20/02/2015

Paraná fornece bengalas para deficientes visuais

Para facilitar a mobilidade dos paranaenses com deficiência visual, o Governo do Estado iniciou na sexta-feira (13), em Curitiba, a distribuição de bengalas longas flexíveis que auxiliam na locomoção de pessoas cegas. Nesta primeira etapa, os 45 novos equipamentos vão beneficiar usuários do SUS previamente cadastrados no Instituto Paranaense de Cegos (IPC) e que já tenham indicação médica para utilizá-los.

A ação foi possível graças a uma parceria entre a Secretaria Estadual da Saúde, o Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp) e o IPC, que levantaram as demandas deste grupo de pessoas e elaboraram um projeto para o fornecimento gratuito das bengalas. A medida faz parte da política estadual de atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, que está sendo fortalecida em todo o Paraná.

“O uso desta bengala trará mais qualidade de vida às pessoas cegas, pois é uma das alternativas indicadas pelos médicos para garantir mais autonomia ao indivíduo”, disse a superintendente de Atenção à Saúde, Márcia Huçulak. Segundo ela, a mudança também tem reflexos positivos na saúde da pessoa, que se sente mais independente.

DEMANDA – De acordo com um levantamento preliminar, pelo menos outras 200 pessoas cadastradas no Instituto Paranaense de Cegos estão aptas a receber o equipamento. Cada caso será avaliado pela direção do IPC, que organizará todo o processo para a solicitação do instrumento.

A diretora do Comesp, Neusa Swarowski, afirma que todas as bengalas são fabricadas de acordo com as necessidades de cada pessoa. O equipamento é produzido sob medida pelo Programa de Tecnologia Assistiva da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Prota-UTFPR), em Curitiba.

PREPARAÇÃO – O diretor da entidade, Enio Rodrigues da Rosa, explica que além das bengalas, são ofertadas aulas de orientação em mobilidade para os usuários. “O objetivo é ensiná-los a se locomover sozinhos, seja através do uso da bengala, do cão-guia ou do guia-vidente [pessoa que enxerga e é treinada para a condução]”, ressaltou.

Enio conta que essa preparação é importante para tornar o processo de locomoção mais seguro. “Ensinamos técnicas que evitam acidentes, sobretudo na travessia de ruas e no deslocamento em calçadas”, completou.

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