21/09/2017

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

IBNL realiza ações voltadas para melhorar a qualidade de vida da Pessoa com Deficiencia e de suas famílias

Hoje é comemorado o Dia da Luta Nacional das Pessoa com Deficiência, data que tem como objetivo chamar atenção da sociedade para a participação absoluta em igualdade de condições desses indivíduos. Segundo Censo Brasileiro realizado pelo IBGE, realizado em 2010 o total de pessoas que declararam possuir ao menos uma deficiência severa no Brasil foi de 12.777.207, representando 6,7% da população brasileira.

A Instituição Beneficente Nosso Lar, que tem convênio firmado com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), oferece Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência – PcD, na modalidade de Núcleo de Apoio à Inclusão Social para PcD – NAISPcD. Além disso, também disponibiliza Serviço de Apoio as Famílias de PcD.

“Nosso objetivo dentro deste cenário brasileiro é auxiliar no desenvolvimento das potencialidades da PcD, em todos os ciclos da vida. Isso é possível por meio de programas que integram as necessidades básicas, acompanhadas por uma equipe técnica multidisciplinar, envolvendo familiares e a comunidade, com metas para a inclusão social”, destaca a presidente da Instituição Beneficente Nosso Lar, Mirandolina Lage Thieves.

Segundo dados de 2016 divulgados pela IBNL, anualmente, são realizados no Nosso Lar cerca de 75 mil atendimentos a PcD e famílias, que contam com o apoio de 140 voluntários ativos. A manutenção financeira da Instituição é composta por 59% de doações espontâneas de pessoas físicas ou jurídicas e 41% dos convênios com os órgãos públicos.

“O apoio à garantia de direitos da PcD é um trabalho diário que colabora com a inclusão na sociedade, mercado de trabalho e também na independência e, para evitar que a desigualdade, a exclusão, o preconceito e a falta de acesso aos serviços seja um impedimento na vida desses indivíduos que merecem a nosso respeito e solidariedade”, finaliza a presidente.


Blogueiros com deficiência criam campanha para incentivar a prática de exercícios físicos

O objetivo é estimular, por meio de campanhas nas redes sociais, a prática de exercícios físicos entre pessoas com deficiência.

Nathalia é advogada, professora tutora em cursinho preparatório para o exame de Ordem

Quem disse que pessoas com deficiência não frequentam academia? Ou que só podem se exercitar em centros de fisioterapia? Inspirada por uma palestra que assistiu da Mara Gabrilli, que é tetraplégica há 23 anos e aos 49 esbanja um corpo escultural, a blogueira do Caminho Acessível, Nathalia Blagevitch, 26, resolveu trocar as sessões de fisioterapia que a acompanhavam desde os sete meses de vida por aulas de musculação adaptada acompanhada por um personal trainer. “Com o tempo, o que era uma rotina de tratamento, tornou-se um hobby na minha vida. Hoje, estar em uma academia faz toda a diferença para o meu bem estar e autoestima”, conta.

Nathalia é advogada, professora tutora em cursinho preparatório para o exame de Ordem e foi diagnosticada com paralisia cerebral desde o seu nascimento. Ela ainda é uma das poucas alunas de sua academia que tem uma deficiência.

Seu treino é como de muita gente, salvo algumas adaptações incrementadas por seu professor Omi Neto, profissional da Rede de Academias BodyTech. “O treinamento da Nathalia é voltado para o ganho de força e massa muscular, além de maior amplitude articular. O objetivo maior é que ela ganhe maior independência nas atividades do dia a dia. Em paralelo a tudo isso, realizamos atividades para melhorar a sua condição cardiorrespiratória, como caminhadas com inclinação na esteira e aulas personalizadas de boxe”, explica.

Com o objetivo de estimular a prática de atividade física entre um público que ainda pouco se movimenta nas redes quando o assunto é o universo fitiness, Nathalia juntou-se a Hamilton Almeida, que tem 29 anos e é tetraplégico, e Paulo Oliveira, 26, também cadeirante. Juntos, eles criaram o Defitness Club, com objetivo de estimular, por meio de campanhas nas redes sociais, a prática de exercícios físicos entre pessoas com deficiência.

Administrador e blogueiro, Hamilton criou o Casadaptada, voltado para tecnologia assistiva, design universal e notícias do universo inclusivo. Há três anos, de segunda a sexta, além da fisioterapia, ele procura diversos estímulos ao corpo, testando sempre novos exercícios e tecnologias. Segundo ele, é possível fazer muitos exercícios, inclusive no conforto do lar. “Tem muitos cadeirantes que já treinam. tem uma galera grande no crossfit agora, competindo e tudo. Quero propagar essa ideia, porque, sim, é possível”, garante.

Empreendedor e blogueiro do canal Amigos Cadeirantes, Paulo Oliveira é nordestino, mas atualmente mora em Campinas. Ele se tornou cadeirante em 2008 e, desde sua reabilitação, incorpora atividades físicas em seu dia a dia. “Atualmente tento manter uma rotina de treino muscular por três vezes na semana. Porém, isso aumenta em algumas semanas, tudo depende do corpo! A verdade é que os treinos físicos permitem que eu continue amando a vida. É quase uma terapia”, revela.

A primeira ação do trio, a campanha Defitness (deficiência + fitness), será lançada no dia 21/9 – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – e promete bombar no compartilhamento de vídeos e fotos de exercícios praticados por pessoas com deficiência, seja na academia, em algum espaço aberto ou mesmo em casa, marcando a hashtag #Defitness. A iniciativa já conta com o apoio de nomes como Fernando Fernandes, Laís Souza e o time dos atletas de alto rendimento do Instituto Mara Gabrilli .

A deputada Mara Gabrilli, que é tetraplégica e uma das inspirações para a criação da campanha, também é uma grande incentivadora da prática de exercícios. “Quando se depara com uma paralisia tida como irreversível, é muito difícil associar atividades que exigem movimento, força e bom condicionamento físico. E é esse é o maior motivo para eu postar meu dia a dia fitness nas redes sociais. Queremos mostrar que uma pessoa com deficiência pode ir muito além da cadeira de rodas. Ela pode sim ter um corpo malhado e, principalmente, saudável”.

Acesse os canais e acompanhe as postagens da campanha




Hamilton Almeida | Foto: Divulgação / Campanha Defitness Club

Paulo Oliveira | Foto: Divulgação / Campanha Defitness Club

Programa de Inclusão Econômica estimula pessoas com deficiência a ingressar no mercado de trabalho

Objetivo é ampliar o acesso a opções de geração de renda e promover a inclusão de públicos vulneráveis

O prefeito João Doria lançou nesta quarta-feira (20) o Programa de Inclusão Econômica (PRIEC), uma parceria entre as secretarias municipais da Pessoa com Deficiência (SMPED) e de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE) voltado para as pessoas com deficiência que buscam conquistar uma vaga no mercado de trabalho ou investir no empreendedorismo.

De acordo com o IBGE-2010, na cidade de São Paulo há quase 2,8 milhões de pessoas com deficiência. Dentre elas, 500 mil fazem parte da População Economicamente Ativa (PEA), sendo que apenas 8% deste público (39 mil) estão empregados. Por isso, o PRIEC busca mudar essa realidade por meio de quatro linhas de ação:

- Capacitação dos agentes da SMTE, em acessibilidade, inclusão e utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras);
- Inclusão, com a disponibilização de 5% a 10% das vagas do Programa Operação Trabalho (POT), Programa Bolsa Trabalho (PBT), CATes, Profissão Cidadão e Trabalho Novo para PcD, em linha com os requisitos de cada projeto;
- Ampliação do acesso das pessoas com deficiência ao mercado formal de trabalho com a intensificação das ações “Dia D de Inclusão no Trabalho” e o “Contrata SP” para ampliar o acesso;
- Parcerias com instituições para capacitar essa parcela da população a exercer o empreendedorismo.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência ressalta a importância do exercício de alguma atividade econômica na vida dessa parcela da sociedade. “Conquistar um espaço no mercado de trabalho ou empreender é fundamental para que as pessoas com deficiência vivam dignamente, com autonomia, e possam suprir necessidades básicas inerentes a todo ser humano”, afirma o secretário da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.


Vale lembrar que as empresas que possuem a partir de 100 funcionários devem reservar de 2% a 5% de seus postos de trabalho para as pessoas com deficiência, conforme determina a Lei de Cotas (8.213/91). Já o artigo 34 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) assegura o direito ao trabalho às pessoas com deficiência, em ambiente acessível e inclusivo, com as mesmas oportunidades oferecidas aos demais trabalhadores.

20/09/2017

Guia de Direitos e Acessibilidade do Passageiro - Acompanhamento

O passageiro precisará de acompanhamento:

•  quando viajar em maca ou incubadora;
•  quando houver impedimento de natureza mental ou intelectual que impeça o entendimento das instruções de segurança de voo;
•  quando não puder atender às suas necessidades fisiológicas sem assistência.

IMPORTANTE

Neste caso, o operador aéreo deve prover acompanhante, sem cobrança adicional, ou exigir a presença do acompanhante de escolha do passageiro e cobrar pelo assento do acompanhante até 20% do valor do bilhete aéreo adquirido pelo passageiro. O acompanhante deve viajar na mesma classe e em assento adjacente ao do passageiro, deve ser maior de 18 (dezoito) anos e possuir condições de prestar auxílio nas assistências necessárias.

Cão-Guia


O cão-guia pode acompanhar o passageiro em todas as etapas da viagem, inclusive no interior das aeronaves, cabendo ao dono apresentar documentos de comprovação de treinamento e identificação do animal, bem como fornecer a alimentação necessária.

O transporte do cão-guia deve ser gratuito, com acomodação no chão da cabine da aeronave, em local próximo de seu dono e sob seu controle, desde que esteja equipado com arreio, dispensado o uso de focinheira, e que não obstrua total ou parcialmente o corredor do avião.


Com cadeirante liderando equipe, Rock in Rio promete acessibilidade

O Rock in Rio teve um papel transformador na vida de Thiago Amaral, que de público se tornou líder da equipe de PNE do festival (Foto: Marco Visi/Divulgação)
O objetivo da equipe do Rock in Rio é proporcionar uma experiência inesquecível em entretenimento para todas as 700 mil pessoas que passarão pela Cidade do Rock em setembro. Todas mesmo, sem exceção. Esse cuidado inclui dois milpessoas com necessidades especiais. Esse público contará com uma plataforma exclusiva para assistir aos shows e lounge com serviços para cadeirantes. O festival ainda reservou para eles duas atividades que prometem ser inesquecíveis: um salto radical numa tirolesa adaptada e um passeio na roda gigante que oferece a melhor vista da festa.

Thiago Amaral, de 27 anos, é quem está por trás dessa política de acessibilidade total, que busca ser a referência no quesito para os festivais mundo afora. Ele é cadeirante desde 2011, quando o carro que o trazia de volta de uma competição de mountain bike capotou, o deixando tetraplégico.

“Há necessidade de inclusão porque existe a exclusão. E a exclusão, muitas vezes, vem do próprio cadeirante, que deixa de participar de algo por achar que não será recebido adequadamente. Trabalhamos para garantir o maior conforto possível. Em minhas pesquisas, nunca vi um festival com um olhar tão especial para isso quanto o Rock in Rio. É com certeza uma porta de entrada para outros festivais voltarem sua atenção para as pessoas com necessidades especiais”, avalia Thiago, que conta com 70 pessoas em sua equipe.

O plano de trabalho é minucioso e inclui muitos detalhes, que consideram não só pessoas com necessidades especiais, mas também a estrutura que os cerca. Os cães-guia, por exemplo, terão um espaço só para eles. Já os deficientes auditivos terão um lugar bem perto das caixas de som, podendo sentir assim as vibrações.

“Haverá ainda estacionamento exclusivo, vans especiais para PNE (portadores de necessidades especiais) saindo do shopping Metropolitano e do terminal olímpico do BRT rumo à Cidade do Rock. Carrinhos de golfe poderão ser usados para explorar toda a área, e triciclos, que se acoplam em cadeiras de rodas, também serão emprestados. A infraestrutura completa ainda conta com balcões e mesas acessíveis na área gastronômica, piso e mapas táteis para deficientes visuais, 22 banheiros exclusivos e até uma oficina lounge para reparos de cadeiras de rodas”, lista o coordenador de PNE do festival, sem disfarçar o orgulho.

Mas o centro das atenções deve ser mesmo a tirolesa adaptada. “O brinquedo é o mesmo, só que anteriormente, os cadeirantes tinham dificuldade para subir por ser uma escada em formato de espiral. E não há como instalar um elevador. Nas edições anteriores chegaram a levar pessoas no colo para o salto na tirolesa, mas era desconfortável. Agora compramos uma cadeira especial, com encosto alto e cinto de segurança de quatro pontos, que sobe e desce com muita segurança graças às roldanas”, revela o coordenador.

O próprio Thiago fez questão de testar o brinquedo. “Subi e desci na cadeira várias vezes e deu certo. Mas não encarei o salto no cabo. Tenho medo de altura”, confessa.

Start para uma nova vida

A estreia de Thiago no Rock in Rio foi em 2013, já na condição de cadeirante. Ele relembra a experiência libertadora: “Na época, ainda estava com um pouco de medo de vir ao evento e um amigo me encorajou. Não dirigia, minha mãe me trouxe, e amigos empurraram a cadeira em certos momentos. Foi bom, vi os shows bem. Gostei tanto que comprei mais dois ingressos”.

“Foi aí que comecei a despertar para fazer outras coisas, como recomeçar a faculdade de Administração e voltar a dirigir. O Rock in Rio me proporcionou voltar à vida social. Foi um ‘start’ para eu perceber que a cadeira de rodas não era uma cruz para mim e tinha que retomar minha vida normal”, prossegue Thiago, que também é atleta de rúgbi em cadeira de rodas.

Na edição de 2015 festival, já mais independente com a evolução de seu tratamento, Thiago não teve uma experiência positiva por conta das limitações do Parque dos Atletas e do seu entorno, com obras para a Olimpíada Rio-2016 na época. Resolveu então tomar uma atitude que acabou lhe rendendo um convite para trabalhar no evento.

“Ficou ruim e muita gente reclamou. Eu percebi muitas coisas que poderiam ser melhoradas e resolvi mandar o e-mail para a organização e foi parar no Rodolfo Medina, vice-presidente de marketing do Rock in Rio, que me contratou para desenhar todo o projeto de PNE”, conta Thiago, revelando seu grande estímulo. “O que mais me motiva hoje é a oportunidade de quem sabe nesta edição ter um novo Thiago e que o festival possa ser, mais uma vez, o start desta pessoa”.


Gerente de Operação do Rock in Rio, Márcio Cunha diz que o público PNE está contemplado em toda a Cidade do Rock. “Só nas calçadas do Parque Olímpico investimos R$ 1,5 milhão. A nova Rock Street é mais ampla e mais larga já pensando no cadeirante. Na edição de 2015 era difícil entrar por conta da lotação. Agora ele vai ter uma experiência melhor. O respeito é total”, conclui.

Thiago Amaral: “O Rock in Rio me proporcionou voltar à vida social” (Foto: Jairo Junior/Divulgação)
Fonte: Ser Lesado

18/09/2017

Detran não vai mais emitir laudos que isentam pessoas com deficiência do IPVA

Uma lei publicada na segunda-feira (17) no Diário Oficial deve facilitar a vida de quem já tem que enfrentar mais dificuldades no dia a dia.

A partir de agora, laudos emitidos por serviços de saúde públicos ou privados, associados ao SUS, serão suficientes para que pessoas com deficiência ou autistas possam conseguir isenção do imposto sobre veículos, o IPVA.

É que, antigamente, apenas o Detran/RJ poderia emitir os laudos exigidos. Os autores da lei 7552/17, os deputados Comte Bittencourt (PPS) e Luiz Paulo (PSDB), argumentam que o órgão do estado não tem corpo técnico nem estrutura para realizar esses exames.

E, se menos burocracia é sempre uma boa notícia, vale lembrar aqui os diversos benefícios aos quais essa parcela da população têm direito.

Fonte: Portal PcD Online

14/09/2017

Bixiga para todos em comemoração ao dia nacional de luta da pessoa com deficiência

Evento acontece de 19 a 23 de setembro. Programação conta com gincanas educativas, ações teatrais e cinematográficas, entre outras atividades

 
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, por meio do Memorial da Inclusão, apoia o “Bixiga para Todos”, ação que comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, em 21 de setembro, instituído pela Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
 
O evento, que acontece de 19 a 23 de setembro, é realizado anualmente pelo SODEPRO – Centro de Memória do Bixiga, e conta com programação acessível em todo o bairro do Bixiga, localizado na região central da cidade de São Paulo.
 
Entre as atividades destacam-se: Gincanas Educativas, Peças Teatrais e Filmes com audiodescrição.
 
Confira abaixo a Programação:
 
19/9 (terça-feira):
14h – Gincanas Educativas
15h30 – Notas de Ouro (violões)
Local: CEDO Achiropita (rua Dr. Luis Barreto, 319)
 
20/9 (quarta-feira):
14h – Projeção de Filme + Debate
Local: UMES (rua Rui Barbosa, 323)
 
21/9 (quinta-feira):
10h30 – Teatro Cego – Clarear – Somos Todos Diferentes
Local: SESC CPF (rua Plinio Barreto, 285 – 4º andar)
 
14h – CORALUSCS
Local: Escadaria do Bixiga
 
16h – Encontro: Vamos Semear a Gentileza
Local: Vai-Vai (rua São Vicente, 276)
 
17h – Filme com audiodescrição e legenda descritiva
Local: Instituto Omindaré (rua Rui Barbosa, 584 – conj. 01)
 
19h – Não Somos Amigas (grátis)
(Sessão acessível com interpretação de LIBRAS)
Local: Teatro Sérgio Cardoso (rua Rui Barbosa, 153)
 
22/9 (sexta-feira):
10h – Evento – Todos Pela Inclusão
Local: EMEF Celso Leite (rua Humaitá, 480)
 
23/9 (sábado):
17h – VAMP, O Musical
(Sessão acessível com Audiodescrição)
Local: Teatro Sérgio Cardoso (rua Rui Barbosa, 153)
Reserva: marina@vercompalavras.com.br , até 16/9
Entrada Franca para pessoas com deficiência, acompanhantes R$ 30,00

Aluna surda defende 1ª dissertação de mestrado traduzida em Libras na USP em Ribeirão

Natália Francisca Frazão recebeu título de mestre ao passar por banca com pesquisa sobre educação. Administradora faz planos para seguir carreira acadêmica e chegar ao doutorado.

Natália Francisca Frazão superou as dificuldades e chegou ao mestrado na USP Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Administradora de empresas Natália Francisca Frazão, de 32 anos, é a primeira aluna surda da USP em Ribeirão Preto (SP) a defender uma dissertação de mestrado traduzida em Libras, a linguagem brasileira de sinais. Na segunda-feira (4), ela recebeu o título de mestre em educação e comemorou o feito.

“Estou muito, muito feliz, porque não sou sozinha, feliz apenas por mim, e sim pela comunidade surda”, disse Natália, com ajuda da tradutora.

Natália é surda desde a infância, e conseguiu chegar à universidade para cursar administração de empresas. Mas, o sonho de se tornar uma pesquisadora a levou a batalhar pela pós-graduação e, apesar de muitas dificuldades, chegou ao mestrado.

Na USP, ela contou com o auxílio da professora Ana Claudia Balieiro Lodi, especialista em linguística e Libras e em processos educacionais bilíngues para surdos. A proposta do trabalho era estudar a história das ações coletivas dos surdos da Associação de Surdos de São Paulo (ASSP), entre os anos de 1950 a 2011.

Ana Claudia explica que a Libras é primeira língua dos surdos, mas que Natália compreende muito bem a língua portuguesa, o que possibilitou uma boa discussão a respeito do tema.

“O português escrito, para surdo, não é a primeira língua, então vem com marcas da Libras. Nessa hora eu sentava com ela, a gente fazia ajustes de língua, realmente, da língua portuguesa. Muitas vezes, conceitos que ela não sabia como expressar em português, ela me passava em Libras, eu escrevia em português, ela lia em português, pra ver se eu realmente tinha compreendido e se era aquilo que ela realmente queria dizer”, afirma a professora.

Um dos assuntos tratados por Natália na pesquisa diz respeito às conquistas sobre a inclusão de surdos, como a criação das Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) em São Paulo (SP), e que atendem de crianças a adultos com surdez na educação infantil e no Ensino Fundamental.

Durante a defesa da banca, duas intérpretes traduziram os comentários da banca examinadora para Natália e para a plateia, que contou com outras pessoas surdas. No momento em que a aluna fez suas considerações, as mãos expressaram toda a emoção e os caminhos percorridos até o momento em busca de mais acessibilidade para pessoas que, assim como ela, não podem ouvir. A explanação da aluna também contou com a ajuda das intérpretes.

Atenta na plateia estava Nilza Frazão, mãe de Natália. Orgulhosa do feito da filha, ela contou que a defesa do trabalho era um sonho da filha e revelou que a jovem planeja seguir na carreira acadêmica.

“É uma vida de muitas dúvidas, a gente nunca sabe até onde eles [filhos] vão chegar. A gente nunca sabe nem como direcionar. A gente vai tendo força, energia, vai conhecendo. Eu fui conhecendo e ela que foi me mostrando o caminho pra que eu pudesse ajudá-la. Hoje eu me sinto mais do que feliz, mais do que realizada. Ela quer se preparar para o doutorado.”

A orientadora Ana Claudia agradeceu a oportunidade de ter trabalho com a aluna e de poder ter acompanhado seu crescimento. "Foi uma experiência muito boa ver que ela venceu as dificuldades impostas até pela situação que viveu aqui na USP no início do curso."

Para Natália, a experiência proporcionou aprendizado, mas, acima de tudo, a certeza de que ela é capaz de desenvolver seus projetos e obter conquistas com eles.


“Eu vi que tenho capacidade sim, tenho condições de ser uma pesquisadora, o que eles me disseram vai me ajudar muito a melhorar a minha pesquisa, e eu realmente achei muito bom. Eu gostaria que o meu trabalho proporcionasse exatamente o conhecimento pra mostrar as lutas que tem a comunidade, a história, o que aconteceu nessa história.”

Natália defende sua dissertação para a banca examinadora diante de plateia na USP Ribeirão (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: G1

12/09/2017

Lei torna todos assentos de ônibus e do Metrô preferenciais no DF

Medida passa a valer daqui a 60 dias. Ela beneficia idosos, grávidas, mulheres com crianças de colo e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Todos os assentos de ônibus e do Metrô do Distrito Federal passarão a ser prioritários para idosos, grávidas, mulheres com crianças de colo e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A novidade é determinada por uma lei publicada nesta sexta-feira (1º), que começa a valer daqui a 60 dias.

O projeto foi sancionado integralmente pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e é de autoria do deputado distrital Cristiano Araújo (PSD). Ele determina que estações e os próprios coletivos tragam avisos alertando para a nova regra.

Na prática, significa que um passageiro sentado terá de se levantar se alguma pessoa beneficiada pela medida estiver sem lugar. A lei diz que não vai ser necessário fazer nenhuma mudança estrutural nos coletivos.

Ao defender o projeto, o deputado Cristiano Araújo afirma que, por haver assentos preferenciais devidamente identificados, "muitas pessoas" acham que não é necessário ceder espaço. Para ele, a intenção é "reforçar o exercício da cidadania e o respeito ao próximo".

"Cabe ao governo fiscalizar e realizar campanhas publicitárias para orientar os passageiros", disse o deputado ao G1.

Impressora 3D com biotinta de células-tronco fabrica implante para coluna vertebral


Cientistas da Universidade de Cornell (EUA), liderados pelo Dr. Lawrence J. Bonasser, estão inovando na cirurgia de coluna vertebral: eles querem utilizar técnicas de impressão 3D carregadas com biotinta infundida de células-tronco para reparar os discos da coluna vertebral degenerativas de 30 milhões de norte-americanos. Dr. Bonasser não é estranho ao mundo da impressão 3D. Ele já liderou o desenvolvimento de ouvidos humanos protéticos quase perfeitos. Mas o seu mais novo projeto é intensificar ainda mais a linha entre a realidade e a ficção científica.

Impressora 3D pode revolucionar a medicina

Imaginem uma sala de operação que mais parece uma baía de impressão. A mesa cirúrgica é equipada com dispositivos de digitalização. Logo depois de o paciente ser preparado para a cirurgia, a impressora inicia a impressão de cordas de células estaminais em porções altamente específicas do disco vertebral do paciente. Como a cirurgia é longa, as células-tronco começam a decretar a “programação biológica” e preencher-se com novos tecidos de hérnia de disco. Depois de algumas semanas, esse processo se completa e o paciente fica com uma coluna perfeita.

Esta realidade imaginada não está tão longe. O teste já foi feito em mais de 100 ratos, e o Dr. Bonasser admite que é uma operação bastante avançada e cara para ser realizada em ratos. Uma vez que os discos intervertebrais foram regenerados, em casos mais extremos de degeneração da coluna vertebral, o laboratório do Dr. Bonasser também foi capaz de criar discos da coluna vertebral inteiramente novos, impressos de acordo com as necessidades individuais de cada cobaia. A cirurgia para substituir um disco é um pouco mais invasiva do que a de reparação, mas ambas as opções são muito superiores em relação a opção anterior, de fusão da espinha de um paciente.

Para os 30 milhões de americanos que sofrem de doença degenerativa do disco, o avanço real será comemorado quando esse tipo de operação for realizada em seres humanos. Agora é esperar para ver quanto tempo leva até lá.



11/09/2017

Policiais cadeirantes voltam a atirar em ação para valorizar os profissionais


O policial militar André Rios, de 39 anos, foi atingido, em 2004, por cinco disparos numa tentativa de assalto na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, e ficou paraplégico. Depois disso, ele foi reformado e passou os últimos 13 anos sem atirar. Mas no último sábado, ele participou de uma instrução de tiro adaptado promovida pelo Instituto Mudando o Final, ONG que, desde dezembro de 2015, trabalha pela valorização dos profissionais de segurança pública.

As aulas foram dadas no estande de tiro do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, no Jardim Sulacap, Zona Oeste do Rio. Os dez alunos cadeirantes — nove policiais militares e um policial civil — receberam, por exemplo, orientações da melhor postura para atirar, de como esconder a arma na cadeira de rodas e de como ter uma melhor precisão no tiro.— Retiraram um prazer que eu tinha, que era atirar. A adrenalina de ser reinserido nesse ambiente é muito boa. É motivador, alivia o estresse — comenta André, que acertou no alvo todos os 50 disparos que fez e agora planeja praticar tiro esportivo.

— Observei que em alguns países desenvolvidos da Europa e nos Estados Unidos, soldados que voltavam de guerras lesionados ou amputados não eram deixados de lado, eram incluídos na corporação de forma adaptada. Resolvi estudar a técnica para repassá-la e ajudar a devolver a autoconfiança e a autoestima dos nossos policiais cadeirantes — conta Wesley Santos, inspetor penitenciário e instrutor de tiro formado pela Policia Militar.

O Instituto Mudando o Final também promoveu neste domingo uma festa de dia das mães para viúvas de policiais militares e mães de crianças com necessidades especiais. O evento, que reuniu cerca de 100 participantes no Centro de Educação Física e Desporto da Polícia Militar, em Sulacap, teve café da manhã, sorteio de brindes, aula de dança de salão e rituais de beleza.

— Eu acho ótima essa preocupação que o Instituto tem de dar um apoio para nós, viúvas de policiais militares. É bom que nos conhecemos, nos unimos, aumentamos o ciclo de amizade, uma dá força para a outra. Todo mundo gosta de carinho — afirma a auxiliar administrativa Neuza Rodrigues, de 47 anos, que perdeu o marido, o soldado Alvarani Dutra, numa tentativa de assalto perto de casa, no Cachambi, em junho ano passado.

Nos dias 30 e 31 deste mês, o Instituto promoverá ainda duas festas de casamento para 64 casais de policiais militares num espaço de eventos em Jacarepaguá, assim como uma festa de 15 anos para 25 debutantes, filhas de PMs, no mesmo local, no dia 1º de junho.


— Conseguimos parcerias para fornecer vestidos, cabelo, maquiagem, comida e bebida. Me sinto na obrigação de ajudar esses profissionais que fazem tanto pela sociedade e merecem ser reconhecidos — diz a advogada Ludmila Neder da Rocha, presidente do Instituto Mudando o Final.

Miss Cadeirante que representará o Brasil em concurso mundial é brasiliense


Queridos leitores, apresento a vocês minha amiga Carla Maia que foi escolhida para representar o Brasil no Miss Mundo Cadeirante. Ela além de linda por fora é maravilhosa por dentro. Guerreira, determinada e com um coração enorme. O concurso será na Polônia no dia 7 de outubro.

Peço o voto de todos para mostrar que a mulher cadeirante também é linda e que precisa de uma coisa: ACESSIBILIDADE.


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Assista ao vídeo clicando aqui.




Carla Maia é brasileira e tem uma tetraplegia desde os dezessete anos. Ela gosta de esportes e foi campeã brasileira de tênis de mesa class 2, oito vezes. Ela trabalha na TV Brasil como repórter. Ela já cobriu os Jogos Paralímpicos em Londres, em 2012 e no Rio de Janeiro, em 2016. Carla ama a natureza, a dança e a vida.

06/09/2017

Workshops para capacitação de serviços bibliotecários municipais do projeto “Acessibilidade em bibliotecas”

Neste mês de setembro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPcD) dá início aos Workshops de capacitação e treinamento para os serviços bibliotecários das bibliotecas públicas municipais contempladas com os kits de equipamentos do Projeto “Acessibilidade em Bibliotecas

Serão realizados oito workshops pelo Estado de São Paulo nas cidades-polo de São Paulo, Itanhaém, Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto, Sertãozinho, Bauru e Presidente Prudente.
 
Os workshops estão divididos em três temas centrais:
- Questões relacionadas à pessoa com deficiência,
- Acessibilidade em bibliotecas e
- Tecnologia assistiva
 
O objetivo principal é o desenvolvimento do projeto "Acessibilidade em Bibliotecas". A formatação dos workshops abrange:

a) Descrição do funcionamento e da indicação de uso de cada item de tecnologia assistiva cedido às bibliotecas pelo Projeto “Acessibilidade em Bibliotecas”, tendo em vista as diferentes necessidades dos usuários cegos, com baixa visão, surdocegos e pessoas com dificuldade motora;
 
b) Sugestão/apresentação de outros recursos de acessibilidade não contemplados no projeto e disponíveis no mercado, direcionados a todos os tipos de deficiência;
 
c) Instalação de equipamentos de tecnologia assistiva com uso associado a microcomputador (scanner leitor de mesa, teclado ampliado, ampliador automático de mesa, impressora braile, linha braile, mouse estacionário, software leitor de fala, computador);
 
d) Utilização de equipamentos de tecnologia assistiva (scanner leitor de mesa, teclado ampliado, ampliador automático de mesa, impressora braile, linha braile, mouse estacionário, software leitor de fala);
 
e) Formas adequadas de atendimento e comunicação com as pessoas que apresentam diferentes tipos de deficiência;
 
f) Formação de acervos acessíveis;
 
g) Estratégias de atração de público e estabelecimento de parcerias com órgãos públicos e da sociedade civil.
 
Os representantes das bibliotecas contempladas devem consultar a data e a cidade-polo onde serão realizadas as capacitações e inscrever-se pelo site http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br


No Rio, Câmara cria 0800 para pessoas com deficiência

Cidadão pode fazer denúncias, apresentar sugestões, esclarecer dúvidas e consultar agendas. Pessoas com deficiência auditiva são atendidas por e-mail.


Pessoas com deficiência que moram no Rio de Janeiro têm um canal direto e gratuito para manter comunicação com a Câmara de Vereadores da cidade. Desde o último dia 21 de agosto o telefone 0800-2822-896 atende cidadãos diariamente, entre 9h e 18h, para receber denúncias e sugestões, esclarecer dúvidas, falar sobre agendas e qualquer outra informação.

O serviço exclusivo foi criado pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, formada pelos vereadores Luciana Novaes, que está no cargo de presidente; Doutor Carlos Eduardo, vice-presidente, e o Professor Adalmir (vogal).

A equipe que recebe as ligações trabalha no gabinete da vereadora Luciana Novaes. Pessoas surdas ou com deficiência auditiva severa são atendidas pelo e-mail pessoacomdeficiencia@camara.rj.gov.br.





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