12/12/2012

Livro A imagem do pensamento - Libras


   O último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2010, revelou cerca de 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva. A deficiência auditiva severa foi declarada por mais de 2,1 milhões de pessoas. Dessas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão têm grande dificuldade de ouvir.
    Mesmo com a falta de um dos sentidos, esses brasileiros conseguem se comunicar com outras pessoas, por meio da linguagem dos sinais, no Brasil denominada Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para possibilitar uma melhor compreensão dos parâmetros dessa forma de comunicação, a Escala Educacional lança A Imagem do Pensamento – Libras, das especialistas em Libras Sueli Ramalho Segala e Catarina Kiguti Kojima.
   Este livro é o resultado de anos de trabalho em busca de novas possibilidades de comunicação e socialização dos deficientes auditivos. Esta edição, em volume único, organiza conceitos abstratos, palavras e frases comuns. Destina-se, portanto, ao leitor surdo, a familiares, amigos e a qualquer pessoa – surda ou não – que pretenda aprender esta importante forma de comunicação.  
   Para as autoras, “o livro é sua contribuição no processo de inclusão dos surdos, uma obra útil a todos aqueles capazes de respeitar os semelhantes, sobretudo quando são diferentes.”

Sobre as autoras
   Sueli Ramalho Segala é professora, intérprete, atriz e escritora. Atualmente, coordena o departamento de Libras da UniSant'anna (SP).  No Brasil, faz trabalhos de intérprete em fóruns e congressos. É surda e poliglota em 32 línguas de sinais;
  Catarina Kiguti Kojima é arte-educadora, pedagoga especializada na Educação dos Deficientes Auditivos, com curso de Libras I e II da Feneis/SP.

Ficha Técnica:
Obra: A Imagem do Pensamento - Libras
Autoras: Sueli Ramalho Segala e Catarina Kiguti Kojima
Editora: Escala Educacional
Número de páginas: 395
Preço: R$ 68,70
www.escalaeducacional.com.br
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2 comentários:

  1. Infelizmente no nosso País o deficiente auditivo não tem vez. Se fala em inclusão do deficiente junto a sociedade, contudo se esquecem do deficiente auditivo. O deficiente auditivo não possui sequer o direito de ir a uma igreja e compreender o que esta sendo dito, necessita constantemente de um ouvinte em sua companhia para tudo. Não possui sequer o direito a sua privacidade, aos seus pensamentos, as suas angustias e até mesmo as suas alegrias, tudo precisa ser compartilhado com um ouviente.

    Nas escolas públicas a criança com deficiente auditiva é literalmente jogada dentro da sala de aula, e necessita da caridade dos coleguinhas ou da sensibilidade da professora para tentar entender o que esta sendo dito. E não hora do recreio as outras crianças se comunicam com o deficiente aos berros, aos gritos, ou seja é colocada na sala de aula para sofrer bullyng...

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  2. Realmente ainda existe muito preconceito e discriminação não só ao deficiente auditivo, mas a todos os tipos de deficiência. Graças a nossa luta as coisas estão melhorando aos pouco e espero que em pouco tempo tenhamos um mundo mais inclusivo e menos preconceituoso.

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