16/06/2013

Implantação da Dança Esportiva em Cadeira de Rodas no Brasil

A dança em cadeira de rodas surgiu na década de 60 na Europa, em forma recreativa, depois se difundiu para o resto do mundo. (KROMBHOLZ, 2001). 

Uma das possibilidades desta dança é a versão esportiva, que incentiva a competição entre casais, sendo eles formados por uma pessoa usuária de cadeira de rodas e a outra não.

Esta forma de competição é apoiada oficialmente pelo Comitê Paraolímpico Internacional (CPI) e chegou ao Brasil oficialmente em 2001, quando foi realizado o primeiro campeonato brasileiro da modalidade.

Durante esses 11 anos de DECR observou uma evolução deste esporte no Brasil, onde surgiram novos adeptos a cada ano, embora nem todos continuem a praticá-la; 11 competições oficiais ocorreram até o ano de 2012, na modalidade danças latinas, envolvendo dançarinos na classe LDW1 (com maior comprometimento motor) e na classe LDW2, provenientes de estados brasileiros: Bahia, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Durante esses 11 anos a confederação brasileira de DECR também promoveu junto aos campeonatos cursos de DECR de nível internacional trazendo professores de diversos países como: Alemanha, Grécia, Holanda e Israel.

A confederação junto aos clubes filiados buscou também ao longo destes anos levar os campeonatos Brasileiros para os diversos estados para que esta modalidade fosse cada vez mais se difundindo no Brasil passando pelos estados de: Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Sul e Pará Todos os campeonatos em nível nacional obtiveram a chancela do CPI.

Os campeonatos na maioria das vezes ocorrem em paralelo com algum evento científico, que discute questões relativas a DECR, em diferentes aspectos.

As pessoas que têm se interessado por esta prática possuem limitações físicas decorrentes de lesões no sistema nervoso central, causadas por poliomielite, traumatismos medulares, paralisia cerebral, dentre outras.

A DECR ganhou um espaço social, sendo divulgada pela mídia, como um espetáculo que traz emoções e auxilia na inclusão social, oferecendo novas possibilidades para a pessoa com deficiência física, mostrando que a dança possibilita uma nova visão do deficiente na sociedade.


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