19/05/2015

Vaga na Paralimpíada do Rio na mira



Design de joias, Anne Pacheco banca prática do esporte e cobra apoio para treinamentos

Era para ser apenas hobby, experiência para algo novo. Mas, aos poucos, a prática do tiro com arco mudou a vida de Anne Pacheco, de 28 anos. Agora, a belo-horizontina busca uma vaga na Paralimpíada do Rio em 2016 na categoria recurvo adulto feminino W2.

“Pesquisei e encontrei em Belo Horizonte a Federação Mineira de Arco e Flecha (treinos na área externa do Mineirinho). Fiz uma aula experimental e tive identificação imediata. Nunca tinha feito esporte como cadeirante. Vi que era uma coisa para praticar e evoluir”, afirma.

E a agenda anda lotada. No fim de semana passado, ela disputou um torneio paralímpico na Holanda. Como outras competições internacionais, a pontuação será importante na luta por uma vaga aos Jogos Paralímpicos do Rio entre 7 e 18 de setembro do ano que vem.

Em outubro, Anne marcará presença no Campeonato Brasileiro Paralímpico, em Goiânia. Em relação ao Para-Pan de Toronto – entre 7 e 15 de agosto deste ano – há apenas uma terceira vaga aberta, que depende ainda de definição por parte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

“Venho treinando cada vez mais, venho evoluindo. E é com essa seriedade com que levo o esporte, que hoje tem um papel muito importante na minha vida, que mantenho o foco para competir em 2016”, ressalta.


CONQUISTAS


Anne começou a prática do esporte em março de 2013. O impulso veio por meio da TV, ao assistir a prova de tiro com arco na Olimpíada de Londres, em 2012. São pouco mais de dois anos de competição.

Na primeira participação dela em uma disputa de alto nível, a atleta abocanhou a medalha de ouro no Brasileiro, em 2013, em Belo Horizonte. Depois, veio a de prata pelo Mineiro, no ano passado, ambas na categoria recurvo adulto feminino W2.


Para Anne Pacheco, além de concentração, é necessário total entrega ao tiro com arco. Ela dedica seis dias da semana – exceto às quartas –, com quatro horas de treinamentos diários (normalmente das 7h às 11h) e muita disciplina. “Tenho um planejamento alimentar com nutricionista, além de trabalho de fortalecimento muscular em academia”, ressalta.


Competindo desde 2013, ela arranja tempo para conciliar o esporte com outra paixão: o trabalho de design de joias. “Sou autônoma. Assim, tenho flexibilidade nos horários e fica fácil conciliar”, afirma.


Até hoje ela arca com as despesas para a prática do tiro com arco. Inclusive, bancou boa parte dos recursos para a viagem a Holanda, onde competiu no último fim de semana. Sem patrocínio ou ajuda maior dos órgãos oficiais, a atleta busca uma solução por meio de projeto com base na Lei de Incentivo ao Esporte. “Busco esse apoio para os treinamentos até a Paralimpíada”, disse.


Cadeirante desde os 14 anos, ela evita falar sobre o assunto. Anne Pacheco diz que não encontra limites para a prática do esporte. “Meu foco é a Rio 2016. Pensei em colocá-lo mais perto. Depois, vou avaliar como vai ser o futuro. Agora, é um esporte com o qual me identifico muito e, a princípio, não pretendo parar”, enfatiza.


“Meu foco é a Paralimpíada do Rio. Depois, vou avaliar como vai ser o futuro. O tiro com arco é um esporte com o qual me identifico muito, e não pretendo parar”, Anne Pacheco – Atleta paralímpica.


Fonte: Jornal Hoje em Dia por Pedro Artur.
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