25/08/16

Paralimpíada bate recorde com 133 mil ingressos vendidos em apenas um dia

Procura para competição que começa em setembro aumentou após encerramento dos Jogos Olímpicos. Com preços mais acessíveis, evento promete ser "mais família"

Daniel Dias é um dos grandes destaques da delegação paralímpica do Brasil (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)


Desde o fim dos Jogos Olímpicos no último domingo, um sentimento de "vazio" tomou conta da população carioca, que passou duas semanas de intensa euforia com a realização, pela primeira vez, do maior evento esportivo no país. Porém, a "depressão pós-Jogos" parece estar passando e dando lugar a um novo sentimento: o de prestigiar os atletas que competirão na Paralimpíada, que tem início em 7 de setembro. Um exemplo disso é o aumento progressivo das vendas dos ingressos para os Jogos, que teve seu auge na última terça-feira (23 de agosto), com 133 mil tíquetes adquiridos e batendo o recorde de compras em um só dia.

- Estamos muito felizes com esses números, mostra, realmente, que está todo mundo abraçando os Jogos Paralímpicos. A gente vê nas redes sociais, nos sites, as pessoas vindo comprar os ingressos para conhecer o Parque e dar esse apoio adicional aos nossos atletas, que vêm de grandes conquistas - disse Donavan Ferreti, diretor de ingressos do Comitê Rio 2016. 


No último final de semana dos Jogos Olímpicos foram vendidos 66 mil ingressos para a Paralimpíada. No primeiro dia após a Rio 2016, a expressiva marca de 100 mil tíquetes adquiridos. Para Donavan Ferreti, esse aumento progressivo da procura pelas entradas é um reflexo do sucesso que foi a olimpíada no Brasil. 


- Foi um grande momento dentro dos Jogos Olímpicos, só que a gente quer repetir agora na Paralimpíada. Muita gente não teve oportunidade de ir ao Parque e, agora, sem dúvida, vai ter essa oportunidade. Essas arenas não vão estar mais lá depois dos Jogos Paralímpicos, então, é muito importante já garantir o ingresso. Vão ser momentos incríveis e inesquecíveis - afirmou.



Com preços mais baratos dos ingressos em relação aos Jogos Olímpicos, a expectativa é que a Paralimpíada tenha como perfil mais famílias. O dirigente do Comitê Rio 2016 explica que isso se deve, também, ao fato de terem aumentado o número de ingressos adquiridos por cada pessoa.



- Você pode pagar só R$ 10 para conhecer o Parque, quem tem direito a meia paga cinco reais e ainda parcela em três vezes sem juros. Tem que trazer sua família, seus amigos, vai ser uma festa inesquecível. E atendendo a pedidos, as pessoas estão trazendo famílias, grupos maiores e, por isso, aumentamos de oito para 12 ingressos comprados nas sessões de alta demanda e de 12 para 18 nas sessões de demanda regular. A gente quer que a pessoa venha, tenha um dia maravilhoso, apoie nossos atletas - concluiu.



PARA COMPRAR OS INGRESSOS:


Como comprar:
- É preciso ser maior de 18 anos e ter seu número de CPF (Cadastro de Pessoas Físicas);
- Ter um cadastro no site www.rio2016.com/ingressos.
- O torcedor poderá escolher até seis sessões, selecionando de 12 a 18 ingressos;


Formas de pagamento:
- Em até 3x no cartão de crédito Visa (somente pelo site);


Meia–entrada:
- Pessoas acima de 60 anos e com qualquer deficiência (PCD) terão direito ao desconto em todas as categorias;
- Estudantes (em geral) e professores da rede municipal do Rio de Janeiro terão direito à meia-entrada na categoria de preços mais barata em todas as sessões; 


para retirada de ingressos

- Apresentar o comprovante: cartão Visa utilizado na compra ou, se o torcedor utilizou a Solução de Pagamento Virtual Rio 2016, a imagem recebida por e-mail com os dados do cartão virtual mais identificação com foto;
- E-mail de confirmação contendo número do pedido e número do cliente;


Condições da entrega para terceiros:
Para que uma pessoa diferente do comprador retire os ingressos na bilheteria, é necessária uma procuração autenticada em nome da pessoa que irá retirar os ingressos, além dos documentos abaixo: 

- Cópia do RG do comprador dos ingressos
- Documento original com foto de quem for retirar os ingressos
- Procuração original assinada e autenticada pelo comprador
- E-mail de confirmação contendo número do pedido e número do cliente
- Cartão utilizado na compra


 Fonte: SportTV

23/08/16

Projeto oferece acessibilidade na praia para pessoas com deficiência durante as Paralípiadas Rio 2016

O projeto PRAIA PARA TODOS, organizado pelo Instituto Novo Ser, retoma as atividades no próximo sábado dia 20/08das 9h às 14h até dia 25/09, na praia da Barra da Tijuca (Posto3) no Rio de Janeiro (RJ).

A intenção do Instituto Novo Ser (INS) é consolidar e expandir a ação para que a acessibilidade se torne uma realidade em todas as praias cariocas.

O objetivo é facilitar o acesso e estimular o contato da pessoa deficiente com a natureza e com o esporte, promovendo a socialização e despertando a atenção dos governantes e da sociedade em geral para a falta de acessibilidade do Rio de Janeiro.

Além dos aspectos mencionados, a direção do projeto tem como objetivoreceber os atletas paralímpicos e os turistas com deficiência.

Nesta intertemporada, será oferecido uma novidade aos usuários: o Sling Training – técnica de suspensão que reduz a ação da gravidade e confeccionada com bambus. A atividade é voltada para o alongamento, exercício físico e bem-estar.

Os participantes contarão ainda com as atividades tradicionais de esporte adaptado e lazer:banho assistido, vôlei sentado, surf, frescobol e piscina infantil.
Todas as atividades oferecidas no PRAIA PARA TODOSsão gratuitas e ministradas por profissionais capacitados das áreas de educação física, fisioterapia e terapia ocupacional, além de estagiários e voluntários do Instituto.
Ao todo, serão 30 pessoas envolvidas por dia para realização do Projeto.

O PRAIA PARA TODOS vai receber a visita de atletas e consulados.

Confira as datas:

20/08 – Visita do Ministro Francês dos Esportes, Thierry Braillard
10/09 – Comitiva da Dinamarca
11/09 – Visita de jovens deficientes das comunidades de Manguinhos e Rocinha organizada pelo Institut Français e a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista a Semana Internacional de acessibilidade e cultura, organizada pelos mesmos em conjunto com o Consulado dos EUA, Consulado do Reino Unido e EU
18/09 – Visita da Ministra Francesa da Luta contra Exclusão, Ségolène Neuville

Atividades e Serviços:
  • Banho de mar com as cadeiras anfíbias;
  • Atividades adaptadas:
  • Frescobol adaptado;
  • Piscininha infantil;
  • Vôlei Sentado;
  • Surf Adaptado;
  • Esteira para passagem de cadeiras de rodas;
  • Vagas de estacionamento reservada;
  • Banheiros adaptados;
  • sinalização sonora;
  • Rampas de concreto para acesso à areia e às esteiras.


O programa conta com o patrocínio da MICHELIN e de FURNAS. Também conta com a parceria do 2º. e 3º. GMar, 213 Sports, Orla Rio, Rico Surf e Prefeitura do Rio de Janeiro



Fonte: Revista Incluir

Mindmate: aplicativo estimula habilidades e a independência das pessoas com demência


Na realidade a Mindmate é mais que 1 aplicativo é uma plataforma com 3 aplicativos. Um para o indivíduo que vive com demência, um para os membros da família e um projetado especificamente para os cuidados residenciais. Juntos, esses aplicativos visam:

  • Estimular o cérebro
Os jogos para estimular as capacidades cognitivas do usuário são baseados em pesquisas. Como resultado, o indivíduo que vive com demência vai encontrar uma forma envolvente e interativa para estimular atividades cerebrais.

  • Conectar quem tem demência com amigos e familiares
O aplicativo permite que cuidadores e familiares acessem as ferramentas que são fáceis e intuitivas, mantendo a pessoa com demência conectada com familiares e amigos.

  • Armazenar as memórias
O recurso “my story” armazena a história do cliente, deixando-a disponível para recurso para estimulação.

  • Proporcionar momentos de lazer com música e filmes
Ouvir, dançar e cantar junto com músicas populares das décadas de 40 a 80 também é possível. Bem como, responder a questões relacionadas à musica. A “grande pena” é que como o app ainda está só em inglês, as músicas são em outra língua.

  • Manter independente o maior tempo possível a pessoa com Alzheimer e outras demências por meio de ferramentas de gerenciamento que ajudam o doente e os cuidadores.
As ferramentas para estimular e manter a independência incluem funcionalidades como: fazer notas, listas de tarefas e lembretes customizáveis.
O aplicativo também fornece sugestões de exercícios físicos e aconselhamento nutricional para um estilo de vida mais saudável para ficar a pessoa ficar mentalmente e fisicamente apta.

Pensando em ambientes terapêuticos ou institucionais, é possível com um só app ter usuários diferentes no mesmo tablet. O MindMate Pro permite criar uma experiência personalizada, sem a necessidade de comprar um tablet por pessoa.
Os aplicativos estão disponíveis para dispositivos iOs e Android e vale a pena baixar e experimentar. Lembrando que até então, está em inglês.


Fonte: Reab.me


Designer mostra projeto de carro autônomo voltado para tetraplégicos

O designer de automóveis Rajshekhar Dass mostrou recentemente ao ReadWrite o seu projeto para o Mazda Audric. A criação, caso viesse a ser desenvolvida, seria o primeiro carro autônomo pensado para ter como motoristas pessoas paraplégicas ou tetraplégicas.

De acordo com Dass, o automóvel seria capaz de se comunicar com seu motorista por meio de reconhecimento facial e de gestos, além de algum tipo de interface de ondas cerebrais. O assento do motorista ainda seria equipado com diversos sensores capazes de detectar pequenas mudanças em sua postura ou na distribuição de peso de seu corpo.

Por esses meios, o motorista conseguiria comunicar suas intenções ao carro. Com o tempo, no entanto, sistemas de inteligência artificial conectados aos diversos sensores do automóvel poderiam aprender a interpretar os gestos do motorista. Por exemplo: se o carro percebesse o motorista inclinando a cabeça durante uma curva, ele poderia fazer a curva mais fechada. A ideia de Dass é que, com o tempo, o motorista fosse ganhando mais controle sobre o veículo.

Inspiração

Segundo Dass, a inspiração para criar um carro desse tipo veio de uma pessoa: Sam Schmidt, um ex-piloto da Fórmula Indy que ficou paraplégico após um acidente em 2000. Schmidt queria voltar às pistas mas, por conta de sua condição, se envolveu com a corrida apenas como dono de equipe. A ideia de Dass era criar uma maneira para que pessoas com essas deficiências físicas também pudessem aproveitar o prazer de dirigir.

Para Dass, o desenvolvimento de tecnologias como reconhecimento de ondas cerebrais e inteligência artificial deve contribuir para aproximar seu projeto da realidade. De fato, em anos recentes, a leitura de ondas cerebrais vem sendo alvo de grandes investimentos de pesquisa, e embora ainda não permita controlar carros de verdade, já permite controlar autoramas. A inteligência artificial, por sua vez, também deve se desenvolver em alguns anos até o ponto que Dass imagina. O veículo ainda poderia usar realidade aumentada para mostrar informações para seu motorista de maneira mais intuitiva no painel. 

Toda essa tecnologia seria complementada ainda por um design voltado para cadeirantes. O motorista entraria no carro pela parte de trás, por exemplo, e a ideia é que sua cadeira de rodas pudesse se encaixar no painel do veículo, transformando-se no próprio assento. 


Atores cegos protagonizam espetáculo infantil no Rio


O espetáculo tem entrada gratuita e fica em cartaz até o final de agosto, com intérpretes de Libras, audiodescrições e legenda eletrônicas aos sábados

O espetáculo infantil “Ventaneira – A Cidade das Flautas”, está em cartaz no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Tereza, Rio de Janeiro. Inspirada na obra “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, a apresentação conta com dois atores cegos: a própria autora, Moira Braga, e Felipe Rodrigues.


Com montagem dirigida por Morena Cattoni, a adaptação já está em cartaz aos sábados e domingos, às 11h, até 28 de agosto. A classificação é livre e a entrada é gratuita, além de exibições com intérpretes em Libras, audiodescrições e legendas eletrônicas. Para Moira, que é atriz e bailarina, “O texto inspira poesia, música, movimento e aborda, com muita leveza, o tema das diferenças, da diversidade e da capacidade humana de superar limitações com criatividade e tolerância”.


Ventaneira é uma cidade fantástica onde flautas voam amarradas em pipas coloridas e só o sopro dos ventos pode tocar estes instrumentos musicais. Um dia, amanhece silenciosa, sem ventos e sem música. Até que o menino Rudin, o único habitante de Ventaneira que não sabia nem fazer flautas nem empinar pipas, e que só consegue ver o que suas mãos podem alcançar, descobre como trazer a música e a alegria de volta à cidade. Através de Rudin, o público se identificará com questões pertinentes a toda criança: se sentir diferente, ser excluído das brincadeiras, não ser compreendido por ter uma forma especial de observar o mundo.


Este é o terceiro espetáculo que Moira Braga e Felipe Rodrigues fazem juntos. O primeiro foi o infantil “Nhac! Uma Lição de Queijo”, com direção de Mati Lima, pela PAR Cia de Teatro, e, o segundo, a peça “Volúpia da Cegueira”, dirigida por Alexandre Lino. “Acho que o desafio de trabalhar com artistas com deficiência não é muito diferente do desafio de trabalhar com artistas sem deficiência. Todo o processo de criação pressupõe aprendizado e desafios”, conta Moira.


Para a diretora Morena Cattoni, que pela primeira vez trabalha com atores com deficiência, o processo tem sido uma grande descoberta. “Aprendi que atores com deficiência são pessoas com outras eficiências. Felipe e Moira são talentosos e muito disponíveis e isso é o mais importante em um processo de criação. ‘Ventaneira’ é um desafio por si só, pois não é uma dramaturgia e, sim, um conto. Como encenar este conto e torná-lo teatro é o nosso desafio”, completa.


Ventaneira – A Cidade das Flautas
Quando: de 6 a 28/8, às 11h (sábados e domingos)
Duração: 1 hora
Número de lugares no espaço: 86 lugares
Onde: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa
Tel: (21) 2215 0621
Quanto: entrada gratuita
Obs.: Aos sábados as sessões contam com Intérprete de LIBRAS, áudio-descrição e legendas eletrônicas


Fonte: Assessoria 

Dica de filme | Deficiência Física: “Os Melhores Dias de Nossas Vidas”

Um filme inglês bem elogiado é “Os Melhores Dias de Nossas Vidas” (Inside I’m Dancing). O filme não é novo, datado de 2004, mas o humor dos personagens e o roteiro, agradam bastante quem se propõe a acompanhar os personagens, Rory e Michael durante os 104 minutos do filme.

O roteiro: Rory (James McAvoy) é um jovem rebelde, bem humorado, que fala o que pensa, não liga para as convenções sociais, nem para nada, nem para ninguém. Seu oposto é Michael (Steven Robertson), que sempre levou uma vida completamente sem graça e enfadonha. O que estas duas pessoas tão diferentes poderiam ter em comum? A resposta é ao mesmo tempo simples e cruel: Rory é tetraplégico e Michael tem paralisia cerebral. Descontentes com as regras da vida , estes dois amigos inusitados planejam deixar a instituição onde estão internados com a ajuda de Siobhan (Romola Garai) para que eles finalmente atinjam seus objetivos: viver a vida em toda a sua intensidade. Mas quais as surpresas que o mundo fora dos portões da instituição irão revelar aos dois rapazes?

Fonte: Reab.me


Noiva cadeirante surpreende a todos ao se levantar e caminhar até o altar

A noiva, Jaquie Goncher, de 25 anos, que ficou paralisada do pescoço para baixo desde os 17 anos, surpreendeu seus convidados ao se levantar da cadeira de rodas e caminhar até o altar.
  

Uma das partes mais emocionantes de um casamento é a caminhada da noiva até o altar. Mas, nesse caso, emoção foi pouco para descrever.
Casamentos são cerimônias repletas de emoção, nervosismo, expectativas e alegrias. Tudo começa com o pedido de casamento; depois vem a preparação para o grande dia, a escolha da igreja, do vestido, dos convites, do tipo de festa...

Para Jaquie Goncher, de 25 anos, a parte mais esperada era a entrada na igreja, quando a noiva caminha até o altar em direção ao noivo. No caso de Jaquie, essa caminhada tinha um peso ainda maior: desde os 17 anos, ela estava paralisada do pescoço para baixo devido a uma lesão na medula espinhal, causada por um acidente na piscina da casa de uma amiga.

Desde então, ela escuta dos médicos que cuidam de seu caso que dificilmente voltará a andar – Jaquie chegou a ficar em pé uma vez, seis meses após o ocorrido, mas depois nunca mais tinha conseguido. Mesmo assim, ela decidiu tentar de novo alguns anos depois e, antes do casório, começou a treinar para ir andando até o altar e surpreender a todos.

Superação, esperança e amor

Por ser atleta, a pior coisa do acidente foi não poder treinar novamente. No início, ela ia para a academia e tentava treinar a qualquer custo, mas, como sempre caía, foi desistindo e desanimando. Finalmente, um ano antes do casamento, ela estabeleceu esse objetivo de ir caminhando até o altar.

Com a ajuda de diversos terapeutas, dos pais e de amigos próximos, Jaquie pegou pesado e fortaleceu mais sua musculatura. Assim que conseguiu voltar a andar, ela decidiu que, ao entrar na igreja, deixaria a cadeira de rodas na porta e surpreenderia o noivo.

O esforço valeu a pena e Jaquie não apenas andou até seu noivo, Andy Goncher, como dançou com ele na festa. A surpresa agradou a todos, especialmente a Andy, que não fazia ideia do que aconteceria. Tudo foi contado por meio do Instagram dos dois, e não demorou para que a história viralizasse e encantasse pessoas de todo o mundo. Felicidades ao casal! 






Fonte: Mundo Estranho

22/08/16

Precursor do tênis em cadeira de rodas no Brasil elogia acessibilidade na Rio-2016


Em 1972, aos 25 anos, um tiro deixou José Carlos Morais paraplégico. Treze anos após o acidente, logo após conhecer a modalidade no Centro de Reabilitação de Stoke-Mandeville, na Inglaterra, esse gaúcho radicado em Niterói levou o tênis em cadeira de rodas no Brasil.


Desde então, foi hexacampeão brasileiro e representou o país em nove Mundiais. Nas Paralimpíadas de Atlanta, em 1996, foi, ao lado de Francisco Reis Junior, o primeiro a defender o Brasil na modalidade.


Fundador do projeto Cadeiras na Quadra, em Niterói, Morais, hoje com 69 anos, visitou na terça-feira o Centro de Tênis Olímpico, na Barra. E gostou do que viu:


"Surpresas agradáveis de acessibilidade me acompanharam desde a estação do metrô de Botafigo até a Barra".


A integração com o BRT da mesma forma. No ponto final outro ônibus é oferecido ao cadeirante. Mas declinei o convite e testei as rampas que me levaram até o Centro Olímpico.


Na quadra central o acesso é oferecido por rampas ou por um grande elevador. A vaga para estacionarmos a cadeira é ampla e há um lugar para acompanhante.


A visão e ótima, mas eu retiraria as barras de ferro para aumentar o plano de visão - analisou Morais, que, antes de conhecer o tênis para cadeirantes, integrava a seleção brasileira de basquete adaptado.


O precursor do tênis em cadeira de rodas no país não conheceu apenas a quadra central:

"Depois fui na quadra 4 e uma plataforma recebe os cadeirantes de braços abertos. Não testei as demais e talvez na quinta-feira eu tenha está oportunidade. Por enquanto a nota é 9.5 só por causa do banheiro, embora perfeito na acessibilidade, não tem como trancar por dentro. Um simples detalhe que numa emergência pode ser fatal'. sorri, ao comentar

O médico gaúcho espera que o legado relacionado à acessibilidade, nas arenas, na Vila dos Atletas e meios de transporte, perdure pós-Jogos. Ele também vê outro ponto positivo na primeira Olimpíada da América do Sul:


"Os Jogos no Rio são importantes para mostrar à sociedade que merecemos praticar esportes e que devam ser criadas oportunidades para isso. Não estou me referindo à elite. E sim à massificação das oportunidades".

Sobre a disputa olímpica, Morais aponta a saída precoce das irmãs Venus e Serena Williams, de Novak Djokovic e a derrota dos mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo como as maiores surpresas até agora. Mas aposta em uma disputa emocionante até o final, domingo:


"Parece que Nadal está muito disposto em busca da medalha e terá um Murray querendo o biolimpico. Enfim, acho que teremos emoção até o final e a história tem mostrado o crescimento nesta competição de jogadores não favoritos' observa.

O precursor do tênis para cadeirantes no Brasil, que recebeu, em outubro de 2012, uma bela e merecida homenagem de Gustavo Kuerten, durante a Semana Guga (vídeo abaixo) está na contagem regressiva para a Paralimpíada, que começa no dia 7 de setembro:

"Acho que vai ser um momento muito significativo. Eu sou contra essa baboseira de força de vontade, superação e outros chavões para definir o esporte adaptado. A superação está no cara não ter onde treinar e ter que pegar duas a três conduções para chegar no treino. Como muitos não deficientes. Força de vontade todo o atleta tem que ter. O cara que bolou o tênis adaptado no pós Segunda Guerra tinha como objetivo usar o esporte como elemento reabilitador, integração social e tornar a vida do deficiente mais interessante" observa.

Morais vê a Paralimpíada como um marco no esporte:



"É uma baita oportunidade de ver a evolução do tênis em cadeira de rodas. Novas cadeiras, tecnologia desenvolvida em laboratórios de pesquisa serão uma novidade. O dinamismo de um jogo de duplas com alternância de jogadas na rede e no primeiro e segundo quique é algo que os amantes do tênis não devem perder. Os franceses chegam como favoritos mas temos que respeitar a forte equipe argentina e os japoneses. O Brasil pela primeira vez tem quatro jogadores entre os homens, duas tenistas e dois quadriplégicos, jogadores com problemas de membros superiores", finaliza.



 Fontes: O Globo / Diversidade na Rua
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