Depois de ficar paraplégica, brasiliense sonha com uma vaga na seleção de parabadminton

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Depois de ficar paraplégica, brasiliense sonha com uma vaga na seleção de parabadminton


“Recomeço”: Conheça a história de superação de Aline Cabral

“Presa a uma cadeira de rodas”? Esse clichê ultrapassado não pode ser usado para falar de Aline Cabral, brasiliense de 33 anos e personagem do quarto episódio da série Recomeço do Esporte Espetacular.

– Eu não consigo ficar quieta. Então, eu quis começar a sair de casa, estudar, trabalhar e até conseguir o meu primeiro emprego. Quando eu descobri que tinha condição de fazer isso tudo, o mundo ficou pequeno – contou Aline.

O acidente que poderia ter freado Aline aconteceu em 2001. Naquela época, com apenas 15 anos, ela subiu na laje de casa para tomar sol acompanhada por uma amiga. Aline pediu um pouco de água para aplacar o calor seco, típico do Planalto Central. Mas não deu tempo de segurar o copo, ela ficou tonta após uma queda brusca de pressão. Aline caiu direto do telhado em direção ao chão.

– Minha mãe ligou e falou que ela tinha caído da casa. No começo, achei que era brincadeira – recordou o irmão, Carlos Eduardo Cabral.

Desesperados, os familiares não chamaram o resgate. A preocupação foi colocá-la no carro e levá-la ao hospital mais próximo. Aline ficou paraplégica em decorrência de uma lesão na vértebra torácica (T12). A adaptação à cadeira de rodas não foi fácil. A adolescente não queria sair de casa, não gostava de receber visitas e tinha muita dificuldade de encarar os olhares alheios.

– As pessoas me olhavam, e eu baixava a cabeça. Mudou quando eu passei a olhar e abrir um sorriso. Aí, elas ficavam sem graça – lembrou Aline.




Abrir o sorriso foi ficando cada dia mais fácil, Aline encontrou no esporte razões para comemorar. Primeiro, veio o tênis em cadeira de rodas.

– Eu gosto de tocar a cadeira. Aí, fui conhecer o tênis de quadra. Conheci e falei: ‘Cara, esse é para casar!’ – brincou.

O casamento deu muito certo! Aline ganhou medalhas, troféus e viajou por todo país acompanhada pela raquete. Há cerca de quatro meses, a brasiliense tem um novo amor – parecido com o primeiro. A bolinha foi substituída pela peteca. O sonho é representar o Brasil no parabadminton – modalidade que estreia nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020.


– Nós ainda temos poucas mulheres no parabadminton. Então, ela pode conquistar ótimos resultados rapidamente – comentou a técnica Claudia Mendes




Aline Cabral durante competição de tênis em cadeira de rodas em São Paulo — Foto: Arquivo pessoal



Aline Cabral conquistou medalha de bronze no Pan-Americano de Parabadminton — Foto: Arquivo pessoal

Fonte: GloboEsporte

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