1ª orquestra parassinfônica do Brasil estreia em dezembro na Sala São Paulo

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Em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a 1ª orquestra parassinfônica do Brasil fará sua estreia no próximo sábado, 3 de dezembro de 2022. A estreia, em grande estilo, será realizada em única apresentação na Sala São Paulo, na capital paulista.

Depois de quase um ano de fortes emoções, envolvendo gravações de vídeos para seleção, audições, muitas aulas e ensaios, os 33 músicos que formam a Orquestra Parassinfônica de São Paulo (OPESP) finalmente subirão ao palco para a grande estreia.

Primeira do mundo protagonizada por pessoas com deficiência, a OPESP nasceu com a missão de acolher músicos e musicistas com deficiência, por meio de aprendizado inclusivo e representatividade, numa tentativa de quebrar a estrutura capacitista na música clássica.

Quem assume a regência da orquestra é o grande maestro Roberto Tibiriçá, titular da cadeira de nº 5 da Academia Brasileira de Música e Membro Honorário da Academia Nacional de Música do Rio de Janeiro desde 2018.

“A emoção de participar de um projeto como este é incrível. Cria-se uma oportunidade única de vivenciar a experiência de compor uma orquestra que, pelas condições tradicionais, muito provavelmente não seria possivel. Tecnicamente os alunos avançaram muito, estão absolutamente dedicados a entregarem o seu melhor. Essa apresentação será uma pequena mostra de peças musicais que anuncia um futuro muito promissor do projeto”, destaca.

O projeto, idealizado por Igor Cayres, mestre em atividades culturais e artísticas e produtor cultural, é uma realização da produtora ProArte, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Janssen, Vale, Minerva Foods, Marisa, Syngenta, Drogasil, Unigel, Alfa Impacta Mais e apoio do Instituto Alfa de Cultura e Grupo Card.

A OPESP ainda conta com o incentivo do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, ProAC-ICMS, com patrocínio da JSL, Enel e 3M e apoio institucional da Secretaria de Economia Criativa e Cultura e da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo.

“Este dia é emblemático para o projeto porque, apesar de a OPESP já estar rodando desde fevereiro deste ano, é a primeira vez que o público vai poder ter contato com os primeiros frutos do trabalho duro que estes musicistas vêm fazendo”, explica Igor Cayres, idealizador e produtor da OPESP. “Pela primeira vez na vida estes 33 músicos, sendo 8 com deficiência, tiveram a oportunidade de vivenciar a rotina de uma orquestra sinfônica e agora de subirem ao palco da Sala São Paulo – o mesmo pelo qual gigantes da música mundial também já pisaram”, completa.

Humanização

A estudante de Licenciatura em Música Camila Moraes, de 22 anos, percorreu uma longa jornada no Rio Grande do Sul, desde os 10 anos de idade até compor o naipe de trompa da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Periodicamente viajando oito horas para ir e voltar de Santa Maria até Porto Alegre, para essa amante da música, percorrer longas distâncias está longe de ser um problema.

“Quando eu vi as inscrições abertas para a OPESP inicialmente eu titubeei, mas decidi me inscrever porque eu decidi que é isso que eu quero fazer para o resto da minha vida”, comenta Camila. “Só de estar em São Paulo, participar da audição, conhecer músicos incríveis já tinha valido a pena, mas ter sido selecionada é indescritível e maravilhoso. A expectativa está alta, sei que vai mudar a minha vida para melhor e, com toda a certeza, eu vou me dedicar muito e fazer valer a pena todo o meu esforço até aqui”, completa.

Corpo Técnico

O corpo de professores e coordenadores pedagógicos educacionais da OPESP é composto por:

● Aída Machado (Coordenadora pedagógica da Opesp e dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Música da Faculdade Cantareira e da Pós-graduação em Educação musical na mesma instituição, professora da Escola Municipal de Música de São Paulo. Aída Machado é Comendadora, com a Ordem do Mérito Cultural “Carlos Gomes” outorgada pela Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino, grau de alta distinção honorífica concedida pelos seus méritos em favor da música.

● Horácio Schaefer (spalla das Violas da Osesp e violista do Quarteto Amazônia)

● Davi Graton (professor da Academia da Osesp, integrante do Quarteto Osesp e fundador do Trio São Paulo)

● Rogério Wolf (professor na Escola Superior de Música da Faculdade Cantareira, Escola Municipal de Música de São Paulo e Instituto Baccarelli)

● Joel Gisiger (desenvolve atividade pedagógica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, Instituto Baccarelli, Faculdade Cantareira, Conservatório de Tatuí e Academia da Osesp)

● Fernando Dissenha (Trompete-Solo da Osesp)

● Elizabeth Del Grande (professora da Faculdade Cantareira, da Academia da Osesp e da Escola Municipal de Música de São Paulo, de cujo grupo de percussão é diretora. É timpanista solo e responsável pelo naipe de percussão da Osesp)

● Ana Valéria Poles (professora na Faculdade Cantareira e da Academia de Música da Osesp e Primeira Contrabaixista da Osesp)

● Sérgio Burgani (clarinetista da Osesp e membro dos grupos Percorso Ensemble e Sujeito a Guincho)

● Nikolay Genov ( Integrante da Osesp, professor da Escola Municipal de Música de São Paulo, e integra o Quinteto de Sopros Camargo Guarnieri, a Camerata Aberta e o Percorso Ensemble)

● Romeu Rabelo (Fagotista e contrafagotista da Osesp e integrante do Trio Madeiras)

● Marialbi Trisolio ( Violoncelista da Opesp e faz parte do grupo Art String Quartet e do Trio Manacá)

Os ingressos podem ser adquiridos no site da OPESP.

Serviço:

Dia/hora: 3/12, sáb., às 21h

Local: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos – São Paulo – SP)

Preço: R$ 20,00

Fonte: Portal Acesse

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