Saiba mais sobre a campanha Abril Laranja e a amputação no esporte paralímpico

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Lançada em 2020 pela Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (ABOTEC), a campanha “Abril Laranja” tem como objetivo conscientizar a população sobre a amputação, apresentar técnicas de reabilitação e reforçar que é possível ter uma boa qualidade de vida após a perda do membro.

A programação do mês contará com conteúdo sobre o tema, lives com profissionais da área, ambos no perfil da associação, além do apoio e produção de conteúdo de quase 30 influenciadores digitais amputados em seus perfis pessoais. Dentre eles, estão as nadadoras Camille Rodrigues (classe S9, desarticulação de joelho) Tais Bobato (S10, amputação transtibial) e Fabiane Oliveira (S10, amputação transtibial) e a triatleta Adriele Silva (biamputada transtibial).

No próximo dia 22 de abril (quinta-feira), a partir das 15h, haverá uma série de transmissões ao vivo no Instagram da Abotec com médicos, fisioterapeutas e outros profissionais da área para abordarem temas como “Qual a importância de uma boa prótese”, “Como é a recuperação após a amputação”, “Como descobrir qual a prótese ideal”.

No esporte paralímpico, o atleta amputado é elegível para disputar todas as modalidades para pessoas com deficiência física que compõem o programa dos Jogos Paralímpicos de verão e de inverno.

Para competir, todos os atletas com deficiência física passam pela classificação funcional para a identificação da classe esportiva a qual pertence. Cada modalidade possui regras específicas sobre a divisão de classes de acordo com o impacto funcional do membro amputado (inferior e/ou superior) e nível da amputação (acima ou abaixo de pé/tornozelo, joelho, punho e cotovelo, desarticulação de quadril e ombro, por exemplo). Além disso, há regras específicas por modalidade quanto ao uso de próteses.

Grandes nomes do paradesporto nacional são amputados, como Petrúcio Ferreira (ouro nos 100m nos Jogos Rio 2016), Alan Fonteles (ouro nos 200m em Londres 2012), Claudiney Santos (ouro no lançamento de disco nos Jogos Rio 2016), a mesa-tenista Bruna Alexandre (bronze nos Jogos Rio 2016).

As amputações podem ser decorrentes de traumas (acidentes), doenças (diabetes, tumores, problemas de circulação) ou ainda de uma síndrome congênita (má-formação).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a diabetes é a principal causa de amputações, principalmente de membro inferior, seguido de acidentes, de trânsito ou trabalhista.

Fonte: CPB

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