15/02/2018

A geração de youtubers surdos que está ensinando Libras na internet

"O principal objetivo do canal é esse, mostrar para os ouvintes que eles precisam reconhecer a nossa língua."

Jovens surdos usam o Youtube para ensinar libras.

Você sabe falar? É genético? Dá para ler lábios? Como você escreve?

Não são poucas as dúvidas que ainda existem por parte dos ouvintes sobre a comunidade surda, apesar de o Brasil contar com uma população de quase 10 milhões de pessoas que não escutam ou escutam parcialmente.

E é para tratar desse tema, e todos os tabus que ele envolve, que uma comunidade jovem e engajada tem encontrado no Youtube uma ferramenta para literalmente se fazer ouvir.

A geração de youtubers surdos tem ganhado cada vez mais seguidores na rede social de vídeos e é por lá que eles compartilham muita informação sobre o seu dia a dia.

"Antes, nós nos sentíamos excluídos pelos ouvintes, mas agora não mais, estamos convivendo muito mais com eles, aprendendo o português e ensinando Libras", compartilha Tainá Borges, 16 anos, em entrevista ao HuffPost Brasil.

A jovem de Caxias do Sul é surda e junto com o seu irmão Andrei Borges, também surdo, comandam o canal Visurdo do Youtube. Para Tainá, a internet é uma das ferramentas mais importantes para ter contato com a comunidade ouvinte.

"Não tem muitos intérpretes de Libras na televisão ou em outros lugares, como escolas, palestras e eventos. E a gente não tem muitas escolas bilíngües que são boas para os surdos. Se você buscar na internet ou até em livros, você encontra ótimos conteúdos sobre Libras. Mas falta um lugar para a gente poder compartilhar o nosso dia a dia e os nossos interesses, que são os mesmo que os dos ouvintes. O principal objetivo do canal é esse, mostrar para os ouvintes que eles precisam reconhecer a nossa língua", compartilha Tainá.

Com a ajuda dos familiares, a dupla grava e edita os vídeos em casa. Os temas são variados e vão desde informações sobre como lidar com o preconceito, até as curiosidades da família, já que os pais de Tainá e Andrei são ouvintes e tiveram que estudar a língua dos sinais para se comunicar com os dois filhos.

Conheça outros quatro youtubers surdos e os seus canais:

Léo Viturinno

Léo começou sua carreira na internet com uma página no Tumblr, em que se divertia criando novos gifs. Não demorou muito para que ele viesse a criar o seu próprio canal no Youtube. Sem perder o bom humor, o youtuber fala de temas diversos, desde curiosidades sobre o mundo dos surdos até questões LGBTs.

Nas redes sociais, Viturinno criou a campanha #YoutuberPõeLegenda para incentivar que outros produtores de conteúdo se preocupem com quem não consegue ouvir, mas apenas ler os vídeos. Com as legendas, o repertório e as referências da comunidade surda podem ser ampliadas, defende o jovem.



Germano Dutra Jr.

Mais conhecido como Surdo Cult, Germano dedica o seu canal para fazer comentários sobre filmes, séries e personagens da cultura nerd. Ele também dá espaço para as narrativas de novelas e histórias em quadrinhos.



Gabriel Isaac

Gabriel Isaac não tem medo de perguntas difíceis em seu canal. Um dos vídeos mais assistidos do youtuber trata da criação do "Dia dos Surdos" e o que a data significa para a comunidade. Em outro episódio do canal, ele comenta sobre o tema da redação do Enem de 2017, que tratou dos desafios da educação de alunos surdos no País.





É Libras

No canal, Flávia Lima e Bruno tratam de temas relacionados a comportamento e relacionamentos para a comunidade surda.



Fonte: Senado 

Guia de acessibilidade nos estádios de futebol do Brasil

Conheça os critérios mínimos para uma arena receber pessoas com deficiência

Baseado na legislação brasileira e em guias internacionais, como o da Uefa e o da Fifa, o GloboEsporte.com mostra o que é necessário para que um estádio seja considerado acessível e receba, com conforto e segurança, torcedores com deficiência.

Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, com base no Censo de 2010, quase 24% dos brasileiros apresentam ao menos uma deficiência, seja ela visual, auditiva, motora, mental ou intelectual.

Não há informação sobre a presença dessa população nos estádios do país, mas a legislação determina que as arenas atendam às necessidades mínimas desses torcedores.

O principal manual para um estádio acessível é a Norma 9050 da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas), um calhamaço de 162 páginas atualizado em 2015 que especifica os detalhes para a construção e adaptação de locais públicos a pessoas com deficiência.

Valor em jogo: O esporte usado como ferramenta de inclusão para pessoas com deficiências

Nas arquibancadas

O decreto 5.296 de 2004 determinou a reserva de 4% dos lugares de um estádio para pessoas com deficiência, sendo 2% para cadeirantes, 2% para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual.

O Guia de Acessibilidade da UEFA aponta uma fórmula complexa para calcular o ângulo de visão mínimo para a instalação de espaços reservados a cadeirantes e considera a possiblidade de o torcedor à frente se levantar em determinados momentos de uma partida. Para isso, porém, a UEFA indica que o local reservado deve ficar num patamar 1,2 metro acima do da fileira à frente.


A norma 9050 da ABNT estipula que nenhuma estrutura deve bloquear um ângulo visual de 30° a partir da linha de visão da pessoa em cadeira de rodas.

Os assentos para pessoas obesas, também reservados, têm que ser o equivalente a dois assentos comuns e suportar carga de 250 quilos, pelo menos.

Descrição: imagem mostra cadeirante em arquibancada, num local 1,2 metro acima do espectador à frente (Foto: Infoesporte)


Descrição: imagem mostra cadeirante em local com ângulo de visão de 30º (Foto: Infoesporte)

Descrição: infográfico mostra homem com mobilidade reduzida em local adequado de arquibancada; à frente dele, um homem obeso em local reservado (Foto: Infoesporte)

Os banheiros

Os banheiros acessíveis devem ter entrada independente dos banheiros coletivos. Ou, então, um box deve ser instalado dentro dos banheiros coletivos para uso de pessoas com deficiência. Eles precisam ter 1,5 metro x 1,7 metro, no mínimo, com porta com abertura de 80 centímetros. Campainha, alarme ou interfone devem ser instalados a 40 centímetros do chão para acionamento em caso de quedas.

Os projetos devem prever também a colocação de mictórios para pessoas com mobilidade reduzida e pessoas em cadeiras de rodas. Os suspensos são instalados a uma altura de 60 centímetros a 65 centímetros do chão. As barras ficam fixadas a 75 centímetros de altura.
Descrição: Infográfico com visão superior e lateral de um banheiro acessível com as medidas mínimas das peças (Foto: Infoesporte)

Descrição: Imagem mostra posição de barras e mictórios em banheiro acessível (Foto: Infoesporte)

Mobilidade

Os corredores de uso público devem ter 1,2 metro de largura, pelo menos, com pisos regulares, antiderrapantes e não trepidantes. As portas devem ter largura mínima de 80 centímetros – nos casos de portas de folhas duplas, pelo menos uma delas deve atender a esse critério – e as maçanetas devem ser do tipo alavanca.

As rampas não podem ter inclinação acima de 8%, com sinalização tátil no início e no fim, com corrimão dos dois lados. As escadas precisam ter largura mínima de 1,2 metro, com corrimão em ambos os lados a 92 centímetros de altura. Escadas com largura superior a 2,4 metros precisam ter um corrimão intermediário.

No caso de elevadores, as dimensões mínimas são de 1,4 metro x 1,1 metro, com uma entrada de 80 centímetros, ou maior. Eles precisam de sinalização tátil em frente à porta, além de comandos sonoros e em Braille.

Descrição: imagem mostra cadeirante em corredor com as medidas mínimas, 1,2 metro, e recomendável, 1,5 metro, para ser considerado acessível (Foto: Infoesporte)

Descrição: Infográfico mostra três exemplos de rampa e escadas com corrimãos que atendem aos critérios de acessibilidade e piso tátil (Foto: Infoesporte)

Descrição: Imagem com medida mínima para a porta de um elevador, 80 centímetros, e piso tátil (Foto: Infoesporte)


Estacionamento

Os estádios devem reservar 2% do total de vagas para pessoas com deficiência. Esses espaços devem incluir uma área adicional de circulação para cadeira de rodas com, no mínimo, 1,2 metro de largura. Outros 5% das vagas devem ser reservadas a idosos.

Descrição: exemplo de estacionamento com vagas em 45º e espaço de 1,2 metro para cadeirantes (Foto: Infoesporte)


Descrição: exemplo de estacionamento com vagas em 90º e espaço de 1,2 metro para cadeirantes (Foto: Infoesporte)

Descrição: exemplo de estacionamento com vagas paralelas à calçada e espaço de 1,2 metro para cadeirantes (Foto: Infoesporte)

Os clubes e federações responsáveis por partidas realizadas em estádios para mais de 10 mil pessoas também devem, segundo o Estatuto do Torcedor, fornecer transporte, ainda que pago, a pessoas com deficiência e idosos, a partir de um local de fácil acesso – como estações de metrô, por exemplo.

A legislação

Os direitos da pessoa com deficiência estão descritos em diferentes leis e normas. As principais são as leis 10.048 e 10.098, ambas de 2000, depois regulamentadas por um decreto de 2004. Elas tratam de preferência e da promoção de acessibilidade.

Em 2015 foi sancionado o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que diz, no artigo 4º, que “toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação”.

Especificamente aos que frequentam estádios, o Estatuto do Torcedor assegura, desde 2003, “acessibilidade ao torcedor com deficiência ou com mobilidade reduzida”.


Se houver desrespeito, o Ministério Público é o órgão a se recorrer. Alguns possuem equipes dedicadas aos direitos da pessoa com deficiência.

Fonte: Globo Esporte 

10/02/2018

Japoneses criam cadeira de rodas autônoma


De olho nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio, em 2020, os japoneses criaram uma cadeira de rodas autônoma, para facilitar a vida de pessoas com deficiência nos aeroportos do país.

A cadeira foi desenvolvida pela Panasonic em parceria com a Whill Inc., e funciona integrada a um aplicativo para smartphones, o que facilita a locomoção dos usuários.


Wheel Next já está sendo testada no Aeroporto Internacional de Tóquio e conta com um trio de novas tecnologias. A primeira delas, claro, é a capacidade de o equipamento guiar o passageiro automaticamente. Basta indicar o local onde deseja ir que a cadeira realiza o trajeto. A cadeira também pode ser conduzida pelo usuário, caso queira.


Outro destaque é que a cadeira dispõe de um mecanismo especial e conta com tecnologia que permite acoplar-se a outras cadeiras, similares, para facilitar o transporte de diversas pessoas ao mesmo tempo.

Bloco do Pedal traz sustentabilidade e inclusão social para as ruas de São Paulo


No último sábado (03/02) foi a vez do Bloco do Pedal invadir as ruas de São Paulo. A iniciativa, que tem o objetivo de levantar a bandeira da sustentabilidade no Carnaval, esteve presente na Praça Doutor Teodoro de Carvalho, na Vila Mariana, das 15h30 às 19h. Em três anos de existência, a marcha de 2017 foi a primeira a ter uma ala voltada para as pessoas com deficiência. A bateria Tombon, formada por pessoas com deficiência visual, intelectual e motora, teve a regência do mestre Gustavo Godoy.

A ideia de desenvolver um espaço de inclusão social veio a partir de uma doação de instrumentos de percussão. “O que fazer com novos aparelhos? Depois de pensar muito, chegamos à decisão de fazer uma bateria composta por pessoas com deficiência porque a proposta do bloco também é trabalhar a integração. Então, nada melhor do que incluir pessoas que geralmente não têm a oportunidade de estar em outros lugares”, afirma Maria Filomena Silva, idealizadora do Bloco do Pedal. Mais conhecida por Filó, ela atua em sociedade com José Carlos Armelin.

O trio elétrico do Bloco do Pedal é uma plataforma fixa na qual há seis bicicletas, sendo duas delas para criança e cadeirante. O assento reservado para quem tem mobilidade reduzida funciona pelo toque das mãos. Ao longo do trajeto, os foliões são convidados a pedalar. A energia gerada pelos pedais serve para sustentar as caixas acústicas e o sistema de luz.

Este ano a iniciativa também teve a participação de um grupo de coral responsável por cantar marchinhas carnavalescas.

Confira na galeria abaixo alguns momentos do Bloco do Pedal!





Fotos por Eriba Chagas

Fonte: Revista D+

Pessoas com deficiência poderão registrar sua condição na carteira de identidade


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (7), projeto de lei (PLS 346/2017) do senador Hélio José (Pros-DF) que permite às pessoas com deficiência o registro de sua condição na cédula e no documento nacional de identidade (DNI).

A inserção da expressão “pessoa com deficiência” na carteira de identidade só será feita a pedido do interessado. O projeto também abre a possibilidade de se especificar o tipo de deficiência, sempre a critério do cidadão. A especificação deverá seguir o parâmetro de avaliação biopsicossocial estabelecido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência/Lei Brasileira de Inclusão — LBI (Lei nº 13.146/2015)

O projeto estabelece ainda que a menção à deficiência na cédula de identidade terá fé pública. Mas resguarda a possibilidade de avaliação do cidadão para fins de obtenção de benefícios. As medidas contidas no projeto levarão 90 dias para entrar em vigor após sua transformação em lei.

Ao justificar a proposta, Hélio José observou que a inserção desse registro na carteira de identidade (e futuramente no DNI, criado pela Lei nº 13.444/2017) servirá como prova da condição da pessoa com deficiência perante entidades públicas e privadas. A intenção é evitar, conforma salientou, “a imposição de exigências extras e arbitrárias que dificultem à pessoa com deficiência o exercício de seus direitos”.

O relator, senador Romário (Pode-RJ), considerou a iniciativa meritória e sugeriu modificações na redação, para listar os tipos de deficiência a serem especificados no documento de identificação: física, auditiva, visual, mental ou intelectual.

“É chegada a hora de estender à pessoa com deficiência o desembaraço de que gozam as pessoas ditas ‘normais’ na consecução de suas metas e na obtenção de seus direitos no dia-a-dia. A pronta comprovação da deficiência, em documento tão simples e de ágil apresentação como o são a cédula de identidade e o DNI, abrirá inúmeras portas às pessoas com deficiência, sedentas que estão de inclusão plena”, ressaltou o relator no parecer.

O PLS 346/2017 agora segue para votação final na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Fonte: AgênciaSenado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

06/02/2018

Prefeitura inaugura passarela que dá acesso ao aeroporto de Congonhas adaptada para pessoas com deficiência

Nova estrutura e praça de acesso foram viabilizadas por meio de parceria com empresas da iniciativa privada e conta com total acessibilidade


A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira, 19, a passarela que dá acesso ao aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo e uma praça em um dos acessos da nova estrutura. A nova passarela é totalmente adaptada às normas de acessibilidade vigentes. A iniciativa foi realizada por meio de parceria com a Associação dos Amigos da Passarela (Aspa), a Praias Construtora e um grupo de empresas parceiras. Tanto a passarela quanto a praça têm o nome do fundador e ex-proprietário da empresa aérea TAM (hoje LATAM), Rolim Amaro.

O equipamento, voltado para a população e visitantes do país e do mundo, é acessível! Conta com dois elevadores que possibilitarão o acesso das pessoas com deficiência, iluminação e cobertura em todo o percurso, rampas de acesso nas calçadas, instalação de corrimãos e guarda-corpos em duas alturas, faixa de sinalização visual fotoluminescente nos degraus das escadas, sinalização em braile e piso tátil direcional e de alerta, além de sinalizações e placas direcionais. O projeto de revitalização da passarela possibilitou ainda o aumento da altura entre a Avenida Washington Luís e a base da passarela.


A praça, com 262 metros quadrados, que será um local de lazer nas imediações do aeroporto, também tem acessibilidade. O local tem mobiliário urbano personalizado em madeira, espreguiçadeiras, bancos, vegetação, banheiro acessível, paraciclo, iluminação e piso de ladrilho hidráulico. Pensando na segurança dos pedestres foram instaladas, na passarela e na praça, 14 câmeras de vigilância integrantes no projeto City Câmeras que monitoram o local 24 horas por dia.

A Passarela

Quarenta e quatro anos após sua concepção pelo arquiteto brasileiro Vilanova Artigas (1915-1985) a passarela Rolim Amaro passou por uma completa revitalização. O projeto idealizado por seu neto, o arquiteto Marco Artigas (Estúdio Artigas), e pela arquiteta Helena Camargo (H2C Arquitetura), buscou resgatar a essência da antiga estrutura. A escada helicoidal no centro da passarela, por exemplo, teve toda sua estrutura de concreto restaurada e recuperada. Os trabalhos de revitalização começaram em junho de 2017 e as empresas parceiras investiram R$ 6,7 milhões para devolver a São Paulo a passarela por onde circulam cerca de 5 mil pessoas/dia, incluindo pessoas com deficiência.


Comissão Permanente de Acessibilidade oferece curso de atualização de normas técnicas de acessibilidade

A Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão vinculado a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, abriu quatro turmas para o curso de Atualização de Normas Técnicas de Acessibilidade, nesta terça-feira, 30. A capacitação visa sensibilizar e orientar servidores públicos municipais envolvidos na construção e fiscalização de edificações e vias públicas, educadores de faculdades e escolas técnicas e demais profissionais das áreas de engenharia e arquitetura quanto às leis e normas de acessibilidade e sobre o conceito de Desenho Universal.

O curso tem duração de 6 horas, com aulas teóricas e demonstrativas. Confira as datas e horários de cada turma: 

• Turmas 001-A/2018 – Dia 05/02/2018 – Horários: 10h às 17h. 
• Turma 002- A/2018 – Dia 05/03/2018 – Horários: 10h às 17h.
• Turma 003- A/2018 -– Dia 02/04/2018 – Horários: 10h às 17h.
• Turma 004- A/2018 -– Dia 07/05/2018 – Horários: 10h às 17h.


Informações e inscrições pelo e-mail: shuler@prefeitura.sp.gov.br


Sobre a Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA

Órgão colegiado da Prefeitura do Município de São Paulo vinculado à SMPED e composto por representantes de diversas secretarias, órgãos municipais e sociedade civil. Tem papel consultivo e deliberativo nos assuntos que incluem acessibilidade em edificações, logradouros, mobiliário urbano, transporte e comunicação. Contando com engenheiros e arquitetos entre seus membros, realiza vistorias e análise de projetos e coordena ações integradas nas diversas secretarias da administração municipal para a eliminação de barreiras arquitetônicas e de comunicação na cidade.

Alegria Acessível: Prefeitura de São Paulo promove inclusão de pessoas com deficiência no carnaval

Protejo organizado pela da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, SPTuris e Liga SP tem como objetivo tornar a maior festa tradicional brasileira acessível para surdos e cegos


Para ampliar a acessibilidade na maior festa cultural do Brasil, a Prefeitura de São Paulo promove o segundo ano do ‘Carnaval Acessível’, ação que levará audiodescrição e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos desfiles das Escolas de Samba do grupo especial no Sambódromo do Anhembi, nos dias 9 e 10 de fevereiro e no desfile das campeãs, dia 16 de fevereiro.

O projeto, organizado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) em parceria com a São Paulo Turismo (SPTuris) e Liga SP, vai reunir um grupo de 50 pessoas – entre cegos, surdos, intérpretes de Libras e membros do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD-SP) - para prestigiar o carnaval paulistano no Espaço da Cidade.

Os convidados poderão experimentar os recursos de acessibilidade durante o desfile, obtendo uma nova percepção sensorial. Pessoas com deficiência visual ligadas a entidades também participarão da atividade para avaliar a descrição falada e opinar sobre como melhorar a inclusão da pessoa com deficiência no carnaval paulista. E para aqueles que não estiverem no Sambódromo poderão acompanhar a audiodescrição pelas redes sociais da SMPED.
Já os surdos, acompanharão os vídeos com a tradução em Libras dos 14 sambas-enredos das agremiações que pertencem ao Grupo Especial de São Paulo no projeto “Samba com as Mãos”.

O evento terá apoio da DKS Eventos, que fornecerá os serviços de audiodescrição e os televisores que exibirão os matérias em Libras durante a ação. 
“Todas as pessoas com deficiência tem o direito de acessar e participar das festas de São Paulo, ainda mais a maior festa cultural do Brasil! Oferecendo acessibilidade, a folia se torna cada vez mais inclusiva e todos, pessoas com e sem deficiência celebram juntos”, explica o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

O Sambódromo do Anhembi possui áreas reservadas para pessoas com deficiência em todos os setores, contando com 70 lugares para cadeirantes e mais 70 para acompanhantes, todos com visibilidade garantida. Além disso, a Prefeitura de São Paulo também oferece transporte gratuito para pessoas com deficiência com as vans do serviço Atende+, das estações Barra Funda e Tietê do Metrô, e estacionamento localizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

De acordo com o Censo 2010 do IBGE, a capital possui 2,7 milhões de pessoas que se autodeclararam com alguma deficiência, sendo 346 mil pessoas com deficiência visual e 120 mil surdos.

Veja abaixo os vídeos das traduções dos sambas-enredos para Libras de 2018:
·        Vai-Vai - https://www.youtube.com/watch?v=D-1SP-HzA-M 



Todos os vídeos dos sambas-enredo das Escolas de Samba do Grupo Especial de São Paulo estão disponíveis no canal do Youtube da SMPED www.youtube.com/inclusaosp

Canal da Turma da Mônica no Youtube tem desenhos em libras

Por mais acessibilidade, plataforma conta ainda com animações sem falas e outras com audiodescrição.

A partir de agora, o canal no Youtube da Turma da Mônica oferece episódios de animação com tradução em libras e também com audiodescrição. Nos filmes com tradução em libras, uma intérprete se integra à cena original do vídeo. Já os desenhos animados com audiodescrição contam com uma narração descritiva das cenas. Todas as animações têm legendas, que podem ser inseridas pelo espectador. Ao todo já são sete episódios com os recursos de acessibilidade e, a cada sexta-feira, um novo vídeo é postado, às 15h.

“A Turma da Mônica sempre foi inclusiva, afinal a amizade que une todos os personagens supera todas as diferenças. Há alguns anos, nós trabalhamos para promover a acessibilidade aos nossos fãs, inclusive nas nossas plataformas digitais. No YouTube, por exemplo, já começamos a reduzir barreiras com a animação sem falas Mônica Toy, e agora estamos avançando ainda mais para promover o acesso de todas as crianças à diversão”, afirma Mônica Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções.


Fonte: Máxima



01/02/2018

Como planejar uma viagem acessível

Você sabia? Algo não pode ser considerado
acessível se não oferecer:
segurança + autonomia.
Quando uma pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida decide viajar, é comum que se sinta um pouco perdida. Afinal, se já é complexo planejar uma viagem – a não ser que você seja do tipo que não se importe com imprevistos –, é ainda mais complexo quando precisamos que seja uma viagem acessível.
Porém, com algumas orientações é possível preparar tudo com tranquilidade, de forma leve e até divertida. E lembre-se: todas as dicas que compartilho com você neste post foram testadas por mim, em anos e anos de aventuras pelo Brasil e por alguns outros países. Não foram copiadas de nenhum site ou blog, certo?

Também preciso dizer que essas dicas são igualmente válidas se você preferir utilizar os serviços de uma agência de turismo em vez de planejar tudo por conta própria. Afinal, não é porque contratou os serviços de uma agência que você vai deixar tudo por conta dela. Nós é que sabemos das nossas especificidades e dos perrengues que passamos quando algo dá errado. Por isso, acompanhe tudo passo a passo, não porque falte competência aos outros, mas porque tudo tem de acontecer da melhor forma que for possível.

Segurança e autonomia

A pessoa com deficiência precisa ter segurança para se locomover, para utilizar equipamentos, para tomar banho e por aí vai. Isso parece óbvio, não é mesmo? #SóQueNão

Veja dois exemplos: é raro encontrar plataformas elevatórias que sejam de fato seguras. E muitos banheiros considerados acessíveis não têm barras de apoio. Concordo; é lamentável.

E quanto à autonomia?

Não é que a gente não possa pedir ajuda às pessoas. Todo mundo às vezes precisa recorrer ao outro. Porém, se a pessoa com deficiência não pode entrar e sair do hotel no momento em que tem vontade; se não alcança a comida na hora de se servir; se não pode tomar o café da manhã se não houver quem ajude… então, ela não tem autonomia. Ou seja: ela não pode exercer a própria vontade; precisa esperar que outra pessoa a ajude, na hora em que for possível.

Guarde isto: para que algo seja considerado acessível, não deve haver restrição à liberdade de escolha.

Tenho observado que esse pressuposto parece ser difícil de ser compreendido por uma pessoa que não tem deficiência. É que persiste a ideia de que é preciso “ajudar o deficiente”. Tudo isso é reflexo da visão assistencialista e caritativa que ainda vigora e que valoriza a tutela.

Esclarecido esse pressuposto, vamos às dicas? Espero, de coração, que elas tornem sua viagem mais saborosa! <3

Fala sério: esta plataforma elevatória lhe parece segura? A mim, não. Mas já usei piores…


#Dica 1 | A escolha do destino


Já começamos a falar de autonomia na primeira dica.

Para escolher o destino de viagem, penso que a pessoa deve se fazer duas perguntas:

  • Para onde quero ir?
  • Para onde posso ir?

Dessa forma, ela reconhece seu desejo, seu sonho, mas não abre mão do bom senso. É preciso lembrar que queremos nos divertir, e não comprometer a viagem por causa do excesso de desafios ou até mesmo de riscos.

Para responder a essas duas perguntas, é necessário se conhecer! Então, pense:

De que nível de acessibilidade você precisa? Por exemplo: Dá pra se virar com um banheiro que tenha a porta estreita? Consegue subir um ou dois degraus?

Qual estação do ano é mais favorável para você? Para mim, primavera e outono são as ideais, porque passo mal em climas quentes, e nas estações muito frias as roupas e calçados tolhem minha liberdade de movimentos. Você pode pensar que não, mas essa escolha fará diferença. Ninguém merece passar a temporada de férias passando mal ou, no mínimo, irritado com o clima.

Você pode dispor de que valor financeiro? Isso precisa ser considerado, e é bom que os cálculos sejam feitos na ponta do lápis, para que sua viagem não seja uma fonte de dor de cabeça.

Talvez você queira ir para Fernando de Noronha, mas os acompanhantes disponíveis preferem Punta Cana. Se este é um destino que também te faria feliz, pode valer a pena mudar de rota para não abrir mão da companhia.

Pode ser que o destino de viagem que você almeja esteja com os preços acima da média. Que tal escolher outra data, ou outro destino, para reduzir os custos? Se for possível fazer isso, ótimo. O bolso agradece.

Nem sempre você vai conseguir ir para onde deseja nas primeiras viagens.

Para algumas delas, será necessário ter mais experiência, mais dinheiro ou companhias mais adequadas.

Isso não significa que você não possa ter uma viagem maravilhosa, mesmo que precise, por ora, escolher o segundo ou terceiro destino da sua lista de sonhos!

Avalie o clima do local antes de se decidir, mas tenha em mente que serviço meteorológico falha!

#Dica 2 | Sozinho ou acompanhado?

Não são poucas as pessoas que desejam ter a experiência de viajar sozinhas, e com razão. Afinal, é enriquecedor! Um grande exercício de autoconhecimento, de perceber os próprios limites, de se virar, aprender a pedir ajuda e a driblar as dificuldades.

Porém, não é simples decidir isso quando se tem uma deficiência. É preciso ter os pés na terra e se conhecer bem, para evitar tomar uma decisão que te coloque em risco.

Sugiro alguns critérios para uma decisão adequada.

Você tem independência para realizar as atividades de vida diária? Liste todas que se lembrar e vá checando uma a uma.

Como estão suas condições de saúde?

Você é sociável?

Qual é a sua disposição para pedir e aceitar ajuda?

Você é uma pessoa resiliente?

Viajar sozinho, tendo uma deficiência, é ao mesmo tempo instigante e amedrontador. Quando decidi partir para a Inglaterra e ficar sozinha fazendo intercâmbio, eu já tinha muita experiência na bagagem. Mesmo assim, passei alguns apertos…

#Dica 3 | Tem que ser rico para fazer uma viagem bacana?

Claro que não!

Com algumas estratégias, sua viagem pode custar até 40% menos.

Poupança: o brasileiro não tem o hábito de juntar dinheiro para depois comprar algo. Mas fazer uma aplicação para depois comprar a viagem à vista pode render bons descontos!

Viaje em baixa temporada! Sai MUITO mais barato.

Compre passagens aéreas com antecedência ou na promoção. Você também pode trocar por pontos do cartão de crédito.

Antes de reservar o hotel, faça uma cotação: pesquise em sites do tipo Booking, mas também no site do hotel (ou até ligue para o hotel, principalmente no caso de pequenos estabelecimentos, pois eles têm autonomia para oferecer desconto). E não tenha preconceito contra agências: já consegui tarifas melhores nelas do que no Booking.

Fazer uma poupança de viagem pode dar lucro!

#Dica 4 | Preparação da viagem

Não importa se você vai preparar a viagem sozinho ou se vai recorrer a agências. Em qualquer circunstância, tenha em mente que você é o único responsável por tornar sua viagem a melhor possível! Isso é exercício de autonomia.

Se optar por agência, ela deve ser assessorada passo a passo por você.

Afinal, quem sabe das suas necessidades específicas?

Seu pai? Sua mãe? Seu cuidador?

Não seja ingênuo. Quem sabe é: V O C Ê !

Antecedência para planejamento

Pesquisa da acessibilidade no destino: de 6 meses a um ano antes. É melhor não deixar nada para fazer em cima da hora, a menos que queira aumentar as possibilidades de perrengues.

Reserva do hotel: cerca de 3 meses antes, pois muitos hotéis têm poucos quartos adaptados.

Aquisição da passagem: cerca de 3 meses antes. Passagens compradas com antecedência menor que um mês são muito mais caras, a não ser que surja uma promoção. Mas é arriscado esperar.

Prepare-se a si mesmo!

Viajar é muito mais confortável e seguro quando a saúde está recebendo cuidados permanentes. Mesmo assim, é útil fazer um check-up antes de comprar passagens. Dessa forma, além de evitar problemas longe de casa, você garante que terá energia e ânimo para passear!

Manter uma atividade física garante que você terá bom preparo para a viagem. Como assim? Bem, se você não é sedentário,  terá mais chances de ter: diminuição do impacto produzido pelas horas que passar no avião (menos dor, menos edemas); força e resistência para tocar a cadeira de rodas ou passear de muletas; energia para passear durante muitas horas por dia!

Adquira vestuário adequado para a temperatura que vai enfrentar. A tecnologia deixou tudo mais simples, e hoje há roupas e calçados adequados para todos os climas e situações. Para que você vai usar roupas pesadas, se há agasalhos super leves e eficientes? Para que vai correr risco de queimaduras solares, se há roupas com proteção?

Adquira em sua cidade os medicamentos de que irá precisar. Em muitos países pode ser difícil comprá-los. É bom que eles estejam acompanhados da receita médica (principalmente se forem de uso controlado) e é imprescindível que estejam na bagagem de mão. Se sua mala for extraviada, eles estão seguros com você.

Não viaje sem seguro-saúde.

Uma rotina de exercícios e alongamentos (incluindo a prática do ortostatismo) podem prevenir muitos problemas durante a viagem


#Dica 5 | Compra da passagem aérea

Vigie as promoções. Para isso, assine as newsletters do site Melhores Destinos e de todas as companhias aéreas que lhe interessarem, para que receba alertas.

Se tiver cartão de crédito, compre tudo com ele, para juntar pontos e trocar por passagens. Mas não faça cartão só por causa disso! Pode sair muito caro.

O tempo entre conexões deve ser de no mínimo duas horas. Isso porque o cadeirante é o último a sair da aeronave, e às vezes ainda acontece de a cadeira de rodas demorar a chegar. Então, não corra risco: deixe um intervalo maior se não quiser perder a conexão; faça tudo com calma, sem estresse. Até porque você pode aproveitar a conexão para ir ao banheiro ou comer algo.

Observe os horários de chegada e saída do aeroporto. Não é bom chegar de madrugada a um destino desconhecido.

Vale a pena planejar os deslocamentos mais importantes. Isso reduz custo! Na foto, eu, Ida e Solange com o gentil motorista que nos transportou em Salvador.
  
Etapas para a compra da passagem:

Pesquise datas, horários, conexões, tarifas, política de bagagem. Saiba que, dependendo do horário, ou do dia da semana, o preço pode cair muito. E a política de bagagem também interfere no preço.

Você pode recorrer aos buscadores, mas tenha em mente que é mais seguro comprar pelo site da companhia aérea. Muitos sites de compra de passagem têm ficha suja no Procon.

Investigue, no site da companhia aérea, as políticas de atendimento à pessoa com deficiência. Elas podem ser diferentes em cada companhia e também em outros países.

O acompanhante da pessoa com deficiência pode ter direito a desconto. Procure se informar.

Ao adquirir a passagem pelo site da companhia aérea, haverá os campos apropriados para solicitar auxílio no aeroporto e também para escolher refeição. Examine tudo com atenção.

Se tudo isso lhe parece complicado, contrate uma boa agência de turismo.

#Dica 6 | Escolha do hotel

  De que nível de acessibilidade você precisa? Algumas pessoas podem conseguir tarifas mais baixas em caso de menores limitações físicas. Para outras, já será necessário haver adaptações mais específicas.

Sugiro que você respeite com carinho suas necessidades e limitações. Fique em paz com elas. Não vale a pena abrir mão do conforto na hora de dormir, nem da segurança no banho – às vezes, o barato pode sair caro. Se você não estiver descansado e confortável, vai aproveitar menos sua viagem. Pode vir a ter dores e problemas musculares. Deixe para economizar em outros itens!

Ao escolher o hotel, certifique-se de que ele de fato oferece aquilo que você precisa. Por exemplo, mande um e-mail explicando o óbvio: “Não fico de pé e preciso tomar banho assentado. O hotel tem cadeira de banho?” Especifique o tipo de assento que você precisa: cadeira, tamborete, assento fixo à parede. Não tenha vergonha de ser óbvio. Num caso desses, é melhor pecar pelo excesso.

Confirme se a entrada não tem degrau.

Com qual equipamento você vai viajar? Scooter, cadeira de rodas manual, cadeira motorizada? Cada um deles requer condições específicas, para que você possa usar banheiro e elevador, por exemplo. Leve isso em consideração na hora de escolher.

Alguns hotéis só oferecem cama de casal; outros, só de solteiro. Confirme antes de fazer a reserva.

Examine as condições do quarto (guarda-roupa, espaço de giro, etc.)

Se você for cadeirante, pesquise se o quarteirão onde se localiza o hotel é plano. Isso facilitará seus deslocamentos.

Pesquise o entorno. É melhor quando há restaurantes, farmácia e lojas por perto, principalmente se você estiver sozinho.

Examine se o hotel fica próximo da rede de metrô ou das atrações turísticas. Assim, você gasta menos tempo em deslocamentos e sobra mais para conhecer o destino.

Nem sempre será possível atender a tantos critérios, até porque um hotel que atenda a todos eles será mais caro. Fique com o que for imprescindível para você. E relaxe quanto ao restante!

 #Dica 7 | Mala

A mala deve ser resistente. Ela não pode quebrar na primeira viagem, não é mesmo?

Deve ter no mínimo 4 rodinhas e giro de 360°, para facilitar os deslocamentos. Isso faz total diferença!

Use mala pequena ou média. Evite a grande, para facilitar transporte e deslocamentos.

Medicamentos e itens eletrônicos: vão na bagagem de mão

Itens que vai precisar durante o voo: coloque tudo separado num nécessaire e o mantenha consigo durante a viagem.

A mala não é um detalhe. Tenha juízo!

Apesar de todo o planejamento, lembre-se:

Nem tudo vai dar certo. O controle de tantas circunstâncias não está nas nossas mãos!

Se algo não acontecer do jeito que você esperava, não deixe que isso estrague sua viagem.

Meu conselho final, inspirada nas orientações culinárias de Bela Gil:

Você pode substituir perfeição por satisfação!

Aproveite o máximo possível a oportunidade! E agradeça ao universo por ela!

Espero que este post lhe seja muito útil.

Até a próxima, e grata pela companhia.


Laura

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