Festival de Gramado aposta na inclusão

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Ator Ariel Goldenberg, diretor Marcelo Galvão e atriz Rita Pokk no Festival
   Aquele cinema "clássico" pode estar acabando. Tecnologias como o 3D, as telas IMAX e a qualidade de som e imagem cada vez melhores são algumas das evoluções pelas quais a sétima arte passou nos últimos anos. Mas, além da diversão, algumas beneficiam também pessoas com deficiência, como os deficientes visuais e auditivos. E é pensando neles que o Festival de Cinema de Gramado exibe sessões com audiodescrição e debate o uso das legendas em filmes brasileiros.
   Neste ano, a audiodescrição aparecerá pela segunda vez no Festival. Na primeira, o filme "Saneamento Básico" teve suas cenas narradas para deficientes visuais. Desta vez, as sessões acontecerão com o filme "Colegas", do diretor Marcelo Galvão.
   Segundo Marcelo, a experiência é positiva. "Para mim, é novo. Quanto mais a gente conseguir incluir, mais bacana. É um público grande, fico feliz que nosso filme esteja servindo também para outros espectadores", comemora.
   Os responsáveis pela transcrição do roteiro do filme em áudio são o pessoal da Tagarelas Produções, especializada no assunto. Márcia Caspary, coordenadora do projeto, roteirista e narradora, explica como ocorre todo o processo: "Na primeira vez, nós ouvimos o filme sem as imagens, para ver até onde conseguimos entender. Depois, tentamos esboçar um roteiro. Usamos os espaços da fala pra inserir descrições, usando o mínimo de palavras, com objetividade". Com experiência no assunto, ela garante que a situação só melhora. "O preconceito está sendo derrubado por uma nova consciência. Isso é fantástico, veio para ficar. Essas pessoas querem consumir cultura, querem se divertir, tem muita demanda", garante.
   Além das sessões com audiodescrição, o Festival promove também a discussão sobre legendas em filmes brasileiros. O projeto beneficiaria deficientes auditivos. Tudo faz parte da campanha "Legenda para quem não ouve, mas se emociona", coordenado por Carilissa Dall’Alba. Deficiente auditiva, Carilissa explica como funciona: "A campanha existe há oito anos em todo o Brasil". Ela defende a utilização de legendas no teatro e nos filmes, inserindo os surdos nas atividades culturais brasileiras. "O Festival de Gramado é importante para nós, já que podemos mostrar os projetos para diretores e atores", diz.
   A sessão do filme "Colegas" com audiodescrição aconteceu no dia 13 de agosto, às 21h30, no Palácio dos Festivais, em Gramado. O debate quanto ao uso de legendas em filmes brasileiros acontece no dia 18, às 13h30, no Teatro Elisabeth Rosenfeld, também em Gramado.
Fonte: Rede Globo

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