16/04/2014

Projeto cão guia está precisando de apoio

O Projeto foi idealizado buscando o princípio de igualdade física e a reintegração da pessoa com deficiência visual na sociedade, nos setores econômicos e educativos, fornecendo-os locomoção segura por meio do cão-guia, qualidade de vida, saindo da esfera de sistemas compensatórios que hoje imperam no mercado social.


O vínculo entre as ações do Projeto com as políticas sociais neste segmento foram primordiais para a regulamentação do treinamento e uso de cães-guia no Brasil (Decreto nº. 5.904/2006, que regulamenta Lei Federal nº 11.126/2005 e Distrital nº 2.296/2002); bem como orientação e auxílio ao INMETRO nos parâmetros para controle de qualidade neste tipo de prestação de serviço.


As primeiras turmas capacitaram utilizadores de cães-guia residentes no Distrito Federal. No entanto, após intensa publicidade na novela da rede Globo: América, o personagem “Jatobá”- interpretado por Marcos Frota, em companhia de Quartz, cão-guia do Projeto, foram recebidas centenas de inscrições de candidatos residentes em outros Estados do Brasil. Atendendo a esta demanda, já foram distribuídos 26 cães para o Distrito Federal e 14 para outros Estados (BA, ES, MG, PE, SP, RJ, RN). Quarenta pessoas com diversos tipos de deficiências visuais já foram beneficiadas com as ações do projeto.

Treinamento
O treinamento de cães é inserido numa estrutura, num processo mais amplo, composto por diversas etapas, que passam pelo processo de seleção genética de matrizes (fêmeas) e padreadores (machos), reprodução e nascimentos assistidos, socialização dos filhotes, seleção dos animais compatíveis com a finalidade, treinamento específico para a função, adaptação ao deficiente visual e, finalmente, entrega do animal ao seu utilizador.

Como funciona?
A execução do Projeto utiliza a seguinte metodologia:

Seleção do animal: Dentre as raças caninas a mais utilizada para o serviço de guia é o Retriever do Labrador, que se destaca por apresentar um bom caráter e a capacidade de se adaptar a diversas situações. São cães fiéis, inteligentes e de natureza amigável, mas, principalmente pela adaptabilidade e estatura. Os cães utilizados no projeto são originários do Programa de Reprodução do Centro de treinamento, onde procuramos selecionar o temperamento ideal para um cão guia.
   
Treinamento: Os filhotes nascidos no centro de treinamento são avaliados aos dois meses e entregues às famílias hospedeiras, que após, passarem por uma seleção socializarão os filhotes até um ano de idade, recebendo do Projeto ração, material específico, assistência veterinária e técnica, medicações e o que se fizer necessário.

   
Rotina de Assistência ao Cão: A rotina dos trabalhos no Centro de Treinamento de Canil demanda trabalho 24 horas por dia. Os cães, como suas instalações, têm que ser higienizados, alimentados, levados a passeios e medicados quando necessário suporte na maternidade tanto às matrizes quanto às suas crias, uma série e atividades executadas por pessoal qualificado para tanto. Estima-se que o investimento em cada cão, do nascimento ao final de sua formação e entrega ao utilizador remonta cerca de R$30.000,00. O cálculo engloba os gastos da ninhada, seleção, socialização, treinamento e da adaptação ao deficiente, levando-se em conta que até 50% de uma ninhada podem não chegar ao fim a que se destinam, mas todos os cães terão custos até essa definição.

Família hospedeira


O que é, e o que faz uma Família Hospedeira?

É uma família voluntária que hospeda um filhote de labrador do Projeto a partir dos 02 meses de idade até 01 ano e meio, aproximadamente. A família hospedeira participa da 1ª etapa do processo de formação de um cão-guia (a socialização). É responsável por levar e educar o cão aos mais diversos ambientes (interior e exterior da casa, shoppings, metrô, ônibus, carro, ambientes de estudo e trabalho) esse é o período de socialização. É responsável também por colaborar para o desenvolvimento satisfatório do cão, contribuindo em: sua saúde, prevenção de problemas e educação.

Quais são os requisitos necessários para se tornar uma Família Hospedeira?

É necessário que o principal responsável tenha idade superior a 18 anos, morar em casa, gostar de cães, paciência, disposição para colaborar e aprender, tempo disponível para realizar as atividades de socialização. A família interessada passa por um processo de seleção e avaliação. Quando selecionada, a família é incluída no Programa de Famílias Hospedeiras. Durante todo o período de SOCIALIZAÇÃO, a família e o cão, recebem todo acompanhamento veterinário, acompanhamento dos treinadores, acompanhamento psicológico e apoio administrativo para aprender e receber orientações técnicas sobre como lidar com um cão em socialização. É necessário que o principal interessado tenha consciência que o processo de socializar um cão envolve todos os integrantes da casa.

O que acontece após o término da SOCIALIZAÇÃO do filhote?

Depois do período de SOCIALIZAÇÃO, o filhote retorna ao centro de treinamento para realizar uma série de avaliações. Após a conclusão das avaliações é iniciado o treino específico, com a equipe de treinadores de cães-guia.
Quais são as vantagens em se tornar uma Família Hospedeira?

Realizar um trabalho nobre, em prol de outro ser humano que terá sua vida modificada pelos olhos de um cão-guia. O trabalho bem feito de uma família hospedeira reflete no futuro do brilhante cão-guia do filhote que foi socializado poderá se tornar.

A família
 SOCIALIZADORA desempenha um papel de educação e sensibilização da sociedade com relação à permanência do cão, do conhecimento sobre esse trabalho, a disseminação da existência do projeto cão-guia em Brasília. É uma oportunidade de fazer a diferença e melhorar a qualidade de vida de pessoas com Deficiências Visuais.
Se você considera que preenche os requisitos favoráveis para se candidatar a uma FAMÍLIA HOSPEDEIRA, você poderá enviar um e-mail para
caoguia.voluntariado@gmail.com, e aguardar o contato do Projeto.

* Cadastramos os interessados em hospedar um cão, mas, ainda não há previsão de data de seleção de novas famílias hospedeiras.

Você vê só um cachorro. O cego vê o mundo.

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