Servidor do Senado criou meio que facilita comunicação de pacientes de doença degenerativa

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Superação e adaptação é o tema do livro "ELA não venceu", autobiografia do servidor aposentado do Senado José Afonso Braga. Ele foi entrevistado nesta segunda (26) pela diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, e contou sua história de coragem e criatividade ao enfrentar, com a família, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa sem cura, e inventar um programa de computador para facilitar a sua comunicação com as pessoas. A entrevista foi uma iniciativa do Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais do Senado. 

O mineiro José Afonso Braga, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), anunciou a criação de um aplicativo gratuito para que pessoas com a doença degenerativa possam se comunicar. O aplicativo We Can Speak (Nós Podemos Falar) é prático e intuitivo. Braga tem 47 anos e é formado em Tecnologia da Informação. Há cinco anos ele foi diagnosticado com a doença, perdeu todos os movimentos do corpo e a voz.

"Perder a voz tem sido um dos maiores desafios nesta minha jornada com a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). A comunicação é a base da socialização, e perder essa capacidade de socializar é, talvez, a maior dor causada pela doença. Tão logo surgiram os primeiros sintomas, comecei uma busca desesperada por meios alternativos de comunicação. Tabelas de comunicação, gestos, sinais e aplicativos, muitos aplicativos. Optkey, ACAD, Tobii Communicator, DSpeech, NextUp Talker, e muitos outros. A maioria era limitada ao idioma inglês e possuía dicionários fixos e uma interface confusa que não ajudava em nada no processo da conversação. Os que eram melhores chegavam a custar mais de mil dólares. Resumindo, nenhum deles me atendia plenamente. Foi então que eu resolvi, com meus mais de vinte anos de experiência em engenharia de software, criar o meu próprio aplicativo de comunicação. Foram vários meses de estudo e trabalho para chegar a um produto realmente simples, prático e eficiente.

As premissas básicas do aplicativo eram:

1) Ser universal. Qualquer pessoa deveria poder usar o aplicativo, escrevendo em qualquer idioma, falando em qualquer idioma;

2) Ser configurável. O usuário deveria poder criar seu próprio dicionário com palavras e frases completas adequadas ao seu cotidiano;

3) Ser simples, prático e intuitivo. O usuário não poderia perder tempo com uma interface confusa e passar por vários comandos para falar uma simples frase.

4) Ser acessível. Qualquer pessoa, com qualquer poder aquisitivo deveria ter acesso ao aplicativo, preferencialmente com uma versão gratuita.

Agora, após um ano utilizando o aplicativo diariamente, resolvi colocá-lo à disposição de todos, esperando que ele seja tão útil para quem optar por utilizá-lo como é pra mim. José Afonso Braga

Para mais informações e download gratuito do aplicativo, acesse o site https://www.wecanapps.com


Fonte: Agência Senado

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