Dia do Orgulho Autista é comemorado nesta sexta-feira

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#ImagemComDescrição: A imagem tem o fundo em madeira azul e a foto de duas mãos uma em cima da outra segurando um coração com estampa do símbolo autista

Em todo o mundo existem 70 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, eles são dois milhões. A estimativa da Organização Mundial de Saúde é que uma em cada 88 crianças apresentam o transtorno. O Dia do Orgulho Autista foi criado em 2005 pela organização norte-americana Aspies for Freedom com o objetivo de esclarecer a sociedade sobre o assunto, reconhecer as diferenças no funcionamento cerebral desses cidadãos e oferecer melhores condições de desenvolvimento intelectual e convivência em família. Para o senador Izalci Lucas, do PSDB do Distrito Federal, a conscientização é fundamental para que o governo e a comunidade possam interagir melhor com as diferenças.

(Izalci Lucas) o autismo é um fenômeno especial, complexo e ainda apresenta para os especialistas grandes desafios tanto com relação a seu diagnóstico quanto no que se refere à melhor maneira de lidarmos com seus desdobramentos. Reforçar a atenção da sociedade para isso é essencial para respondermos com sucesso a esses desafios.

A senadora Zenaide Maia, do Pros do Rio Grande do Norte, defende a importância do diagnóstico precoce para a inserção dessas pessoas na sociedade. Por mais que a gente tenha avançado e que as pessoas tenham tomado conhecimento do autismo, dar visibilidade é importantíssimo. O diagnóstico precoce é importantíssimo porque vem a estimulação precoce. Pessoas diferentes não podem ter tratamentos iguais.

O senador Flávio Arns, do Podemos do Paraná, sugere que a legislação existente saia do papel. É muito importante diagnosticar cedo, mas temos que ter toda a sequência: o atendimento da criança, do adolescente, do jovem, do adulto. Então, transformar essa legislação em realidade. A lei tem que ser cumprida. Então, o nosso desafio como Senadores e Senadoras, é pegarmos a necessidade da família, da pessoa, da criança, do adulto. E vamos batalhar para isso.

Desde 2015, a Lei Brasileira de Inclusão prevê que o Sistema Único de Saúde ofereça tratamento completo às pessoas diagnosticadas com o transtorno. Já a Lei Berenice Piana garante outros direitos, como educação e atendimento multidisciplinar para as necessidades específicas do espectro autista. E a Lei Romeu Mion determina a prioridade de acesso a serviços públicos e privados para os portadores da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Fonte: Rádio Senado

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