7 curiosidades que você precisa saber sobre os Jogos Paralímpicos

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 A partir do dia 24 de agosto deste ano, será realizada a 16ª edição dos Jogos Paralímpicos, o maior evento esportivo do mundo

* Por Fernanda Zalcman


Apesar da pandemia, a expectativa é que mais de 4 mil atletas estejam em ação em Tóquio, capital do Japão. E para marcar a contagem regressiva, o Guiaderodas preparou uma lista de curiosidades sobre as Paralimpíadas. Confira!

1. Primeira edição

A primeira Olimpíada da Era Moderna foi realizada em 1896, em Atenas. Já a primeira edição dos Jogos Paralímpicos aconteceu apenas em 1960, em Roma, na Itália. Sua origem vem de Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições esportivas para pessoas com deficiência física como forma de reabilitação para militares feridos na Segunda Guerra Mundial. Já a primeira Paralimpíada de Inverno aconteceu 16 anos depois, em 1976.

2. Símbolo próprio

Diferentemente dos tradicionais anéis olímpicos, os Jogos Paralímpicos têm um símbolo próprio: são arcos em vermelho, verde e azul, que representam o lema “espírito em movimento”. 

3. Nomenclatura polêmica

A nomenclatura dos Jogos é algo polêmico até hoje. Isso porque até 2011, no Brasil, as competições eram chamadas oficialmente de “Paraolimpíada” ou “Jogos Paraolímpicos”. No entanto, naquele ano, o Comitê Paralímpico Internacional determinou que todos os comitês nacionais padronizassem o termo “Paralimpíada”, o que foi acatado pelo Brasil. 

O termo contraria a morfologia da palavra em português, já que no processo de junção, a vogal final do primeiro elemento é suprimida e não a vogal inicial do segundo elemento. Assim, por essa regra, o termo que deveria ser usado é “Parolímpico”. No entanto, as entidades continuam adotando a palavra “Paralímpico”. 

4. Modalidades

O programa oficial das Paralimpíadas é composto por 27 modalidades diferentes. Em Tóquio 2020, serão 22 disputadas, sendo que o badminton e o taekwondo farão sua estreia nos Jogos, substituindo a vela e o futebol de 5. Além disso, vale destacar que algumas modalidades são adaptadas, como natação e atletismo, enquanto outras são exclusivamente para atletas paralímpicos, como a bocha e o goalball. 

Goalball (Divulgação)

5. Diferença entre atleta olímpico e paralímpico

Muitas pessoas podem imaginar que a diferença de rendimento entre um atleta olímpico e um paralímpico é bastante grande. Mas não necessariamente. A prova disso é que existem atletas que já competiram tanto nos Jogos Olímpicos, quanto nos Paralímpico, como o velocista sul-africano Oscar Pistorius e a mesa-tenista polonesa Natalia Partyka. 

6. Medalhas inclusivas

Pela primeira vez na história dos Jogos Paralímpicos, as medalhas entregues para os atletas com deficiência visual na Rio 2016 possuíam guizos. A cada cor de medalha (ouro, prata e bronze) o som era diferente para auxiliar a identificação pelos atletas. 

Neste ano, uma série de recortes circulares foram incluídos na lateral das medalhas pela primeira vez na história para ajudar na identificação dos atletas com deficiência visual. Um recorte representa o ouro, dois simbolizam a prata e três identificam o bronze. Letras em braille também soletram “Tóquio 2020” nas medalhas.

A partir do dia 24 de agosto deste ano, será realizada a 16ª edição dos Jogos Paralímpicos, o maior evento esportivo do mundo

7. Brasil é uma potência 

O esporte paralímpico brasileiro vive, talvez, seu melhor momento na história. A primeira vez que o Brasil participou dos jogos foi em 1972, e a primeira medalha foi conquistada quatro anos depois. Mas na última década, as modalidades têm tido resultados importantes, colocando o Brasil na elite mundial. 

Em Pequim 2008, o país quebrou pela primeira vez a barreira dos 10 primeiros colocados, terminando na nona posição do quadro de medalhas. Em Londres 2012, a delegação alcançou seu melhor resultado até hoje, ficando em sétimo lugar, com 21 medalhas de ouro. E em casa, na Rio 2016, os brasileiros terminaram em oitavo, mas conquistaram o maior número de medalhas até agora: 72. 

Além disso, o Brasil tem alguns dos maiores atletas do mundo, como Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do planeta, com 24 conquistas em Paralimpíadas. E o show continua agora em Tóquio 2020, com grandes expectativas de quebra desses números.

Acesse o site do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte: Guia de Rodas

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