Projetos promovem a inclusão de pessoas surdas no mercado de trabalho

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 As iniciativas valorizam as potencialidades dos participantes e possibilitam o exercício da cidadania

Imagem com Descrição #PraCegoVer - Fotografia colorida, em ambiente interno, uma mulher conversando em libras com outras 3 pessoas que estão ao fundo com a imagem desfocada.

Entrar no mercado de trabalho tem sido uma tarefa árdua para muitos brasileiros, principalmente aqueles que têm deficiência auditiva. Além das barreiras da qualificação profissional, as pessoas surdas precisam enfrentar questões como preconceito, falta de acessibilidade nos ambientes e dificuldade na comunicação dentro das empresas. Apesar do cenário desanimador, existem alguns projetos engajados para reverter essa situação.

Um deles é o “Surdo Cidadão”, desenvolvido pelo Instituto Consultor Social, que tem o objetivo de apresentar o mercado de trabalho às pessoas com deficiência auditiva e permitir que elas tenham acesso aos seus direitos. Para isso, a iniciativa produz e disponibiliza, gratuitamente, animações que abordam questões que vão desde a entrevista de emprego até o comportamento no ambiente de trabalho e a socialização profissional do surdo.

A Divisão de Qualificação e Encaminhamento Profissional (DIEPRO) do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) também desenvolve ações para capacitar e encaminhar pessoas surdas ao mercado de trabalho. Os participantes têm acesso a vagas de estágios e/ou treinamentos (somente para alunos do CAp-INES) e a cursos de qualificação. Além disso, as empresas conveniadas recebem assessoria técnica para receber os profissionais de forma adequada. 

No Brasil, cerca de 5% da população é surda, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número representa 10 milhões de pessoas, sendo que 2,7 milhões têm deficiência auditiva severa. Para garantir a inclusão dessa parcela da sociedade no mercado de trabalho, foi criada a Lei nº 8.213/91, que aborda a questão das cotas para pessoas com deficiência.  

De acordo com a legislação, empresas de 100 a 200 funcionários devem destinar 2% de suas vagas para beneficiários reabilitados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pessoas com deficiência. Para companhias de 201 a 500 colaboradores, o número sobe para 3%; de 501 a 1.000, aumenta para 4%; e aquelas com mais de 1.001 empregados devem reservar 5% do total de vagas. Em caso de descumprimento, a multa pode chegar a mais de R$ 200 mil. 

Apesar da criação da lei, as pessoas surdas ainda encontram dificuldade para entrar no mercado de trabalho, porque a maioria das empresas fica limitada à contratação do percentual previsto na legislação. Outro entrave que faz parte da realidade de quem tem deficiência auditiva é o despreparo das companhias para receber os profissionais de forma adequada.

Nesse caso, algumas medidas que podem ser adotadas pelas empresas para criar um ambiente acessível e contribuir com a integração de pessoas surdas no local de trabalho incluem:

  • Contratação de um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para reuniões, cursos, treinamentos e outros tipos de eventos internos. 
  • Adoção de tecnologias assistivas que facilitam o dia a dia de trabalho do profissional e o relacionamento com pessoas sem deficiência auditiva.
  • Realização de cursos e treinamentos para ensinar os colaboradores ouvintes a se comunicar em Libras, favorecendo a integração com os funcionários surdos.

Dentro desse contexto, a área de Recursos Humanos tem um papel fundamental no processo de inclusão de pessoas surdas nas companhias. Ela deve identificar os obstáculos e promover as adequações necessárias, para estabelecer um ambiente de trabalho humanizado e inclusivo, capaz de valorizar as potencialidades dos funcionários com deficiência auditiva. 

Para saber mais sobre outras iniciativas de acessibilidade, siga a página do Guiaderodas no Instagram! 

Fonte: Guia de Rodas

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