23/06/2017

Adaptações de vida diária disponíveis para impressão 3D

A maioria dos produtos de Tecnologia Assistiva, como pequenas adaptações para vida diária, são de difícil acesso a grande parcela da população devido seu custo elevado. Os produtos assistivos apresentam um alto custo como resultado da pouca demanda e procura envolvida, não se apresentando como um mercado atrativo a empresas.

Nós, Terapeutas Ocupacionais, estamos acostumados a customizar e criar adaptações, como colando um E.V.A aqui, outro ali, etc. Mas o grande problema em questão é que estes objetos por nós criados não apresentam uma grande qualidade estética, fazendo com que a maioria dos nossos pacientes acabem por abandonar o dispositivo. Nesse cenário a impressão 3D pode ser a salvadora na criação de adaptações.

Abaixo seguem alguns links para download de objetos já prontos para impressão. Todos eles podem ser considerados simples, porém, podem fazer toda a diferença no desempenho de atividades cotidianas de nossos pacientes:

Suporte para garfo e colher

Imagem: myminifactory.com - Download



Também conhecido por substituição de preensão,  pode ser usado para garfo ou colher, permitindo uma melhora na aderência. Funciona como uma única peça que se encaixa à forma da mão e a diferentes tipos de garfos e colheres, tendo dois furos onde os utensílios são colocados. 






Adaptação para caneta

Imagem: thingiverse.com - Download



Auxilia na preensão de uma caneta, pode ser impresso em material filamento flexível para se adaptar melhor ao padrão de preensão do usuário. 








Suporte para segurar copos

Imagem: myminifactory.comDownload


Adaptação para chave

Imagem: myminifactory.com - Download
  



Este suporte permite que pessoas com dificuldades de preensão ou problemas que acometem a mão, como artrite ou até mesmo síndrome do túnel do carpo consigam utilizar uma chave sem dificuldades. 











Colher angulada

thingiverse.com - Download







A colher angulada auxilia na alimentação e destinada principalmente para auxiliar na força de preensão de pessoas que apresentam limitação ou controle.









Autoria: Kelin Luana Casagranda | Terapeuta Ocupacional formada pela UFPEL | Mestranda em Design e Tecnologia pela UFRGS.

Fonte: Reab.me

Texto atual da Reforma da Previdência dificulta que pessoas com deficiência se aposentem

Descricão da imagem: Liane Collares em um de seus empregos, sentada em estação de trabalho, com duas telas de computadora a sua frente, fazendo anotações com caneta em uma agenda.
Liane Collares tem 54 anos e trabalhou por 17 anos com carteira assinada, mas se encontra desempregada no momento. Pela lei atual ela poderia se aposentar no ano que vem, ao completar 55 anos de idade, pois já contribuiu por 15 anos com a previdência. Caso tivesse ingressado no mercado de trabalho mais cedo poderia se aposentar com 28 anos de contribuição, se constatado que possui uma deficiência leve ou com 24 anos de contribuição, se considerada moderada a deficiência.

Com a proposta da Reforma da Previdência em análise na Câmara dos Deputados, Liane só poderia se aposentar após 35 anos de contribuição, com 72 anos, o que superaria inclusive a expectativa de vida atual das pessoas com síndrome de Down.

Para o médico geneticista Dr. Zan Mustacchi, que trabalha há 40 anos com síndrome de Down, a proposta é uma afronta: “A expectativa máxima de vida das pessoas com SD é entre 60 e 70 anos. Em geral, ao completar 35 anos, esses indivíduos começam a apresentar problemas de saúde que precisam de atenção especial”. Além disso, a maioria das pessoas com síndrome de Down só ingressa no mercado de trabalho com mais de 20 anos de idade”, afirma o médico.

A Reforma também é motivo de preocupação para especialistas na área do trabalho. Para a subprocuradora geral do trabalho, Maria Aparecida Gugel, a matéria afeta muito a pessoa com deficiência: “O aumento da idade e tempo de contribuição proposto pela reforma acaba sendo mais prejudicial à pessoa com deficiência. Por conta de questões relacionadas à educação e profissionalização, essas pessoas em geral acabam por ingressar no mercado de trabalho tardiamente e essas diferenças devem ser levadas em conta”. Ela ainda lembra que em 2013 foi aprovada uma lei (142/2013) que assegura critérios diferenciados para a aposentadoria das pessoas com deficiência e que deveria se manter essa referência, na opinião da subprocuradora.

O que é prejudicial para a aposentadoria da pessoa com deficiência com a Reforma da Previdência:

1- Exigência de 35 anos de contribuição para pessoas com deficiência considerada leve e ausência de previsão da possibilidade, existente hoje, de aposentadoria com 15 anos de contribuição, aos 60 anos de idade, se homem, e 55, se mulher.



A Federação das Associações de Síndrome de Down solicitou à Câmara alteração dessas questões no texto da PEC.



Fonte: Inclusive

20/06/2017

Atletas são convocados para o Mundial Paralímpico de Atletismo Londres 2017

Os 25 atletas convocados para o Mundial de Londres 2017
No dia 08 de junho, aconteceu, no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, o evento de convocação dos 25 atletas que competirão no Mundial Paralímpico de Atletismo, que será disputado em Londres, de 14 a 23 de julho de 2017. Estavam presentes a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella; o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado; o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato, entre outros convidados.

A Secretária Dra. Linamara destacou a importância de parcerias para incentivo ao paradesporto e ressaltou a força dos atletas. “Nós do governo do estado de São Paulo temos a imensa alegria de vê–los, mais uma vez, brilhando nas quadras, brilhando nas pistas e fazendo o Brasil sorrir. “Vocês são exemplo concreto de que com investimento e com toda a garra que é própria de nós brasileiros, superamos barreiras, alcançamos grandes marcas e grandes vitórias. Mas não podemos fazer isso sozinhos, por isso que a parceria e a estratégia de articular vários atores dentro do mesmo programa, essa incrível estratégia que hoje é comandada pelo Mizael Conrado, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, tem uma grande importância”.

A Secretária finalizou, ovacionada ao final, destacando a construção de um novo modelo de gestão. “Nós estamos construindo um modelo novo, um modelo inovador, um modelo com capacidade de fazermos campeões mais uma vez e de atrair novos talentos para o paradesporto, nós queremos o Brasil de campeões e vocês nos inspiram. Obrigada por vencer, obrigada por todas as medalhas, obrigada por fazer o Brasil sorrir e de joelhos nós dizemos obrigada a todos vocês”.

Dos 25 atletas convocados, 17 estiveram nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e destes, 12 foram medalhistas. Entre os convocados para Londres 2017, oito são atletas do Time São Paulo Paralímpico, projeto da Secretaria, em parceria com o CPB, que conta com atletas de elite das modalidades paralímpicas individuais: atletismo, bocha, ciclismo, halterofilismo, judô, natação, paracanoagem, tênis de mesa, tiro esportivo, triatlo, tênis em cadeira de rodas e vela adaptada.


Os 25 atletas convocados foram: Alessandro Silva; André Rocha; Ariosvaldo Fernandes; Daniel Mendes; Daniel Tavares; Edson Pinheiro; Elizabeth Gomes; Emerson dos Santos Lopes; Fabricio Júnior; Fábio Bordignon; Gustavo Araújo; Izabela Campos; Jhulia Karol; João Luis dos Santos; Jonas Licurgo; Kesley Josué; Mateus Evangelista; Michel Abrahame; Paulo Henrique Reis; Petrucio Ferreira; Renata Bazone; Ricardo Costa; Rodrigo Parreira; Thiago Paulino e Yohansson do Nascimento.

Secretária Dra. Linamara ao microfone, ao lado do presidente do CPB, Mizael Conrado.

Evento reúne os atletas convocados para o Mundial de Londres 2017

Aprovada proposta que obriga comércio a informar preços em braile


A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, com duas emendas, o Projeto de Lei7001/17, do deputado Cabo Sabino (PR-CE), que obriga estabelecimentos comerciais, como supermercados, a informarem os preços dos produtos também em braile – sistema de leitura para cegos. Pelo texto, o fornecedor deverá informar, em etiquetas em braile, o valor total e o valor por unidade do produto ofertado.

Relator no colegiado, o deputado Aureo (SD-RJ) concordou com os argumentos do autor e considerou que o projeto é um avanço por “estender direitos básicos do consumidor às pessoas com deficiência visual”. As informações são da Agência Câmara.

“É nosso dever, como representantes de todo o povo, incluir essa significativa parcela de consumidores na esfera de proteção legal dos direitos consumeristas”, disse Aureo.

O relator, entretanto, propôs duas emendas. A primeira isenta as microempresas da obrigação de informar os preços em braile. “O motivo reside no fato de que um número muito grande de pequenos negócios em todo o País, que já vivem ‘na corda bamba’, talvez não tenham condições técnicas e financeiras de implantar a nova medida”, argumentou o relator.

A segunda emenda estabelece que, em caso de descumprimento da obrigação, o infrator ficará sujeito às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Pelo texto original, o descumprimento da medida sujeitaria o responsável a pagamento de multa.

Tramitação

O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões  de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: CenárioMT

09/06/2017

Tradutor portátil do MIT cria textos em Braille em tempo real

O futuro o dispositivo deverá ser semelhante a um scanner portátil.


Um grupo formado por seis estudantes de engenharia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou um dispositivo portátil que funciona como um tradutor em tempo real para Braille. Conhecido como Tactile, o gadget foi imaginado inicialmente durante uma hackathon ocorrida no início de 2016 e passou por diversas etapas de desenvolvimento desde então.

Embora os estudantes já tenham conseguido criar uma versão funcional do aparelho, um novo modelo mais completo já está sendo desenvolvido por eles. Uma das vantagens do dispositivo é o fato de que ele poderá custar somente US$ 200, enquanto soluções do tipo já existentes chegam a ser vendidas por mais de US$ 2 mil.

“Atualmente a câmera só tira uma foto de seu campo de visão”, explica Chandani Doshi, um dos membros responsáveis pelo aparelho. “Queremos tornar o dispositivo semelhante a um scanner portátil que permite ao usuário registrar uma página inteira em uma única vez”, explicou.

Para tornar o gadget mais completo, a equipe conta com US$ 10 mil obtidos através dos prêmios Lemelson-MIT Student Prizes de 2017. A previsão é que a versão comercial do Tactile chegue às lojas em um espaço de dois anos, permitindo que qualquer livro se torne acessível a pessoas que dependem do Braille para obter informações e estudar.


Fonte: Tec Mundo

Parque de atividades radicais adaptado para pessoas com deficiência em Vila do Conde

Parque de lazer e atividades radicais adaptado, um projeto pioneiro em Portugal, que pretende promover a inclusão.


A iniciativa partiu da instituição vila-condense MADI (Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual) que com verbas próprias investiu no equipamento, que será aberto ao público já no próximo mês de junho.

Apelidado Parque Raró, e localizado na freguesia de Ferreiró, num terreno contíguo ao polo que a instituição tem na localidade, o equipamento pretende ser o mais abrangente possível, incluindo diversas atividades preparadas para cidadãos com, e sem, deficiência.

Neste parque será possível um utilizador de cadeira de rodas ou um invisual completar, sempre com assistência, um percurso de arborismo ou até uma descida em slide, uma vez que os equipamentos foram concebidos com exigências especiais.

Além das atividades radicais, o Parque Raró vai também acolher outras zonas de lazer e sensoriais, além de uma quinta ambiental/pedagógica, com vários animais, e também um borboletário.

O parque foi projetado para receber famílias, grupos de escolas, instituições a até de empresas, e terá sempre presente um grupo de técnicos com formação em práticas de segurança para supervisionar as atividades.

“A ideia inicial é durante a semana funcionarmos apenas com marcações, mais direcionadas para escolas e outras instituições, mas ao fim de semana estarmos abertos ao todo o público”, começou por explicar Elisa Ferraz, que pertence à direção do MADI.

A dirigente explicou, ainda, que a construção do equipamento, assim como a sua manutenção, “foi executada com o apoio dos utentes do MADI e familiares”, mas que também a comunidade local se empenhou no projeto.

“Sempre promovemos que o MADI se integrasse na comunidade, e neste projeto os próprios vizinhos vieram-nos ajudar na construção e até nos ofereceram materiais e inclusive animais para termos no parque”, descreveu.

Segundo Elisa Ferraz, o equipamento pretende ser “um espaço inclusivo, preparado para cidadãos com deficiência, mas também para famílias, promovendo o contacto com a natureza e também com a missão do MADI”.

Os preços das entradas terão alguma diferenciação para grupos e visitas escolares e de outras instituições, mas rondarão os cinco euros para os adultos e três euros para crianças.

“A ideia é que o parque possa também ser uma fonte de receita para nos ajudar a fazer face às despesas da instituição, porque a sustentabilidade do MADI é sempre uma preocupação”, completou Elisa Ferraz.

A inauguração do Parque Raró acontecerá a 28 de maio, enquanto a abertura ao público está agendado para 11 de junho.


Fonte: DN e Turismo Adaptado

05/06/2017

Zoobotânico de Brusque recebe animais com deficiência pela primeira vez


Bugiu-ruivo tem problemas na coluna, causado por ter crescido em uma gaiola que não comportava o seu tamanho

O parque Zoobotânico de Brusque recebeu em maio, pela primeira vez, animais com algum tipo de deficiência. Cinco corujas-buraqueira e um bugio-ruivo – vítimas de maus tratos – são os novos moradores do local.

Junto com eles, vieram outros animais sem problemas de saúde, como papagaios-do-peito-roxo, gralhas azul, maitacas bronzeadas, periquitãos-maracanã e jacuaçu. Ao todo, são 22 novos bichos no parque.

As corujas ainda não estão disponíveis para a exposição, pois seus recintos estão em reformas e devem ser finalizados até o fim de junho. Nenhuma das aves voa e a maioria tem as asas amputadas.

Já o bugio, que é filhote, possui um problema na coluna, gerado por ter crescido em uma gaiola que não comportou o seu tamanho. A sua mobilidade não é como dos outros animais.

Todos os novos moradores chegaram no dia 8 de maio ao Zoobotânico e vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetas), de Florianópolis, que é associado à Polícia Ambiental e à Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Há dois meses, com alguns recintos vagos, profissionais do parque de Brusque foram ao Cetas para conhecer os animais que estavam à disposição e escolher os que trariam. Após isso, a Fatma fiscalizou os espaços e deu aval para trazê-los.

Animais rejeitados


A bióloga e coordenadora de Educação Ambiental do zoobotânico, Carla Molleri, afirma que foi uma escolha trazer os animais deficientes, que na maioria das vezes são rejeitados em outros locais. Ela diz que placas informativas estão sendo confeccionadas para mostrar ao público que estes bichos têm algum tipo de deficiência.


“A maioria dos zoológicos não querem expor um animal aleijado e acredito que a importância de tê-los no plantel seja o apelo que eles podem provocar no público visitante, atentando para a importância dos zoológicos como ambiente de conservação de espécies e preservação ambiental”, diz Carla.

Ela acredita que a escolha irá ajudar a gerar consciência ambiental no público. “Poderemos exemplificar o que o porte ilegal de animais silvestres pode acarretar na saúde do animal, impedindo-o de retornar a natureza”, explica.

A previsão é que nos próximos meses, com outros recintos liberados, novos animais sejam trazidos ao município. Atualmente são 160, sendo que destes 150 são selvagens. Há outros que não são, como patos e marrecos.

Bugiu filhote


Um outro bugiu filhote, cego de um olho, também está no Zoobotânico. Ele foi trazido pela Fundema há dois meses. Conforme a bióloga, a mãe do bugio foi assassinada, e neste tiro que lhe atingiu, respingou um estilhaço no olho do filhote, lhe deixando cego.


Visitação


O Zoobotânico está aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 17h30. O valor do ingresso é de R$ 5 e crianças até 5 anos e idosos acima de 60 anos não pagam.


Novos animais do parque


3 bugios-ruivo (Alouatta guariba clamitans)

5 Papagaio-do-peito-roxo (Amazona vinacea)
2 Gralha Azul (Cyanocorax caeruleus)
3 Maitaca bronzeada (Pionus maximiliani)
3 Periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus)
5 Corujas-Buraqueira (Athene cunicularia)
1 Jacuaçu (Penelope obscura)

Acessibilidade é tema de discussão entre entidades e indústria do Turismo

Na ordem: Gustavo Hamam, Dilson Jatahy Fonseca Junior, Manuel Gama, Luigi Rotunno, Bruno Mahfuz, Mara Gabrilli e Ricardo Shimosakai


Os encontros se seguem entre as entidades de turismo e as que representam os portadores de deficiências físicas liderados pela Dep. Mara Gabrilli. Todos unidos em prol de um turismo mais sustentável e acessível para as pessoas com dificuldades de locomoção, o assunto permanece complexo. A luta da Deputada Mara Gabrili para explicar a importância do Desenho Universal da Acessibilidade é árdua. Com a colaboração da Arquiteta Silvia Cambiaghi, foi elaborado um novo conceito do Desenho Universal com um olhar inovador, mostrando uma forma mais integrada da acessibilidade, evidenciando fatores estéticos e principalmente tecnológicos.

A acessibilidade é um conceito que abrange cada vez mais o turismo, pois não se trata unicamente de pessoas portadoras de deficiências, mas de um número crescente de idosos que têm dificuldades de se locomover e acabam integrando o número de viajantes que precisa de estruturas físicas específicas e profissionais capacitados para poder viajar.

O Brasil não pode se dizer um modelo neste aspecto, com lacunas presentes por todo lugar: calçadas, locais públicos, transporte, os obstáculos são tantos que na maioria das vezes, a vida das pessoas com dificuldades de locomoção se transforma num verdadeiro pesadelo. “A própria Câmara dos Deputados não tinha um elevador para cadeirantes poderem subir no púlpito de onde são feitos os discursos”, diz a Dep Mara Gabrilli, “foi uma luta para exigir que um elevador fosse instalado permitindo que possa falar do local devido”.

Os representantes da hotelaria sabem que as adaptações das cidades de forma a oferecer uma melhor acessibilidade para todos são justas e ainda atendem um público em constante aumento, que viaja cada vez mais. Transporte público e privado, calçadas, ruas, praças, bancos, lojas, hospitais, restaurantes, consultórios, escritórios, tudo tem que ser, gradativamente, adaptado de acordo com os critérios da acessibilidade para uma vida melhor para todos, portadores de necessidades especiais, idosos, crianças, enfim uma melhora global da mobilidade e acessibilidade.

Esse processo é gradual em todos os setores, entretanto, a Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015, assim como formulada, preocupa os hoteleiros. De forma rígida, estabelece que, a partir do dia 01/01/2018 todos os hotéis do Brasil deverão possuir 10 % dos apartamentos adaptados para deficientes físicos. Medida impossível de ser realizada, afirma a hotelaria, que até concorda com essa quantidade para novos projetos, mas contesta a medida para a adaptação dos hotéis existentes.

No mundo temos exemplos como a da Itália, que prevê o 5% de quartos adaptados, e Londres que, considerada uma cidade exemplo em termos de acessibilidade, está tentando alcançar o 7% de apartamentos sem barreiras em 2030. Nos Estados Unidos, a legislação determina o índice em 2%. Na França, existe uma proporção por número de quartos, podendo atingir um máximo de 4% por empreendimento. Madrid adota sistema similar ao francês, mas com um percentual máximo inferior a 2,5%.

A que serve ser tão exigentes com os hotéis, se fora dos mesmos os outros fatores que envolvem uma viagem não acompanham essa evolução. Além de um projeto gradativo no aumento de 5 para 10% de número de quartos para deficientes físicos, deveríamos pensar num planejamento global que passa em primeiro lugar pela conscientização e mudança de cultura do próprio governo perante a acessibilidade. O poder privado não pode suportar tal carga financeira sozinho, sem financiamento adequado, ou planejamento conjunto com o poder público.

A hotelaria pede flexibilidade e prazo, alega que não vai conseguir respeitar essa lei, nos termos atuais, e, portanto, vai ser sujeita a atuações do Ministério Público que pode impor sanções econômicas severas. Por outro lado, os defensores da acessibilidade mostram rigidez e argumentam muito bem as necessidades. Qual será o desfecho desse novo imbróglio para a hotelaria? Vamos ver.


Fonte: Revista Hotéis

02/06/2017

Santander e Prefeitura de São Paulo inauguram primeira estação de ginástica ao ar livre para pessoas com deficiência

Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência participam do projeto


Inclusão no esporte! O Santander, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, inaugura neste domingo, 4 de junho, às 15h, no Centro Esportivo Tietê, zona norte da capital, a primeira estação de ginástica ao ar livre gratuita para pessoas com deficiência. 

Adaptadas para pessoas com deficiência, as estações fazem parte do investimento do Santander com apoio da Prefeitura de São Paulo para estimular a inclusão de pessoas com deficiência no esporte, incentivar as atividades físicas e melhorar a qualidade de vida. As novas instalações somam-se a mais de 300 estações de ginástica ao ar livre instaladas em 5 capitais do país: Rio de Janeiro (55), São Paulo (155), Goiânia (35), Curitiba (35).

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato, a prática de atividades para as pessoas com deficiência pode representar muito mais que saúde e bem estar: “O esporte proporciona a oportunidade de socialização entre as pessoas com deficiência, além de torná-las mais independentes no dia a dia. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das pessoas com deficiência, acreditando nas suas inúmeras potencialidades. O esporte melhora a autoconfiança e a autoestima, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos”, disse o secretário.

“Uma das mágicas proporcionadas pelo esporte é a integração social, além do aumento da autoestima e da qualidade de vida. E isso deve ser acessível para todos, sem exceções. Os Portadores de Necessidades Especiais são sempre incluídos com carinho especial nos nossos projetos e eventos. Queremos trazê-los para perto. Para isso, vamos oferecer equipamentos de qualidade para que nossos clubes sejam atraentes e acessíveis para todos os públicos” afirma o secretário de Esportes e Lazer, Jorge Damião.


Estação de Ginástica

Com uma área total de 27m2 e seguindo a Norma Técnica da ABNT 9050, a estação de ginástica possui rampa de acesso, barras e paralelas em alturas reduzidas, mecanismos para exercícios aeróbicos de membros superiores, áreas de circulação ampliadas, além de fitas e limitadores de segurança extras. 

A área de circulação foi desenvolvida para possibilitar o deslocamento da cadeira de rodas e a colocação da fitas elásticas e TRX - um equipamento que permite realizar treinos mais complexos com o auxílio do peso do próprio corpo. No local, um painel de instruções auxiliará na utilização correta dos equipamentos.

As estações de ginástica são de livre acesso a população, seguindo o horário do Centro Esportivo ou Parque onde estarão alocadas. A estrutura da estação comporta até 9 usuários, sendo possível a presença de 3 cadeirantes por vez. Não é necessário nenhum tipo de cadastro ou inscrição para o uso das estações.


Serviço: Lançamento da Primeira Estação de ginástica adaptada para Pessoas com Deficiência:
Data:  04 de junho (domingo)
Horário: 15h
Endereço: Centro Esportivo do Tietê - Avenida Santos Dumont, 143, Armênia, São Paulo

Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência
Assessoria de Imprensa
(11) 3913-4070 / 4072 / 4075


30/05/2017

Fundação Dorina Nowill e Lew’LaraTBWA criam campanha de acessibilidade na internet

Projeto “The Hacker Spot”, substitui os códigos dos banners por mensagens informativas sobre cursos, leis e dicas para pessoas com deficiência visual

Para navegar na internet, pessoas com deficiência visual utilizam o leitor de tela. Esse recurso lê cada item das páginas para o usuário. Entretanto nem todo conteúdo é acessível para esse público como, por exemplo, os banners, que são lidos por códigos formados por diversas letras aleatórias. Pensando em estimular o cumprimento da lei nº 13.146/2015, que determina que os recursos de acessibilidade sejam obrigatórios em qualquer canal virtual  e demonstrar a importância da inclusão social, a Lew’LaraTBWA, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, criou o projeto The Hacker Spot.

Com o objetivo de tornar todo o conteúdo acessível e inclusivo, desde março a agência inseriu na linguagem de programação dos banners de diversos anunciantes, spots informativos que trazem notícias sobre cursos, leis, dicas, eventos e experiências motivacionais.

“É muito gratificante poder trabalhar com a Fundação Dorina Nowill. O Hacker Spot transformou os banners em spots de rádio. E isso deixou a vida de pessoas com deficiência visual melhor e criou um canal inteiramente novo com esse público. Engraçado o rádio hackear a internet, né?”, comenta Felipe Luchi, CCO e sócio da Lew’Lara\TBWA.

Em parceria com a empresa de adserver “Predicta”, os textos das campanhas foram aplicados sobre os códigos dos banners. Assim, o leitor de telas deixou de ler uma série de letras aleatórias e passou a transmitir mensagens, como: “Olá, esse é o espaço da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Para contribuir com a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência visual proporcionamos programas e cursos de reabilitação, educação especial, empregabilidade e acesso à informação. Pressione enter para acessar nosso site e saber mais.”

Ao final do spot escutado no banner, os usuários podem apertar a tecla “enter” e se direcionar para o site da fundação, que também é acessível e contém informações úteis sobre a deficiência visual para pessoas cegas e com baixa visão. Para saber mais acesse fundacaodorina.org.br


Quem quiser participar da campanha e tornar o banner do seu próprio site acessível, utilizando inclusive os spots da Fundação Dorina Nowill, basta acessar thehackerspot.com.br e seguir o tutorial. O portal, que também é inclusivo, ainda traz depoimentos de todas as pessoas que participaram da campanha.

Fonte:Inteligemcia

Projeto Asas promove inclusão de alunos com deficiência em São Sebastião

Promovido pela prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria da Educação (SEDUC), o projeto “Asas”, de formação profissional para alunos com deficiência


A prefeitura de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, por meio da Secretaria da Educação (SEDUC) está promovendo o projeto “Asas”, de formação profissional para Pessoas com Deficiência (PCD). As aulas que acontecem no Centro Integrado Profissionalizante (CIP), no bairro da Topolândia, e vão até 20 de dezembro, às quartas-feiras, das 13:30h às 16:30h.

“O principal objetivo desse projeto é despertar competências, habilidades, aptidões e a vocação profissional nesses alunos, dando a eles oportunidade de olhar a frente e de ter uma perspectiva de trabalho, outro objetivo também é abrir os olhos das empresas para esses alunos” disse Fabiane Alkmin, coordenadora do curso.

O projeto “Asas” contempla 36 alunos da Costa Norte e Região Central da cidade, que cursam o Ensino Fundamental II (8º e 9º Ano) com deficiência cognitiva e física. O projeto conta também com dois professores que ministram as aulas semanalmente. Ele oferece aos beneficiados um curso dividido em três módulos, atendimento e recepção, montagem e preparação de coffee break, inclusão digital e noções administrativas.

Segundo a aluna Stephanie, de 15 anos, o projeto vem dando resultado. “Antes de entrar no curso eu tinha problemas na escola, de brigas e de interação com os colegas, depois que entrei no Asas meu comportamento melhorou e passei a aceitar melhor as diferenças e a opinião alheia”, disse ela.


Fonte: Portal R3

26/05/2017

1º Fórum de Acessibilidade e Inclusão pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

O 1º Fórum de Acessibilidade e Inclusão é promovido pela SBOT/MT e acontece no dia 10 de junho


A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia de Mato Grosso (SBOT-MT) realiza no dia 10 de junho a primeira edição do “Fórum de Acessibilidade e Inclusão 2017”, no Centro de Eventos do Pantanal, das 8h às 12h. O objetivo do evento é a promoção de ações com efeito educativo ( motivacionais ) que retratam a acessibilidade e inclusão como atributos imprescindíveis na sociedade , permitindo que todos possam desfrutar das mesmas oportunidades em Turismo , Esporte , Lazer e Cultura .

A iniciativa surgiu da necessidade de conscientização sobre a importância do desenvolvimento do Turismo de Inclusão no Estado, que é rico em belezas naturais e possui diversas opções de lazer. De acordo com presidente da SBOT-MT, Dr. Márcio (…)

O direito constitucional de acessibilidade é , antes de tudo , uma materialização do direito constitucional de igualdade . O planejamento de ações que levam em consideração a acessibilidade ao meio físico , possibilitará a construção de uma sociedade inclusiva que assimile progressivamente a ideia de integração social e espacial das pessoas com todas as suas diferenças . Além , das barreiras físicas, existem as sociais que são , contudo , obstáculos discriminadores capazes de excluir a pessoa portadora de deficiência do convívio coletivo . A declaração dos direitos das pessoas deficientes ( ONU 1975 ) e a Constituição Federal ( BRASIL 1988 ) defendem a importância de campanhas de sensibilização e de informação, dados que balizam a realização do I Fórum de Acessibilidade e Inclusão / MT .

A relação próxima com pacientes portadores de mobilidade reduzida durante a prática médica , o entendimento de suas limitações físicas e de inclusão social e a experiência esportiva com pessoas portadoras de necessidades especiais ( PNEs ) foram situações de convívio pessoal que me fizeram despertar a necessidade de promover esse modelo de ação

O Fórum traz na programação a palestra sobre o projeto “Montanha Para Todos”, com seus idealizadores Guilherme Simões e Juliana Tozzi, que desenvolveram uma cadeira de rodas especial.

O projeto nasceu após Juliana descobrir que possuía uma síndrome rara degenerativa no cerebelo, que traz a perda dos movimentos, dificuldades para falar e se manter em equilíbrio, a impossibilitando de praticar montanhismo, atividade que realizava com marido. Diante da dificuldade da mulher em continuar escalando, Guilherme, que é engenheiro, desenvolveu uma cadeira adaptada para que pessoas com mobilidade reduzida pudessem percorrer caminhos estreitos e subir pedras de difícil acesso.

Em entrevista para ‘O Estadão”, Guilherme diz que agora a ideia é que “Juliete”, nome dado para a cadeira pela esposa, comece a levar outras pessoas com dificuldades físicas a praticar esportes como montanhismo e trilha. “O nosso sonho é disponibilizar as cadeiras adaptadas nos parques nacionais”.

A idéia em trazer o projeto “ Montanha para Todos “ surgiu após o contato com o Guilherme e Juliana durante uma feira de Esportes e Aventura em São Paulo . A realização da Palestra vinculada a doação da cadeira adaptada “ Juliette “ ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi de encontro ao modelo de ação previamente elaborado .

Além da apresentação do projeto Montanha para Todos, o evento conta com a participação de Ricardo Shimosakai, turismólogo e diretor da ‘Turismo Adaptado”, empresa situada no estado de São Paulo, que trabalha a acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, no lazer e turismo. Em 2001, Ricardo levou um tiro durante um sequestro relâmpago, que fez com que perdesse os movimentos das pernas. Após o incidente Ricardo quis voltar a viajar e a partir daí começou sua luta pela acessibilidade.

O SugoiTeam, de Cuiabá, também confirmou presença no Fórum de Acessibilidade e Inclusão. O presidente do grupo, Júnior Sakuma irá dar a palestra “Inclusão no Esporte”. Fundado em abril de 2016, incluir os cadeirantes na prática esportiva e melhorar a qualidade de vida é o objetivo do projeto, que nasceu dentro de uma sala de aula, entre acadêmicos de educação física e nutrição.

Todas as palestras são gratuitas e as inscrições para participar podem ser feitas pelo telefone (65) 98118-4390 ou por e-mail: dalvarodrigues@gmail.com.

Programação: 

Montanha Para Todos 
Palestrantes: Guilherme Simões e Juliana Tozzi


Turismo Adaptado 
Palestrante: Ricardo Shimosakai


Inclusão no Esporte 
Palestrante: Júnior Sakuma (Projeto SagoiTeam)


Serviço: 
1º Fórum de Acessibilidade e Inclusão 2017 
Quando: 10 de junho, das 8h às 12h
Onde: Centro de Eventos do Pantanal


Entrada gratuita

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