Confira ambientes adaptados para idosos ou pessoas com deficiência

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Mostra de Arquitetura Universal, em São Paulo exibiu soluções simples para criar ambientes acessíveis a todos. Inspire-se!
   O shopping Lar Center, em São Paulo, promoveu, até dia 10 de junho de 2012, a mostra de Arquitetura Universal. Cheios de ideias simples, os ambientes nos fazem esquecer imagens tradicionalmente associadas à acessibilidade, como rampas complicadas e barras de aço por todos os lados. Muito pelo contrário, eles mostram que construir uma casa que a maioria das pessoas possa usar é mais fácil do que se pensa. Entre as ideias estão as janelas com peitoril a 70 cm do chão – de modo que cadeirantes possam olhar para fora sem dificuldades; ou ainda os revestimentos contrastantes na parede e piso do corredor, que ajudam quem tem baixa visão. A casa fica confortável para todos, incluindo pessoas com deficiência. E o melhor: construi-la não sai tão mais caro do que se imagina: “As soluções de acessibilidade universal aumentam o custo da obra em no máximo 3%”, conta o decorador Robson Gonzáles, do escritório Arpa – Arquitetura & Acessibilidade, que faz a curadoria da mostra. “Mas reformar custa 25% do preço da obra”.

Hall de entrada. Móveis com cantos arredondados diminuem os problemas em caso de choques. A tomada está a 40 cm do chão, altura mínima para usar os eletrodomésticos sem dificuldades. O ambiente foi criado por Silvia Mannelli Elene e Vitória Gomes.
Living. O tapete embutido evita que pessoas com dificuldades para levantar os pés, como os idosos, tropecem. Todas as janelas da casa têm peitoril de 70 cm.
Living. Sair da cadeira de rodas e sentar-se no sofá fica mais fácil quando o móvel não tem um dos braços. O ambiente foi criado por Patrícia e Marcos Jordão.
No Home Theater, os cantos retos dos móveis modulares ficam fora do caminho, para evitar esbarrões perigosos. Ambiente de Solange Marchezinni e Lilian Fraga.
Sala de jantar. Cadeiras de rodas encaixam-se facilmente no vão entre a mesa e o chão, que tem mais de 73 cm, a altura mínima indicada pela ABNT. Pessoas obesas usam com mais facilidade as cadeiras sem braço ou mais largas. O rodapé alto ajuda na manutenção da casa, já que é comum esbarrar a ponta do pé na parede quando se anda de cadeira de rodas. Ambiente criado pelas arquitetas Elizabeth Barros, Daniela e Virgínia Velloza.
Varanda. O aparador está posicionado lateralmente. Dessa forma, pode ser usado por cadeirantes com dificuldade de inclinar o tronco, mas com mobilidade nos braços. Ambiente das arquitetas Elizabeth Barros, Daniela e Virgínia Velloza.
Porta deslizante. A maçaneta em formato de alavanca giratória facilita a vida de quem tem dificuldades para movimentar a mão. A porta, criada pelo escritório Arpa – Arquitetura & Acessibilidade, desliza em um trilho fixado no teto. Com isso, o chão fica livre de barreiras com mais de 5 mm, que fazem tropeçar pessoas com dificuldade para levantar o pé.
Corredor. Barras de apoio facilitam que idosos se desloquem nessa área comprida e sem móveis de apoio. Às vezes, pessoas com baixa visão têm dificuldade de distinguir as paredes do piso. Por isso, o corredor tem luzes de balizamento e revestimentos contrastantes no piso e parede. Ambiente criado pelos arquitetos Neto Porpino e Nélia Chinelly Fay.
Quarto de Solteira. A cama tem 46 cm de altura, o que facilita na hora de sair da cadeira de rodas para deitar-se. O carpete de pelo curto é ideal para andar com a cadeira. Ambiente de Mariane Marino.
Banheiro. O vaso sanitário tem 46 cm, mais alto que o comum. Barras ao redor ajudam idosos e cadeirantes na hora de levantar-se. Uma alavanca permite que pessoas com dificuldades para movimentar as mãos deem descarga sem ajuda. Em caso de quedas, há um botão de alarme.
Banheiro. O box tem banco retrátil e de largura regulável. A temperatura do chuveiro é regulada por um monocomando em formato de alavanca giratória posicionado lateralmente. Assim, pessoas com dificuldades para inclinar o tronco podem regular a temperatura do chuveiro sem precisar estar debaixo do fluxo d’água. O box não tem vidros, que quebram em caso de queda do usuário. O ideal é usar uma cortina.
Closet de casal. O armário tem porta de correr e abertura lateral. Assim, permite pegar roupas e sapatos com o corpo posicionado lateralmente, sem inclinar o tronco. O cabideiro pode ser puxado por cadeirantes e anões sem ajuda. Ambiente das arquitetas Ana Paula Devechi e Priscilla Belchior.
Quarto de casal. A cama tem altura próxima a 46 cm, para facilitar sair da cadeira de rodas. A mesa tem tampo a menos de 80 cm do chão – altura máxima recomendada para cadeirantes. Projetado pelas arquitetas Ana Paula Devechi e Priscilla Belchior.
Na cozinha, os eletrodomésticos estão entre 80 cm e 120 cm de altura do chão. Posicionados lateralmente, podem ser usados por pessoas com dificuldade de inclinar o tronco. A porta da geladeira abre em um ângulo amplo, para dar espaço a cadeiras de rodas. Espaço criado pelas arquitetas Melissa Lira e Elaine Alberico.
A lavanderia tem varal elétrico, que sobe e desce sem que o usuário faça esforço. O tanque a 85 cm do chão e com torneira lateral pode ser usado por cadeirantes. A máquina de lavar tem abertura frontal. As prateleiras estão posicionadas lateralmente – acessíveis para pessoas com dificuldades em inclinar o tronco. O ambiente foi criado pelo design de interiores Robson Gonzáles e arquiteto Maycon Fogliene.
A varanda íntima tem passagens com mais de 90 cm, largura indicada para a passagem de uma cadeira de rodas. Criada pelos arquitetos Mario Antoniette e Lenita Ferrari.
Fonte: Blog Deficiente Ciente

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