Odontológico da Uniderp, em Campo Grande (MS), está realizando atendimento gratuito para pessoas com deficiência. São oferecidos serviços de limpeza dental, ensino da técnica de escovação, aplicação de flúor e de selantes dentais, restauração, tratamento para gengiva, extração e exame de diagnóstico do câncer bucal. Em 2016, foram efetuados mais de mil atendimentos a pacientes com deficiência.

Público beneficiado inclui pessoas com síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, déficit de inteligência, Parkinson, Alzheimer, alterações congênitas, síndromes genéticas e deficiências de audiocomunicação (mudos e surdos), em qualquer faixa etária.

Exames, orientações de higiene dental, diagnósticos e tratamentos clínicos são alguns dos procedimentos desenvolvidos por acadêmicos de Odontologia e supervisionados por seus docentes. Além disso, os alunos confeccionam instrumentos de adaptação para acomodar os pacientes na cadeira de atendimento.

Renata Belchior Barros, professora de Odontologia, chama atenção para o cuidado com a saúde bucal. “É importante que a prevenção seja constante, pois se trata de um público com complicações e, muitas vezes, com opções de tratamento restritas, o que agrava o sofrimento do paciente.”

Serviço:

Agendamentos: de segunda a sexta-feira

Telefone: (67) 3348-8150 ou 8151
Local: Complexo Policlínico Odontológico da Uniderp
Endereço: Av. Ricardo Brandão, 900 – Itanhangá Park, Campo Grande (MS)
Atendimento: exclusivamente às terças-feiras, período vespertino.


CT Paralímpico Brasileiro recebe Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2017


Entre os dias 20 e 25/03, o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro recebe os Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2017. O espaço reunirá cerca de mil atletas, com idade entre 13 e 21 anos, de mais de 20 países que competirão nas modalidades: atletismo, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, halterofilismo, vôlei sentado, natação, tênis de mesa e basquete em cadeira de rodas. Apenas a modalidade tênis em cadeira de rodas terá as partidas no Clube Esperia. A delegação brasileira contará com 261 pessoas, sendo 174 atletas nas 12 modalidades, 79 oficiais e oito acompanhantes.

Na última edição dos Jogos Parapan-Americanos, há quatro anos, o Brasil liderou o quadro geral dos Jogos Parapan-Americanos com 209 conquistas, sendo 102 de ouro, 65 de prata e 42 de bronze. O evento aconteceu em Buenos Aires, Argentina, e reuniu 631 atletas de 16 países que competiram em dez modalidades.

A primeira edição do Parapan de Jovens foi em 2005, em Barquisimeto, Venezuela, e contou com atletas de dez países. Em 2009, 14 nações estiveram presentes em Bogotá, Colômbia.

Localizado no Parque Fontes do Ipiranga (Km 11,5 da Rodovia dos Imigrantes), o CT é uma parceria do governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com o governo federal, através do Ministério do Esporte.


O objetivo do empreendimento que abriga 15 modalidades paralímpicas é fomentar o paradesporto brasileiro criando condições para que seus atletas se destaquem nas competições municipais, estaduais, nacionais e internacionais, sempre dando ênfase às técnicas avançadas e novas tecnologias.

15/03/2017

Atleta com epilepsia desafia convulsões durante corridas para continuar competindo

Arquivo Pessoal - Mesmo com epilepsia crônica, Katie já ganhou provas de corrida importantes

Em um momento, ela está correndo junto a outros competidores. No outro, está inconsciente, caída no chão e espumando pela boca. Após passar alguns segundos tendo convulsões, Katie Cooke se levanta e segue em frente - ela está determinada a não deixar que a epilepsia crônica a tire das competições.

A estudante de 19 anos de Cherrywood, ao sul de Dublin, na Irlanda, chega a ter 15 convulsões por dia. "Perco o controle todos os dias. Meu corpo todo treme, sinto os espasmos musculares, não consigo respirar. É como ser sugada para fora de mim", diz ela.

Apesar de ter que lidar com alguns ataques enquanto corre, Cooke já venceu provas importantes, como a categoria para sua faixa etária da Maratona de Dublin.

Katie corre 5 km em menos de 17 minutos e é vista com frequência pelas ruas da cidade com seu parceiro de corrida, o médico Colin Doherty, que é seu neurologista.

Mas ela não foi sempre do tipo esportivo. Diagnosticada aos 9 anos, ela conseguiu manter o problema sob controle com medicação; mas, quando entrou na puberdade, piorou por conta dos hormônios.

"Não conseguia sair da cama. Não era capaz de fazer qualquer coisa sozinha, não conseguia falar. Minha mãe me vestia e me dava banho."

Katie chegou a ser internada por dez meses, mas, apesar de ter participado de diversos testes de tratamentos, sua condição se deteriorou, e ela perdeu o controle da coluna e da cintura. Quando foi mandada para casa, não conseguia andar.

"Fiquei em uma cadeira de rodas por sete meses, mas, como sou muito teimosa, queria provar o que era capaz de fazer. Depois de muita fisioterapia, comecei a correr todos os dias, e amei essa liberdade."

Arquivo Pessoal Katie chegou a não conseguir mais andar sozinha por causa de sua condição
O cérebro é composto por 3 bilhões de células, todas elas ativas - mas não ao mesmo tempo. O órgão é como uma máquina que funciona de forma dessincronizada. A epilepsia ocorre justamente quando as células são ativadas em sincronia.

Se um milhão delas funciona ao mesmo tempo, isso afeta o comportamento de uma pessoa. Se 3 bilhões são ativadas em conjunto, ocorre um ataque epiléptico.

Há cerca de 40 tipos de epilepsia. Em algumas pessoas, elas apenas "saem do ar". Outras apenas ficam confusas. E muitas têm convulsões, como Katie.

Participar de corridas parecia ser inviável. Assim que ela tinha um ataque epiléptico, paramédicos a tiravam da prova. Ao comentar sobre isso com seu médico, ele se ofereceu para ser seu companheiro de corrida e ajudá-la durante as convulsões.

"Sou um especialista em epilepsia, então, minha função é impedir que as pessoas a levem para uma ambulância. Apenas fico ali dizendo: 'Katie está bem, sou seu médico, ela vai se recuperar'."

A epilepsia de Katie permite que ela se recupere imediatamente após um ataque. Pode se levantar e seguir em frente. Doherty suspeita que seu bom preparo físico ajuda nesta rápida recuperação.

"Katie leva a corrida a sério. Ela treina bem. Estou muito confiante de que essa é uma experiência positiva para ela."

Médico de Katie, Colin também é seu parceiro de corrida

Além do esporte e da faculdade, Katie também tem uma vida social saudável e um namorado, Jack, que está ao seu lado quando ela tem ataques à noite.

"Ele é uma das pessoas mais tranquilas que conheço e consegue dormir enquanto estou tendo convulsões, o que é um pouco estranho", conta ela. "Ele só acorda de vez em quando, porque alguns ataques são bem violentos. Já dei um tapa na cara dele, e ele simplesmente voltou a dormir."

Às vezes, os ataques noturnos trazem alucinações - ela diz ver um homem atrás dela. São esses episódios que a deixam mais cansada. "Não consigo dormir nada."

Arquivo Pessoal Katie tem uma vida social saudável e um namorado, Jack

Ela teve problemas na escola por conta disso e não conseguiu estudar com afinco durante o ensino médio. Mas conseguiu fazer um curso supletivo e entrar para uma universidade, onde estuda gestão esportiva.

Seu médico diz que ela é "uma jovem incrível" por tudo que conseguiu fazer, mesmo tendo fortes convulsões diariamente.

Apesar de muitas pessoas levarem um susto quando a veem caindo no chão em uma corrida, Doherty acredita que estar em público quando isso ocorre pode ajudar outras pessoas que sofrem do mesmo problema.

"Precisamos ajudar para que as pessoas levem a vida mais normal possível e sejam incentivadas a fazerem tudo que quiserem. A maior barreira não é a segurança, mas a percepção alheia."

Fonte: MSN
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