Reserva lança Adapt&: Linha de roupas adaptadas para público PcD

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 Exemplo deve impulsionar outros empresários da moda nacional a criarem linhas similares, diz o CEO Rony Meisler


Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia da loja da Reserva no Shopping Higienópolis (SP). Na vitrine tem dois manequins e um deles está em uma cadeira de rodas.

Apostando na representatividade das pessoas com deficiência, a nova linha de roupas adaptadas para público PcD – com peças iguais às convencionais – é uma parceria com a Equal Moda Inclusiva

Se o Brasil fosse uma cidade com 100 habitantes, 24 deles teriam algum tipo de deficiência. Foi o que mostrou o IBGE no Censo de 2010 . Naquela época, ao menos 45 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência, quase 23,9% da população – apesar da revisão apresentada em 2018 , à luz das recomendações do Grupo de Washington (GW) de Estatísticas sobre Deficiência (vinculado à Comissão de Estatística da ONU).

“Até aqui, esse público não era representado na moda, pelo menos até aqui”, diz Rony Meisler, CEO da AR&Co, grupo ao qual pertence a Reserva, que anuncia o lançamento para pessoas com deficiência (PcDs). “Somos a primeira marca do Brasil a entrar nesse mercado com uma linha de roupas totalmente adaptável”.

O lançamento da Adapt& é uma parceria com a Equal Moda Inclusiva, marca pioneira no desenvolvimento de roupas inclusivas. “O fato de não oferecermos uma linha adaptada ao público PcD sempre foi para nós motivo de ansiedade e tristeza. Isso mudou quando, há mais de três anos, encontramos a Silvana Louro, CEO e fundadora da Equal. Desde o primeiro contato ela nos ajudou, se juntando a nós na construção da nossa linha Adapt&. Quando começamos a falar de nosso propósito e sobre o Capitalismo Consciente, o mercado ainda dava seus primeiros passos na percepção de que negócios de impacto positivo são benéficos para todos. Mas hoje está mais do que provada a tese de que assim o negócio vira ganha-ganha-ganha. Ganha o cliente, ganha o negócio e ganha a sociedade”, explica Meisler.

A coleção terá 14 peças com aparência, modelagem, conforto e qualidade idêntica aos produtos tradicionais mais vendidos pela Reserva, porém com todos ajustes ergonômicos e funcionais que irão fornecer mais autonomia ao público PcD. Entre as adaptações das peças estão a colocação de zíperes laterais nas calças para facilitar o vestir de pessoas com mobilidade reduzida, botões substituídos por velcro e punhos com botões de pressão. 

O CEO da AR&Co, Rony Meisler, disse ao Brazil Journal que um dos benchmarks da reserva foi Tommy Hilfiger, que lançou sua primeira linha PCD nos EUA em 2018 e já levou os produtos para Ásia e Europa. Segundo Rony, a Reserva já havia tentado (sem sucesso) desenvolver uma linha PCD no passado, mas teve dificuldade para chegar num produto que agradasse esse público e acabou nunca lançando a coleção.

“A Reserva foi a única marca que acreditou na Equal Moda Inclusiva e partiu para cima. Todas as adaptações nas roupas foram produzidas com excelência para que pessoas com deficiência não sintam mais desconforto ao se vestirem. A pessoa com deficiência não é excluída. Ela quer ocupar diferentes lugares e se sentir bem vestindo roupas que são iguais às convencionais. Quem vê de fora nem percebe as adaptações. Com o lançamento não me sinto mais sozinha”, exalta Silvana Louro, CEO da Equal.

A parceria começou quando a CEO da Equal, Silvana Louro, mandou direct no Instagram de Rony há três anos perguntando se a Reserva não queria revender seus produtos. Rony, disse não, mas que queria ir além.

“Não é algo trivial de se fazer, porque são produtos muito técnicos em termos ergonômicos, e que além da moda precisam gerar uma autonomia grande para essas pessoas,” disse ele. “Isso demanda uma série de adaptações até em termos industriais.”

Meisler destaca ainda que cada peça foi cuidadosamente desenhada a partir da ergonomia e das características sensoriais do corpo humano e que, como empresário, espera fomentar o mercado e que outros negócios também passem a criar soluções para este público que hoje não é prioridade para a maioria das empresas. 

“Se o conselho é bom o exemplo arrasta. Quanto mais verdadeiramente nos envolvemos para escutar, aprender e realmente compreender os problemas das pessoas, mais construiremos boas soluções para as suas vidas e, por consequência, também para os nossos negócios. Que o exemplo da Reserva arraste a multidão de empresários da moda nacional para criar linhas de produtos similares. Que o exemplo da Silvana Louro arraste multidões de novas empreendedoras de negócios e marcas como a Equal”, finaliza.

Para esse lançamento, além da parceria com a Equal, a equipe de estilo da Reserva contou com o auxílio do funcionário Eduardo Drummond, analista da área de Felicidade que é PcD. “Eu acho que a criação de roupas adaptadas para pessoas com deficiência vai muito de acordo com o pensamento da Reserva de que as pessoas sempre vêm antes das roupas. O lançamento do Adapt& é um marco na história da marca, ajudando diversas pessoas com deficiência na hora de se vestir, gerando maior independência para esse grupo. Pensando no caso de pessoas com paralisia cerebral, eu acho que os botões vão ser um grande facilitador, pois quem possui problemas motores tem certa dificuldade ao prender os botões, ou seja, o zíper tem um papel de extrema importância para elas”, diz Eduardo.

Os produtos começaram a ser vendido esta semana em 3 lojas da rede – Shopping Higienópolis (SP), Shopping Rio Sul (RJ) e Shopping Boulevard (BH) e no e-commerce. A ideia testar as vendas dessas unidades depois fazer o rollout para todas as 97 lojas da reserva.

No mundo há expectativa que o mercado de roupas para perceber atingiu 400 bilhões em 2026 segundo estudo da Coherent Market Insights.

LINKS ÚTEIS:

Adapt& (Reserva): https://www.usereserva.com/adapte 

Instagram: https://www.instagram.com/reserva

Facebook: https://www.facebook.com/usereserva 

YouTube: https://www.youtube.com/user/usereserva 

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/reserva

Lista de links: https://linktr.ee/reserva 

Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia ilustrando matéria sobre a linha de roupas adaptadas para público PcD, com nove modelos com diferentes tipos de deficiência. Todos estão usando peças de roupas na cor preta, da nova linha “Adapt&”, para pessoas com alguma deficiência. Entre homens e mulheres, de diversas estaturas e corpos, há quatro pessoas em cadeiras de rodas, outras com má formação, membros amputados, com e sem prótese. Créditos: Divulgação

Descrição da imagem #PraCegoVer: Na fotografia, a modelo mostra um velcro da camiseta, na região entre o colarinho e a manga, no ombro, que facilita o ajuste para pessoa com pouca mobilidade. A modelo está sorrindo, tem pele negra e cabelo com trancinhas. A camiseta é branca e dispositivo fica escondido na parte interna da peça adaptada. Créditos: Divulgação

Descrição da imagem #PraCegoVer: Modelo cadeirante mostra o zíper lateral da calça, na altura do cós (cintura), que facilita o ajuste na cadeira de rodas. A fotografia mostra apenas uma parte da roda da cadeira, a calça escura e as mãos do modelo. Créditos: Divulgação

Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia mostrando, em detalhes, o velcro de uma camisa de botões. O dispositivo de fácil acesso a pessoas com mobilidade reduzida, fica escondido atrás dos botões convencionais de um vestuário. O modelo tem cabelos, barba e bigode pretos, pele branca e tatuagens nos braços. Créditos: Divulgação

Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia de modelo com prótese no membro inferior direito, mostrando o zíper adaptado, estrategicamente, na barra da calça. O dispositivo é discreto e facilita o acesso e manuseio do usuário. Na imagem, o modelo usa uma calça preta e tênis brancos. Créditos: Divulgação

Descrição da imagem #PraCegoVer: Na imagem, Silvana Louro é uma mulher branca, com cabelos compridos em tons loiros e dourado. Usa camisa amarela, calça escura, e tem uma fita métrica pendurada ao pescoço. Está sentada, com uma caneta na mão, enquanto analisa um papel. Ao seu lado, em cima da mesa, há um mostruário de tecidos, e dois porta-lápis com canetas, tesoura e pinceis. Atrás dela há um manequim com casaco vermelho. Créditos: Reprodução/YouTube Sebrae RJ


Fonte: Jornalismo Inclusivo

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