21/11/2017

Projeto MeViro




O que são essas oficinas que a MeViro organiza?

É um encontro onde pessoas que gostam de construir coisas e pessoas com deficiência se juntam para criar, de forma colaborativa, soluções para uma vida mais autônoma.

Onde acontecem as Oficinas?

Podem acontecer em qualquer lugar que comporte um grupo de até 20 pessoas, sendo que, dependendo da complexidade da oficina, precisaremos de um espaço que ofereça as ferramentas necessárias para construção. Para ficar sabendo das próximas, basta se cadastrar aqui ou nos seguir nas redes sociais.

Posso organizar uma oficina na minha cidade?

Mas é claro! Para isso existe o programa de Embaixadores. Mas se você tiver interesse mesmo, vamos conversar? Nos mande uma mensagem que retornamos logo!

Posso contratar ou patrocinar uma Oficina?

Sim. Se você tiver interesse de conectar sua marca a essa causa, basta entrar em contato conosco que retornaremos o mais breve possível. Fortalecimento de equipe, adaptação à lei de inclusão, ambiente acessível e marketing social são alguns dos benefícios que podemos trazer para sua empresa.

Fonte: MeViro

Atleta paralímpico Fernando Fernandes debate inclusão de pessoas com deficiência nos esportes

Evento promovido pelo Red Bull Basement no dia 22/11 também conta com workshop para criação de soluções makers na prática esportiva


São Paulo, novembro de 2017 – No dia 22 de novembro (quarta-feira), das 19h às 20h30, o Red Bull Station recebe o atleta paralímpico e campeão mundial de paracanoagem Fernando Fernandes para um bate-papo sobre soluções que ele desenvolve para a melhoria de seus treinos. Na palestra, Fernando vai dividir um pouco de sua história e falar sobre como é possível incluir pessoas com deficiência nos esportes. “Planejamento é a base de tudo. A partir dele, já surfei até em pororoca”, afirma.

Desde quando decidiu se tornar atleta, ele encarou a missão de criar soluções makers para praticar esportes. “Tive que criar soluções para tudo. Não havia a possibilidade de uma pessoa com paraplegia praticar canoagem, por exemplo. Encontrei maneiras adaptadas para entrar e me acomodar dentro do caiaque, posicionar o remo etc.”, conta.

Ao lado dele, Marcos Oliveira, criador do projeto MeViro (plataforma de projetos assistivos faça-você-mesmo, que conecta pessoas com deficiência), também conta sua experiência no universo maker e apresenta algumas das suas criações de “tecnologias vestíveis” e de impressão digital. Neste ano, Marcos foi um dos 15 selecionados pelo programa de inovação social Red Bull Amaphiko.

Esse bate-papo integra a programação do evento gratuito Soluções Makers para Inclusão de Pessoas com Deficiência nos Esportes, uma parceria do Instituto Fernando Fernandes e do projeto MeViro, que ainda vai selecionar 15 pessoas para participar de encontros no Red Bull Station em novembro e dezembro, com a finalidade de criar projetos para incluir pessoas com deficiência nos esportes. Inscrições e informações detalhadas sobre a iniciativa estão em: www.redbullstation.com.br e aqui.

SERVIÇO:

Bate-papo com Fernando Fernandes e Marcos Roberto, do MeViro
Data e horário: 22/11 (quarta-feira), das 19h às 20h30
Local: Red Bull Station (auditório) – Praça da Bandeira, 137, Centro. Tel.: 3107-5065
Ingressos: Grátis
Capacidade: 100 pessoas

Sobre o Red Bull Basement

O Red Bull Basement é um espaço de produção, pesquisa e difusão de projetos que exploram formas colaborativas de experimentação com mídias digitais. Tem como objetivo desenvolver a colaboração e troca entre pessoas e coletivos com diferentes perfis: programadores, hackers, desenvolvedores de software e makers. Conheça mais em www.redbullbasement.com.



Fonte: Agência Lema e Jornal Dia a Dia

20/11/2017

Vivência Jeep




Galera de Brasília 🔊🔊🔊🔊🔊🔊

A @fixeeventos promove mais um evento INÉDITO inclusivo junto com @jeepviamotors do aeroporto.

VIVÊNCIA INCLUSIVA!!!!

Dia: 24 a 26 de novembro 2017

No evento será realizado várias atrações.
1. Desafio de tênis de mesa- Disputa de 3 saques com  uns dos melhores atletas paraolímpicos de Brasília @aloi.lima e @guicostatm.

2.Vivência na cadeira de rodas- O visitante será convidado a jogar com os atletas.

3.Visitantes x robô- O visitante terá possibilidade de jogar com um robô de saques.

4. Palestras e bate papo com a Tenista @natibaptistaa, e os mesatenista Guilherme e Aloísio.

5. Teste drive com os Jeep adaptados, e consultoria.

6. Stand up com os @VaiCurupira, muita comédia e  humor.

7.  Comidinhas , sucos e sobremesa a vontade.

8. Muitos brindes.

Programação e  cadastrar para ganhar os brindes aqui http://jeepviamotors.rds.land/vivencia_pcd .

Eu estarei lá sábado e domingo com algumas novidades da @lojadocadeirante ♿

Participem deste final de semana inclusivo, e traga toda sua família.

17/11/2017

Dell e Prefeitura de São Paulo disponibilizam curso EAD de informática gratuito para pessoas com deficiência

Uma oportunidade para adiquirir conhecimento contando com horários flexíveis de estudo e acompanhamento de tutores durante todo o processo

Não há limites para o conhecimento! Com o intuito de promover a inclusão social e a profissionalização de pessoas com deficiência, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Dell e a Universidade Estadual do Ceará (UECE), disponibilizará gratuitamente vagas do Curso a Distância (EAD) de Informática Prática com recursos de acessibilidade. 

As aulas de extensão a distância visam a ensinar, na teoria e na prática, como usar softwares e aplicativos. O aluno contará com horários de estudo flexíveis e acompanhamento de tutores durante todo o processo, por meio da plataforma Dell Accessible Learning.


Curso de Informática Prática 

“Assim como qualquer outro ser humano, as pessoas com deficiência são perfeitamente capazes de exercer uma função no mercado de trabalho, desde que tenham acesso à educação e a oportunidade para desenvolver e demonstrar suas habilidades. Esse curso é uma das maneiras que encontramos para concretizar essa oportunidade”, afirma o secretário da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

A carga horária é de 70 horas com duração de seis semanas, iniciando em dezembro de 2017. Das vagas oferecidas, 20% são reservadas aos funcionários municipais com deficiência, estimulando assim a qualificação dos serviços públicos e o currículo do profissional. Saiba mais e faça sua inscrição aqui: http://bit.ly/2yP91pW 

A Lei de Cotas (Lei 8.213/91) determina que empresas com 100 funcionários ou mais destinem um percentual que varia de 2% a 5% das vagas de trabalho à pessoas com deficiência. A secretária- adjunta da Pessoa com Deficiência, Marinalva Cruz, aponta que muitas empresas alegam não cumprir a legislação em razão da falta de mão de obra qualificada. “Isso não é verdade. Existem profissionais qualificados e nós estamos trabalhando para aumentar esse contingente através de iniciativas como esse curso. O que falta são recrutadores que voltem seus olhares para as competências de cada um e não para a deficiência”, declara Marinalva.


Por Brenda Marques



Documentário acompanha bailarinas profissionais com deficiência visual

'Olhando para as Estrelas' é o resultado dos três anos que Alexandre Peralta passou com as dançarinas da única escola de balé para pessoas com deficiência visual do mundo. 'Queremos ser mais que exemplo'

por Xandra Stefanel, especial para RBA

Além de dançarina, Geyza também dá aula de balé e, na primeira parte do filme, prepara os detalhes para seu casamento. Thalia é uma de suas alunas adolescentes que está passando por todas as mudanças e desafios desta etapa da vida. A ausência da visão é apenas mais uma característica das duas e é exatamente isso que faz Olhando para as Estrelas ser bom: em nenhum momento, elas são reduzidas à condição de pessoa com deficiência. Ambas são retratadas primeiramente como bailarinas, mas também como profissionais, parceiras, noiva, mãe, estudante, filha etc.

Bom humor, companheirismo, amizade, amor, persistência e a certeza de que, a partir de uma oportunidade, o ser humano pode se reinventar e fazer muita diferença na vida de pessoas ao seu redor. É isso o que Alexandre apresenta. “Desde que começamos a gravar, sabíamos que o foco do filme não seria a deficiência. Nós queríamos conhecer a Geyza e a Thalia como elas realmente são, com seus sonhos, aspirações, desafios e inseguranças. Por isso, espero que as pessoas saiam do cinema sentindo-se muito próximas delas e de suas histórias. Acredito que a verdadeira inclusão vai acontecer quando deixarmos de dar tanta atenção para as nossas diferenças e focarmos mais no que temos em comum como seres humanos”, declara o diretor.

No final das contas, o que todo mundo quer é ser feliz. E é exatamente o que Geyza diz depois de ficar um tempo longe da dança para o nascimento de seu filho Lucas. “Eu estava me sentindo um pouco vazia sem a dança. A gente tem de ter pessoas para acrescentar e eu não acho que o Lucas é um obstáculo para eu estar no palco hoje. Eu queria mostrar para ele que a mãe dele em nenhum momento desistiu. (…) Eu quero dançar para ser feliz”.

Mesmo sendo uma bailarina profissional e tendo se apresentado em vários países, Geyza afirma que é preciso dar um passo além rumo a um outro tipo de reconhecimento. “Todos nós dentro da associação somos valorizados pelo exemplo e por tudo isso. A gente gosta de ser exemplo, sim, mas não dá para construir um futuro só sendo exemplo. A dança é uma bela arte realmente, mas desde que você consiga se sustentar através dela. Muitas (bailarinas) deixaram de dançar justamente por esse motivo.”

Talento, dedicação e responsabilidade não parecem faltar para essas mulheres e meninas que não deixam que a ausência de um dos sentidos seja um empecilho para que se dediquem, com o máximo de independência e autonomia, à paixão pela dança. Nas aulas de balé, é nisso que insistem os professores: os olhos (e os sonhos) devem estar sempre apontados para o céu. Este é – ou deveria ser – o único limite.


A estreia de Olhando para as Estrelas terá uma sessão especial nesta quinta-feira, às 19h, no Espaço Itaú de Cinema Augusta, em São Paulo. Depois da exibição, haverá um debate com a presença do diretor Alexandre Peralta, da professora e bailarina Geyza Pereira, da bailarina Thalia Macedo e da diretora da Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini.

Olhando para as Estrelas

Direção e montagem: Alexandre Peralta
Fotografia: Alejandro Ernesto Martinez e Guan Xi
Argumento: Alexandre Peralta e Larissa Sundfeld
Roteiro: Alexandre Peralta e Melissa Rebelo Kerezsi
Compositores da trilha original: Alexis & Sam
Produção: Alexandre Peralta, Alejandro Ernesto Martinez, Thais Peralta, Melissa Rebelo Kerezsi, Corina Maritescu, Mayra Ometto e Chao Thao
Produtores executivos: Camilla Belle, Sabrina Chammas, Leandro Peralta, Andre Peralta, Adriana Rodrigues, Ariadne Mazzetti e Jean Paulo Lasmar
Gênero: documentário
Ano: 2016
País: Brasil
Distribuição: Elo Company

Ponto de ônibus em Natal terão identificação de linhas em Braille

Natal vai ganhar os primeiros 185 abrigos de passageiros de ônibus com placas de identificação das linhas em Braille. O modelo foi divulgado nesta terça-feira (10) durante encontro com representações da Prefeitura do Natal, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn) e da Sociedade dos Cegos do RN.

De acordo com a secretária da STTU, Elequicina Maria dos Santos as placas serão instaladas nos pontos de ônibus em locais acessíveis ao toque do passageiro com deficiência visual, possibilitando a identificação das linhas de ônibus que operam naquela plataforma de embarque e desembarque de passageiros.

As placas contarão com o número de identificação das linhas de ônibus e deverão ser instaladas em locais bem acessíveis. O Braille é um sistema de leitura, por meio do tato, desenvolvido para cegos e criado pelo francês Louis Braille e sua leitura é realizada por meio da sensibilidade epicrítica do ser humano, ou seja, capacidade que as pessoas têm de distinguir, na polpa digital, relevos posicionados entre pontos.

Para o presidente da Sociedade do Cegos do RN, Ronaldo Tavares “a implantação desta sinalização contempla uma luta histórica para pessoas com deficiência visual na cidade de Natal e promove a autoestima destes usuários no sistema de transporte do município. Todos estamos de parabéns por essa conquista.”

14/11/2017

Deficiente visual tenta escalar 6 das maiores montanhas do mundo


Em um projeto pioneiro na América do Sul, o atleta e deficiente visual Eduardo Soares tentará conquistar os cumes de seis das maiores montanhas do mundo. Ele terá ao seu lado montanhistas não profissionais.

A experiência pela qual passarão visa a explorar o ambiente através dos sentidos e desenvolver nos participantes um senso de crescimento coletivo, inclusão e autoconhecimento.

A ideia da Grade6 Viagens, responsável pelo projeto Expedições Inclusivas, é proporcionar a deficientes físicos a oportunidade de praticar esportes de aventura de maneira acessível.

Os sócios da empresa e guias José Eduardo Sartor Filho e Carlos Santalena foram os líderes das duas primeiras expedições do projeto. Elas levaram o paratleta ao monte Elbrus, na Rússia, em agosto deste ano, e ao Kilimanjaro, na Tanzânia, em setembro.

“A inclusão reversa, somada às experiências na natureza, é uma poderosa ferramenta de desenvolvimento humano”, afirma Sartor Filho. “A natureza nos expõe a situações imprevisíveis e nos obriga a transformar problemas e obstáculos em soluções, e a convivência com a deficiência transforma limitações em caminhos criativos e facilitadores de soluções, além de provocar uma mudança de nosso olhar, pois passamos a focar nas potencialidades e não no que nos limita.

A próxima expedição de Eduardo Soares, que deve acontecer em 2018, será ao cume do monte Aconcágua, na Argentina --o maior das Américas. A etapa seguinte será a subida à Pirâmide Carstensz, a mais alta da Oceania, localizada em Nova Guiné.


O programa abrange, ainda, o icônico monte Everest, o maior do planeta, e um dos mais inóspitos e extremos, o Vinson, na Antártida. A trajetória do atleta está sendo registrada em um documentário e uma série de TV.

Créditos: divulgação/Grade6 Viagens


Candidatos surdos vão poder avaliar recurso de acessibilidade no Enem

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS
Os candidatos surdos ou deficientes auditivos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com a videoprova traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) vão poder fazer uma avaliação do recurso, que foi oferecido pela primeira. Um questionário de avaliação, no mesmo formato, com perguntas e respostas apresentadas em Libras, está disponível na Página do Participante do Enem.

A partir da avaliação dos participantes, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fará ajustes no recurso. A expectativa é que mais surdos e deficientes auditivos optem pela videoprova nos próximos anos.

O Enem 2017 teve 1.925 solicitações de atendimento especializado para surdez e 4.390 para deficiência auditiva. Além da videoprova era possível optar pelo Tradutor-Intérprete de Libras.

O recurso é importante porque muitos surdos e deficientes auditivos têm a Libras como primeira língua e o português como segunda língua, o que dificulta o entendimento da prova no formato tradicional.

Nesse ano, além da videoprova em Libras, o tema da redação do Enem foi Desafios para Formação Educacional de Surdos no Brasil.

Videoprova

Na videoprova traduzida em Libras as questões e as opções de respostas são apresentadas em Libras por meio de um vídeo. A videoprova tem o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular.

Cada participante recebe um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas são apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. O participante pode escolher qual área do conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir. A redação também deve ser escrita em português.


O novo recurso de acessibilidade do Enem foi desenvolvido pelo Inep e sua Comissão de Assessoramento em Libras, composta por professores, pesquisadores e especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), entre outros.

Fonte: DC

10/11/2017

CDH aprova mais autonomia para PCDs na escolha de seus curadores

O projeto, de autoria do senador Romário, garante direitos às pessoas com deficiência na escolha de seus curadores e foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou na última quarta-feira (8) projeto de autoria do senador Romário (Ppode-RJ) que oferece mais proteção às pessoas com deficiência submetidas à curatela. O PLS 262/2017 segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania em caráter terminativo.

A curatela é o exercício jurídico que determina uma pessoa como curadora dos maiores de 18 anos que não possuem condições físicas ou mentais de responder por seus atos civis como, por exemplo, administrar os próprios bens.

O projeto de Romário, que altera os parágrafos do Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015) que tratam deste tema, foi relatado na CDH pelo senador José Medeiros (Pode-MT).

– O projeto é altamente meritório porque visa corrigir descompasso cronológico que se instaurou no arcabouço jurídico do país em matéria de proteção à pessoa com deficiência. É bom que se note que o fez alinhando-se à tendência internacional de ampla promoção da autonomia da pessoa com deficiência – afirmou  Medeiros.

O senador Romário elogiou o relatório e frisou que que a luta pelos direitos das pessoas com deficiência precisa continuar.

– As coisas tem melhorado dia a dia, o preconceito vem diminuindo, mas ainda falta muita coisa para que eles tenham uma vida digna – disse Romário.

De acordo com o projeto, a pessoa submetida à curatela terá direito ao convívio familiar e a dar sua palavra ao juiz sobre a escolha do seu curador, entre outros direitos.

O projeto estabelece ainda que o Ministério Público só promoverá a curatela em caso de deficiência mental, intelectual ou doença mental grave; que, na entrevista com o interditando ou em qualquer outra fase processual, quando se tratar de pessoa com deficiência, o juiz será sempre assistido por equipe multidisciplinar; e que, em relação à sentença que decretar a interdição, o juiz nomeará curador, que poderá ser o requerente da curatela, fixando limites na forma da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa  com  Deficiência.

Com informações da Rádio Senado


MEC vai apoiar formação de professores para educação de surdos, diz ministro

O ministro da Educação,Mendonça Filho, 
concede entrevista ao programa 
Por Dentro do Governo, da TV NBR
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse hoje (6) que o Ministério da Educação (MEC) busca a ampliar acessibilidade e políticas de afirmação de surdos. Segundo ele, está incluído na proposta da Base Nacional Comum Curricular, a formação adequada de professores, “para que a gente possa ter uma política pública cada vez mais inclusiva, respeitando a condição específica dos surdos ou daqueles que têm deficiência auditiva no nosso país”.

Mendonça Filho participou hoje do programa Por Dentro do Governo, produzido pela TV NBR, e comentou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio deste ano: Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil.

Segundo o ministro, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro, é quem subsidia as políticas públicas para surdos no âmbito do MEC e apoia a sua implementação pelas esferas subnacionais de governo. “Na ponta, quem tem a responsabilidade direta por essas políticas públicas são os estados e municípios. Cabe ao Ministério da Educação induzir e apoiar politicas nacionais de inclusão geral e específicas”.

Com mais de 160 anos de existência, o Ines produz material pedagógico, fonoaudiológico e de vídeos em língua de sinais, distribuídos para os sistemas de ensino. Além de atender em torno de 600 alunos, da educação infantil ao ensino médio, o instituto também forma profissionais surdos e ouvintes no Curso Bilíngue de Pedagogia.

Para Mendonça Filho, a língua brasileira de sinais (Libras) precisa ser cada vez mais incorporada na política educacional brasileira. Por isso, desde 2013, em parceria com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), o Ines disponibiliza conteúdo audiovisual acessível ao público surdo e aulas de Libras, por meio da TV INES.

Abstenções no Enem

Segundo o ministro da Educação, a abstenção de 30,2% no primeiro dia de provas do Enem seguiu os patamares de anos anteriores. Entretanto, para ele, é preciso reduzir esse número. “Preparamos o exame para 6,7 milhões de inscritos e não tivemos todos eles comparecendo à prova. Isso significa um desperdício. Se alguém tem uma motivação de força maior ou de doença é compreensível, mas outros que se inscrevem e não comparecem por razão mais banal, não é razoável. Estamos aplicando cerca de R$ 90 por prova e isso é dinheiro tirado do contribuinte”.

Ontem (5) foi o primeiro dia do Enem, com provas de redação, linguagens (língua portuguesa e língua estrangeira) e ciências humanas (geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais). O segundo dia de provas será no próximo domingo (12), com questões de matemática e ciências da natureza.


Fonte: Isto É 

08/11/2017

Passa a valer lei que torna todos assentos de ônibus e Metrô preferenciais no DF

Medida beneficia idosos, grávidas, mulheres com crianças de colo e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Regra tinha prazo de 60 dias para entrar em vigor.

Ônibus na Rodoviária do Plano Piloto (Foto: TV Globo/Reprodução)
Passa a valer nesta quarta-feira (8) a lei que torna todos os assentos de ônibus e do Metrô do Distrito Federal prioritários para idosos, grávidas, mulheres com crianças de colo e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A novidade tinha sido publicada no Diário Oficial em setembro e tinha prazo de 60 dias para entrar em vigor.

A reportagem da TV Globo entrou em ônibus e vagões do Metrô na terça e verificou que nem todos os coletivos tinham avisos ou sinalização, colocados durante este período de "adaptação".

Pela manhã desta quarta, no entanto, tótens na Rodoviária do Plano Piloto já alertavam sobre a lei. O Metrô informou que vai colocar avisos no sistema de som, de circuito de TV e adesivos nas paredes.

Em entrevista, o diretor do DFTrans, Léo Carlos Cruz, afirmou que não será feita fiscalização ostensiva para verificar a aplicação da lei. "Muito mais do que o caráter punitivo, a gente entende que ela tem caráter educativo e pedagogico", declarou.

"Da mesma forma como é praticada e fiscalizada a lei antifumo, a própria sociedade vai ajudar na aplicabilidade da lei, e motoristas e cobradores têm prerrogativa de orientar o usuário", continuou Cruz. "Em razão de conflito, podem solicitar ajuda de apoio policial. Mas não acredito que isso será preciso."

Projeto

O projeto foi sancionado integralmente pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e é de autoria do deputado distrital Cristiano Araújo (PSD). Ele determina que estações e os próprios coletivos tragam avisos alertando para a nova regra.
Na prática, significa que um passageiro sentado terá de se levantar se alguma pessoa beneficiada pela medida estiver sem lugar. A lei diz que não vai ser necessário fazer nenhuma mudança estrutural nos coletivos.

Ao defender o projeto, o deputado Cristiano Araújo afirma que, por haver assentos preferenciais devidamente identificados, "muitas pessoas" acham que não é necessário ceder espaço. Para ele, a intenção é "reforçar o exercício da cidadania e o respeito ao próximo".

"Cabe ao governo fiscalizar e realizar campanhas publicitárias para orientar os passageiros", disse o deputado à época em que a lei foi publicada ao G1.

Fonte: G1

Projeto de lei quer acelerar adoção de crianças com deficiência; no DF houve só uma desde 2015

Projeto agiliza processo para crianças com alguma deficiência ou doença crônica; aprovação depende de sanção presidencial. No DF, das 117 adoções realizadas desde 2015, apenas uma criança tem deficiência.

Foto: TV Globo/Reprodução

O Senado aprovou na última quarta-feira (25) um projeto de lei que agiliza os processos de adoção em casos de crianças com alguma deficiência ou doença crônica. A medida só terá validade ser for aprovada pelo presidente, Michel Temer. Em todo o país, há 47.486 crianças em abrigos à espera de uma família, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Somente no Distrito Federal, nos últimos três anos 117 crianças foram adotadas – sendo apenas uma deficiente. A analista de sistemas Raquel Nunes esperou quatro anos na fila de espera da adoção para conhecer o filho Marcelo, que tem paralisia cerebral.

“Meu filho mudou tudo na minha vida, primeiro porque me ensinou o amor que eu não sabia que existia. Eu achava que o amor de mãe adotiva ia ser com o tempo e a grande verdade é que não existe diferença.”

Logo que nasceu, Marcelo ficou internado em uma UTI neonatal e, segundo a mãe, o diagnóstico médico era pouco esperançoso. “[Disseram que] ele não ia nem andar e nem falar, mas meu filho é um grande milagre. Eu costumo dizer que isso tem a ver com o amor mesmo”, disse Raquel. Hoje, no entanto, o filho corre, brinca e se comunica.

Assim como Marcelo, outras crianças com deficiências e até grupos de irmãos devem ser incluídos no Estatuto da Criança e do Adolescente como prioridades nas varas de adoção. O projeto, de autoria do deputado Augusto Coutinho (SD-PE), também formaliza o apadrinhamento.

Pessoas ou empresas vão poder ajudar no desenvolvimento de crianças e adolescentes incluídos em programas de acolhimento. O objetivo é garantir apoio, principalmente, para as crianças com menores chances de adoção.

O texto também permite a inclusão no cadastro de adoção de recém-nascidos e crianças mantidas em abrigos que não forem procuradas pela família biológica em até 30 dias. Mães adotivas passarão a ter direito à licença maternidade e o prazo máximo para a conclusão do processo será de 120 dias.

Para a coordenadora do Núcleo de Infância e Juventude da Defensoria Pública, Gabrielle Bezerra, a criação de prioridades na fila e os benefícios trabalhistas como forma de incentivar a adoção tem efeitos limitados. Segundo ela, é preciso melhorar a preparação dos pais na fila da adoção.

“Os processos de adoção bem sucedidos são aqueles em que há uma doação por parte dos pais em se dedicarem a realmente serem pais daquele filho”, disse. “Ser pai ser mãe é realmente como se fosse uma missão na vida, entendeu?”

Fonte: G1

'Fiquei muito feliz', diz candidato com deficiência auditiva sobre redação do Enem

Com ajuda de aparelho, Felipe Jones tem 80% da capacidade auditiva | Katna Baran

Por Katna Baran, de Curitiba

O estudante Felipe Jones, de 20 anos, saiu sorrindo do primeiro dia de provas do Enem, na PUC-PR, em Curitiba. Ele é deficiente auditivo desde que nasceu e, com a ajuda do aparelho, tem 80% da capacidade auditiva.

Por possuir bom nível de oratória e audição, ele não precisou fazer a prova com assistência da linguagem de libras, novidade nesta edição do teste. Mesmo assim, se sentiu representado com o tema da redação do Enem.

— Não sei se isso vai fazer com que as pessoas mudem a visão sobre nós, mas é um grande passo na representatividade — diz o estudante, que relata ter sofrido bullying na infância e, até hoje, se sente discriminado em alguns lugares. — Na semana passada mesmo fui ao shopping e fui muito mal-tratado por um funcionário só por causa do meu aparelho. Outro dia fui lá novamente, com meu pai, para alertar o gerente sobre o comportamento dele. Um indivíduo pode estragar uma visão de sociedade.

Para ele, que faz parte de um clube de futebol para surdos, é necessário que as pessoas aprendam mais não só sobre a deficiência auditiva, mas sobre as dificuldades que passam outros deficientes.

— Tenho um amigo que está cursando várias faculdades ao mesmo tempo. Muito inteligente. E é totalmente surdo. Nós somos pessoas normais, tanto eu, que tenho maior capacidade de audição e oratória, como os que não as possuem — desabafa.

Com a nota do Enem, Felipe pretende cursar Engenharia Mecatrônica.

— Fiquei muito feliz — resume sobre o tema da redação.

Em todo o Estado do Paraná, foram realizadas 90 videoprovas.

Fonte: O Globo

06/11/2017

CCJ aprova uniformização de referências a pcds na Constituição

Proposta de Emenda à Constituição altera a redação de dez artigos constitucionais e segue agora para dois turnos de discussão e votação no Senado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou proposta que uniformiza, na Constituição Federal, as menções às pessoas com deficiência. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2017 altera a redação de dez artigos constitucionais e segue agora para dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado.

O texto, proposto pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN), reformula dispositivos da Constituição para adequá-los aos termos da Convenção Internacional sobre o Direito das Pessoas com Deficiência. Ele incorpora a expressão “pessoa com deficiência” – utilizada na convenção – ao texto constitucional brasileiro.

Fátima observou que a Constituição convive com uma pluralidade de referências às pessoas com deficiência. Em dispositivos da época de sua promulgação, se vale de expressões inadequadas como “pessoa portadora de deficiência” ou “portador de deficiência”. Em outros mais recentes, pós-convenção, já adotou a terminologia mais moderna e correta.

Singeleza

Mais do que conveniente, o relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), considerou um imperativo a reformulação dos dispositivos constitucionais relativos às pessoas com deficiência.

— É uma alteração singela, para uniformizar a nomenclatura na Constituição, determinada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Uniformiza o tratamento, colocando em todos os dispositivos a expressão adequada, pessoa com deficiência — observou, durante a votação.


Redação do Enem: especialistas em educação de surdos sugerem argumentos para o texto

Tema é motivo de comemoração por estudiosos do tema. Professores ouvintes e surdos expõem suas ideias.


O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”, acompanhou a importância que a prova passou a dar aos alunos surdos – pela primeira vez, há a versão em vídeo para os candidatos que não são ouvintes.

"Ser o tema do Enem é uma forma de expandir a discussão para todos os alunos. Os surdos devem fazer parte da sociedade e ter consciência disso é parte importante do processo", afirma Cyntia Teixeira, doutoranda da PUC-SP e professora no Instituto Federal de São Paulo.

O G1 entrevistou especialistas no assunto para entender quais os tópicos que poderiam ser abordados no texto.

Carência de intérpretes

O primeiro ponto ressaltado é o diagnóstico do sistema educacional do Brasil. “Existe a carência de intérpretes capacitados para atuar em escolas e universidades, por exemplo. A formação costuma ser generalista”, afirma Carla Sparano, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Linguística Aplicada e Estudos de Linguagem na PUC-SP.

O professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, explica que a formação desses profissionais costuma ocorrer em ambientes informais, como em espaços religiosos e familiares.

Resistência à inclusão

Everton reforça que, apesar de a legislação proibir, há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete.

“E nas públicas, o quadro não é diferente: a lei não é sempre cumprida. Dou aula no município de Mauá (SP) e lá temos um intérprete de Libras para cada aluno surdo. Mas isso é exceção: não ocorre em todas as escolas municipais, muito menos nas estaduais”, afirma.

Compreensão equivocada do conceito de incluir

É importante ressaltar que incluir vai muito além de aceitar a matrícula do aluno com deficiência. A mera presença da criança surda na escola não garante que ela esteja incluída. É preciso adaptar atividades e investir na formação de docentes, por exemplo, além de reforçar a relação entre escola, família e comunidade.

“O professor necessita compreender as necessidades do aluno surdo, entender que é preciso investir em uma pedagogia mais visual. Não dá para aplicar uma atividade separada para o aluno com deficiência. É preciso adaptar as tarefas para a sala inteira”, diz Carla Sparano.

A importância do coletivo

Cyntia Teixeira diz que a educação dos surdos não deve ser uma preocupação apenas da comunidade deles. É preciso que o coletivo se mobilize para aprender a dominar Libras. “Se fosse uma preocupação de todos desde a infância, a inclusão no mercado de trabalho deixaria de ser um obstáculo, por exemplo”, afirma.

Uma das propostas de intervenção na redação poderia ser essa, inclusive: a disciplina de Libras só existe nas licenciaturas e nos cursos de pedagogia e de fonoaudiologia, segundo o decreto nº 5626, de 2005. “Mesmo nesses casos, é mais uma reflexão sobre o assunto que um aprendizado”, diz o professor Everton. “Deveria existir uma formação desde a escola e em todas as graduações.”

Escolas inclusivas x escolas bilíngues

Existem especialistas que defendem a importância das escolas bilíngues (Libras-português) exclusivas para surdos – em vez de apostarem na inclusão em colégios regulares.

“A política de inclusão vale para cegos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual, que compartilham a mesma língua: o português. Eles necessitam de adaptações de conteúdo ou arquitetônicas no prédio, por exemplo. No caso dos surdos, a grosso modo, o que deve ser oferecido é a educação na língua em que eles falam: Libras”, explica Daniela Takara, professora em uma escola municipal bilíngue em São Paulo.

“O que é necessário para um surdo obter sucesso escolar é um lugar onde as pessoas consigam de fato se comunicar com ele e, a partir da discussão, trocar informação, construir conhecimento. O português está para o surdo assim como inglês está para nós. É a segunda língua”, completa.

Karin Strobel é surda, professora de Libras-Letras na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora do livro "As imagens do outro sobre a cultura surda". Ela concorda com a importância da criação de escolas bilíngues para a primeira etapa de ensino – só depois de dominarem Libras é que os alunos deveriam ser incluídos nas escolas regulares. “A contratação dos intérpretes em escolas regulares é importante para os adolescentes, no ensino médio, por exemplo. Mas em ensino infantil e fundamental, é preciso introduzir Libras, investir na pedagogia visual, nos materiais didáticos próprios para eles”, explica.

“Tenho um filho surdo que estudou em escolas inclusivas da prefeitura e do Estado, mas os professores eram despreparados. Aos 11 anos, ele está agora com professores bilíngues e colegas surdos, aprendendo de verdade”, conta.


Fonte: G1
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