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Casa acessível é segura para crianças, idosos e deficientes;

Publicado em quarta-feira, 22 de maio de 2013 por Fernanda Zago

Silvana Maria Rosso
Do UOL, em São Paulo

No projeto de Robson Gonzales, a bancada com vão livre de 0,73 m permite o encaixe da cadeira de rodas
Como ter uma casa que acolha com segurança e acessibilidade tanto às crianças, aos idosos e aos deficientes? A solução de um espaço acessível está no projeto que, ao ser idealizado por um arquiteto ou um designer de interiores, deve considerar as diversas etapas da vida de um ser humano e os variados tipos de usuários, sejam eles moradores ou visitantes, seja um bebê ou um idoso, sejam portadores de deficiência, com mobilidade reduzida ou não.
Todos têm direito a espaços adaptados e seguros. Segundo define a norma técnica 9050, da ABNT, a acessibilidade é a possibilidade e a condição de alcance, percepção e entendimento para o uso com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.  

A NT 9050 se baseianos conceitos do Desenho Universal, que estabelece parâmetros para o design e a arquitetura, de modo a garantir autonomia e segurança a mais pessoas. 

Adotado inicialmente pelos EUA, nos anos 1980, o Desenho Universal surgiu para atender as necessidades não só de cadeirantes, mas de todos aqueles que apresentam necessidades especiais como os deficientes visuais e intelectuais, assim como os idosos e os que usam muletas ou andador.

O Desenho Universal, expressão usada pela primeira vez pelo arquiteto americano Ron Mace, também considera os usuários com deficiência temporária e a diversidade humana e suas características antropométricas e sensoriais.

Na área do box, as barras dão maior segurança ao morador
"Quando se executa um projeto com base no Desenho Universal, levamos em conta que o ser humano evolui ao longo da vida e suas necessidades e características mudam conforme a faixa etária", explica a arquiteta Daniela Velloza.

Espaços democráticos
Para que o espaço seja acessível e de uso abrangente, seu dimensionamento deve estar correto. Veja algumas funções que o projeto de arquitetura deve cumprir, segundo os conceitos do Desenho Universal:

- Permitir o acesso e uso confortáveis para os usuários, sentados ou em pé; 
- Possibilitar o alcance visual dos ambientes e produtos a todos os usuários, sentados ou em pé; 
- Acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com as mais variadas dificuldades de manipulação, toque e pegada; 
- Permitir a utilização dos espaços por pessoas com órteses, como cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necessidades para atividades cotidianas. 

Projeto adequado
No projeto de arquitetura, vários itens de acessibilidade podem ser contemplados. Confira abaixo dicas dos profissionais Daniela Velloza, Robson Gonzales e da arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito:

Arquitetura inclusiva
- 0,90 m é a largura mínima de corredores e portas de passagem
- 0,80 m é a largura mínima do vão de outras portas
- 0,80 x 1,20 m é o maior módulo referência pois comporta um cadeirante
- 1,50 x 1,20 m é a área necessária para a rotação de 180 graus de uma cadeira de rodas 
- Entre 0,60 m e 1,00 m do piso é a altura média de interruptores e comandos
- 0,50 cm é o desnível máximo permitido
- 0,60 m é a altura máxima para os peitoris de janelas

Decoração inclusiva
- Prefira mesas em geral sem quinas retas e que não sejam de materiais cortantes, evitando acidentes
- 0,73 m é a altura média de mesas de cozinha e/ou jantar
- Escolha sempre estofados e colchões firmes que facilitam a pessoa a se levantar
- 0,46 m é a altura média de camas e estofados
- Evite armários altos
- Use gabinetes com rodízio
- O fogão tipo cooktop permite cozinhar sentado

Banheiro para cadeirantes
- Para a instalação do vaso sanitário, consideram-se as áreas de transferência lateral, perpendicular e diagonal
- Instale as barras de apoio na lateral e no fundo do vaso sanitário que devem ter no mínimo 0,80 m de comprimento mínimo e a 0,75 m do piso acabado
- 1,5 cm é o desnível máximo permitido entre o piso do boxe e do restante do banheiro
- Aplique piso antiderrapante em todo o banheiro 
- Os módulos com rodízios embaixo da pia em vez de marcenaria facilitam a retirada, aumentando a  circulação de uma cadeira de rodas

Segurança
A arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito, elenca alguns dispositivos e soluções que evitam ou alertam para possíveis acidentes:

Para crianças
- Use grade/telas nas janelas
- Instale corrimão com duas alturas para o alcance dos adultos e das crianças
- Não coloque mobiliário perto de janelas para evitar o efeito "escadinha"
- Utilize tapa-tomadas como as cantoneiras plásticas para as quinas de móveis
- Opte por corrediças com amortecedor para as gavetas
- Os armários e gavetas que guardem medicamentos, materiais de limpeza e os talheres devem ser fechados à chave 

Para idosos
- Coloque luminária de emergência e luz de balizamento nas áreas de circulação
- Instale sensor de presença nas luminárias em áreas de circulação noturna
- Os abajures devem ser acionados por interruptor
- Use os Interruptores com led
- O topo de degraus ou desníveis devem ter cor contrastante com o piso
- Coloque piso antiderrapante e eliminar o uso de tapetes
- Prefira o mobiliário robusto, pesado e sem quinas retas


Fonte: UOL
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Pessoas com esclerose múltipla enfrentam o desafio de conter a redução da massa cinzenta

Publicado em por Fernanda Zago


Com a doença, a bancária Carina Araújo usa o primeiro remédio oral para a esclerose: menos agressivo
Basileia (Suíça) — Rugas, alterações hormonais, queda do metabolismo, cabelos brancos. O processo natural de envelhecimento provoca uma série de mudanças na vida das pessoas, mas não é apenas o corpo que sofre as consequências do avanço da idade. Ao longo dos anos, a atividade do cérebro também começa a se reduzir, como consequência da morte lenta e gradual dos neurônios. Para quem sofre de doenças neurodegenerativas, no entanto, esse processo se dá de forma mais acelerada, o que inquieta médicos e cientistas. A preocupação aumenta quando o assunto são as enfermidades que atingem os mais jovens, em especial a esclerose múltipla (EM). Estima-se que esse mal atinja 2,5 milhões de pessoas no mundo, 30 mil no Brasil.

“A atrofia cerebral ocorre desde muito cedo em pacientes com a doença, ou seja, eles passarão o resto da vida perdendo neurônios de forma acelerada se nada for feito para frear o processo”, alerta o neurologista André Matta, professor da Universidade Federal Fluminense. Nas pessoas saudáveis, a redução varia de 0,1% a 0,3% a cada ano. Já nos portadores de EM, a taxa gira entre 0,5% e 1%, velocidade três vezes superior. “O processo está diretamente ligado ao nível de comprometimento dos pacientes e pode ser medido por meio de ressonância magnética”, explica Till Sprenger, pesquisador do Hospital Universitário da Basileia.

De acordo com os médicos, toda perda de volume cerebral gerada por doenças neurodegenerativas merece atenção, mas no caso da EM, o quadro é ainda mais preocupante, uma vez que ela atinge preferencialmente pessoas jovens. A primeira manifestação da doença costuma ocorrer entre 20 e 40 anos.

Na esclerose múltipla, a redução da massa cinzenta se dá por meio de inflamações do tecido cerebral ou medular. Nesses episódios, a mielina – substância que envolve e protege os neurônios – é danificada ou destruída e são formadas cicatrizes que impedem a transmissão dos impulsos nervosos. A depender da região afetada pelo surto, diversos sintomas podem se manifestar, entre eles problemas motores, sensitivos e psicológicos.

Remédios 

Apesar de ainda não haver cura para a EM, os pacientes que têm a doença são tratados com drogas que têm como objetivo reduzir as inflamações e, por consequência, a perda de neurônios. Os tratamentos disponíveis encaixam-se em duas categorias: sintomáticos e terapias modificadoras. Na última, estão os medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde: betainterferona, glatiramer e natalizumabe – todos injetáveis. No entanto, nem todos os remédios usados para controlar a doença são eficazes no combate a esse processo. É o que aponta estudo desenvolvido pelo neurologista Sven Schippling, pesquisador do Hospital Universitário de Zurique. De acordo com a pesquisa, apesar de reduzirem a quantidade de surtos, essas drogas não conseguem conter a atrofia logo que começam a ser ministradas. Apenas a partir do segundo ano de tratamento os remédios passam a desacelerar também a perda de volume cerebral.

O único que se mostrou eficiente, desde o início, para barrar esse processo foi o fingolimode, primeiro medicamento oral contra a esclerose múltipla. A substância reduziu a taxa de reincidência anual em 61% quando comparada ao interferon beta 1a – droga comumente receitada como primeira opção –, de acordo com estudo liderado por Jeffrey Cohen, do Instituto de Neurologia de Cleveland, nos Estados Unidos.

Segundo Schippling, diferentemente das pessoas acometidas por males como Alzheimer e demência, a maior parte dos portadores de EM é jovem, ou seja, sofrerá a perda neural por um período muito mais prolongado.

Hematomas 

Quem sofre as consequências da esclerose múltipla (EM) também se preocupa com o processo de atrofia. Cansada dos hematomas que os medicamentos injetáveis deixavam pelo corpo e da dor de cabeça depois das aplicações para controlar a esclerose, a bancária Carina Araújo, de 31 anos, optou por trocar de remédio ao saber da chegada do fingolimode ao país. “Descobri a doença há quatro anos, quando perdi temporariamente o movimento de um dos braços”, conta. Depois disso, ela sofreu um novo surto, quando ficou com parte da visão do olho direito comprometida. Desde que passou a usar o remédio, não teve mais crises.

Conheça os sintomas mais frequentes

Perda de massa cinzenta é precoce e tem ligação com o grau de comprometimento do paciente

Ameaça Iminente: a esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativo, com incidência maior em mulheres jovens. Por uma falha do sistema imunológico, a bainha de mielino - substância que recobre e isola os neurônios - é identificada como um agressor e passa a ser atacada. Áreas do cérebro, cerebelo, do tronco encefálico e da medula espinhal são afetadas por inflamação. Os surtos são períodos de sintomas neurológicos muito intensos e bem definidos que se intercalam com períodos de estabilidade. Até o momento, a causa da doença é desconhecida, assim como a cura

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Pessoa com deficiência poderá renovar carteira de motorista gratuitamente

Publicado em por Fernanda Zago
Deputado Carlos Brandão (PSDB-MA)

O Projeto de Lei 4985/13, em análise na Câmara, estabelece a gratuidade na obtenção e na renovação da carteira de motorista pela pessoa com deficiência física. Segundo a proposta, do deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), a emissão do documento será paga com recursos arrecadados na cobrança das multas de trânsito.

O projeto inclui a medida no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). Hoje a lei determina que a receita arrecadada com multas seja aplicada, prioritariamente, em sinalização, engenharia de tráfego e de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

Segundo Carlos Brandão, a medida beneficiará a autonomia da pessoa com deficiência e atenderá ao preceito constitucional de igualdade para todos os brasileiros. As pessoas beneficiadas pela proposta, diz o parlamentar, acabam oneradas com a cobrança adicional de taxas referentes ao veículo adaptado oferecido pelas autoescolas e também nos exames de trânsito.

“Impõe-se tratar de forma diferenciada os indivíduos com limitações, para compensar restrições. Em sua trajetória de formação e inserção no mercado de trabalho, as pessoas com deficiência física devem superar as dificuldades próprias à sua condição, o que afeta as oportunidades de inclusão social”, afirma.

Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 7699/06, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência. As propostas estão prontas para serem analisadas pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre
 - Edição – Regina Céli Assumpção

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Homem que não se move e nem fala ‘escreve’ livro piscando os olhos

Publicado em por Fernanda Zago

Devido a uma esclerose, Ailton Vilela vive em uma cama, em Goiânia.
'Quero passar uma mensagem de esperança através do livro', declara.

Do g1 go, com informações da tv anhanguera

O ex-garçom Ailton Vilela, de 47 anos, não fala e nem se movimenta, mas isso não foi uma barreira para que ele “escrevesse” o livro “A Fabilidade dos Projetos Humanos”. A publicação foi possível porque a irmã e enfermeiras que cuidam dele buscaram um método para ajudá-lo a se comunicar com o piscar dos olhos, pois, conforme a letra que quer dizer, ele pisca. Assim, letra por letra, o livro foi feito.

Ailton vive em uma cama na casa dele. A imobilidade é consequência de uma esclerose, que ele descobriu ter aos 40 anos, logo depois que se casou. Desde então, Ailton teve uma mudança radical de vida. A doença rara foi se desenvolvendo e há cinco anos ele não se movimenta e depende de aparelhos para respirar. Também faz cinco anos que o filho dele, Samuel, nasceu. Como ele já estava nessa situação, o ex-garçom nunca conseguiu tocar no filho, o que lhe causa tristeza.

Apesar dos problemas físicos, Ailton não perdeu a memória. Sabendo disso, a irmã que cuida dele, Jackeline Vilela, e duas enfermeiras pensaram em como poderiam ajudá-lo a se expressar. Elas fizeram uma tabela com números e com todas as letras do alfabeto, dispostas em seis linhas e seis colunas. Conforme a quantia de vezes que ele pisca, ele indica a localização da letra que ele quer usar. Foi piscando letra por letra que ele escreveu as 89 páginas da obra “A Fabilidade dos Projetos Humanos”.

A publicação foi lançada no último dia 17 de maio, em Goiânia. A obra conta um pouco da vida de Ailton. “Através do livro ele explica como tudo começou e como foi a trajetória da doença. Ele quer passar uma mensagem de esperança. Embora ele esteja acamado, doente, ele não deixa de lutar”, declara a irmã de Ailton. Piscando, o próprio autor do livro reforçou o teor da mensagem: “Apesar de tudo, eu sou feliz e quero passar uma mensagem de esperança através do livro”.

A história do ex-garçom é exemplo para muitas pessoas. A enfermeira Eliane Mendes Ribeiro, que ajuda a cuidar dele, ressalta a força que Ailton possui para continuar a viver. “É uma pessoa iluminada por Deus. No estado em que ele se encontra, ele ainda encontra força pra escrever um livro e passar uma mensagem de fé e esperança pra gente”, declara.


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Exoesqueleto para paraplégicos começa a ser testado em humanos em junho, diz Nicolelis

Publicado em por Fernanda Zago
O neurocientista Miguel Nicolelis, 
durante a palestra no auditório da 
Finep, no Rio. 

O ambicioso projeto do grupo de cientistas comandado pelo paulistano Miguel Nicolelis, 52, que pretende fazer um paraplégico dar o pontapé inicial da Copa de 2014, no Brasil, usando um esqueleto biônico controlado pelos pensamentos, deve entrar na fase de testes com humanos no mês que vem.

A revelação foi feita por Nicolelis durante palestra ontem na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a agência pública brasileira que financia o projeto, chamado Andar de Novo e orçado em R$ 33 milhões.

"As primeiras simulações do exoesqueleto já foram feitas e, para minha satisfação, ele funciona como planejado", disse Nicolelis, que está à frente do IINN (Instituto Internacional de Neurociências de Natal) e é professor da Universidade Duke (EUA).

Segundo ele, até o momento, já houve uma simulação com macacos usando um protótipo. "Conseguimos realizar padrões de marcha usando simuladores e, daqui a alguns meses, a gente espera que esse macaco ande com o exoesqueleto tanto lá na Duke quanto no nosso laboratório aqui em Natal."

Para os testes com humanos, os voluntários serão selecionados pela AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) , em São Paulo, segundo Neiva Paraschiva, diretora-executiva da associação que gerencia o IINN. Ela afirmou também que os primeiros testes "não serão invasivos", ou seja, não haverá a conexão de eletrodos ao cérebro do paciente para que eles possam emitir os comandos que controlarão o exoesqueleto. O equipamento deve incluir ainda um revestimento que dará um feedback tátil ao cérebro do usuário, permitindo que ele "sinta" o chão onde pisa.

Segundo a AACD, serão selecionados para o teste dez pacientes com lesão medular incompleta, isto é, ainda com algum grau de movimento.

O superintendente-geral da instituição, João Octaviano Machado Neto, diz que a aprovação do estudo pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) deve sair ainda neste mês.

A parceria da AACD com os cientistas, financiada pela Finep, ampliará o laboratório da entidade, criando "o mais avançado laboratório de reabilitação neurorrobótica do planeta", segundo Nicolelis.

O cientista disse também que o primeiro simulador de locomoção completo do mundo será testado na AACD "nas próximas semanas".

"O paciente vai olhar para um avatar de si mesmo andando e vai treinar o cérebro, usando a informação visual, para gerar os sinais que precisamos pegar para controlar o exoesqueleto no futuro."

Nicolelis se emocionou ao citar a meta de demonstrar o projeto na abertura da Copa.

"Se tudo der certo, um brasileiro ou uma brasileira, jovem adulto, de até 1,70 m, com até 70 kg, vai levantar de uma cadeira de rodas, realizar 25 passos da linha lateral até o centro do gramado e abrir a Copa com um chute da ciência brasileira para toda a humanidade", disse o cientista, indo às lágrimas.

Para Machado Neto, da AACD, o prazo curto, de um ano, até a abertura da Copa não é um problema. "É um desafio, mas os desafios produzem grandes resultados."

Ainda que o exoesqueleto não seja uma solução para todos os paraplégicos, diz ele, é uma vertente importante de pesquisa. "Temos toda sorte de paciente, o importante é melhorar a qualidade de vida deles."

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Projeto de lei propõe adaptação de computadores para deficientes visuais no AM

Publicado em segunda-feira, 20 de maio de 2013 por Fernanda Zago

Atualmente, mais de 20 mil pessoas possuem deficiência visual no Estado, sendo 14 mil na capital.

Três projetos de lei, que possibilitam a inclusão digital de deficientes visuais na sociedade, foi apresentado na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na terça-feira (14).

No projeto, o deputado estadual Arthur Virgílio Bisneto (PSDB) solicitou a adaptação de computadores em lan houses para os deficientes visuais de todo o Amazonas. Atualmente, mais de 20 mil pessoas possuem deficiência visual no Estado, sendo 14 mil na capital.

Outra propositura visa beneficiar o acesso às informações constantes nas contas de serviços públicos, por meio da adoção do sistema braile de leitura. “O sistema é o único método eficaz de comunicação escrita para pessoas portadoras de deficiência visual.

O Código de Defesa dos Direitos do Consumidor garante aos usuários o direito à informação adequada e clara. Por isso, nada mais correto que as concessionárias de serviço público aprimorem o atendimento”, comentou o deputado.

Editais em braile

A divulgação de editais de concurso público impressos no sistema braile também consiste em uma solicitação de projeto de lei do deputado.

“A publicação dos editais de concursos públicos em braile certamente provocará efeito de inclusão social desejada, além de ser uma proposta de política inclusiva”, comentou Bisneto.

Fonte: http://www.d24am.com

 
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