Estudo: trabalhador com deficiência têm rendimento igual ou superior à media

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 Marina Pita Direto de São Paulo

Um estudo realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) mostrou que 92% das pessoas com deficiência empregadas no setor têm desempenho e produtividade igual ou superior à média dos funcionários, de acordo com seus superiores. Também segundo os gestores, 85% das pessoas com deficiência trabalhando na construção têm um relacionamento interpessoal de bom a ótimo.
O estudo foi apresentado na manhã de terça-feira, em um seminário realizado pelo sindicato para debater a inclusão profissional de pessoas com deficiência neste mercado e a adequação das funções e atividades a cada tipo de deficiência.
Ele foi realizado em parceria com o Seconci-SP por meio do seu Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana (Iepac) e foca na viabilidade de inclusão de pessoas com deficiência nos canteiros de obra de forma segura.
O trabalho mapeou as restrições médicas e técnicas que uma pessoa com deficiência (PCD) tem, ou não, para realizar 29 diferentes atividades inerentes a 17 funções dentro do canteiro de obra com base nas apontadas pelo Manual de Saúde, Segurança do Trabalho do Serviço Social da Indústria (Sesi) de São Paulo.
A pesquisa também tomou como base levantamento da Associação Horizontes feito sob encomenda para o SindusCon-SP. Para o estudo, ainda foram feitas visitas a 17 empresas e 18 canteiros de obras e foram entrevistados engenheiros e mestres de obras para entender qual a avaliação deles em relação à possibilidade de realização de cada uma das atividades por cada deficiência.
Com base nas respostas dos grupos consultados e com os apontamentos dos técnicos em saúde e segurança do trabalho, o sindicato criou uma tabela que faz uma recomendação do tipo de atividade que tipo de deficiência tem condições de realizar com segurança.
A recomendação é variável e dividida em três categorias: sem restrição, restrição parcial e restrição total. O sindicato ainda estabeleceu o tipo de restrição, o local das restrições e as adaptações indicadas em cada caso.
De acordo com a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, que fez a abertura do evento, "o ramo da construção civil representa uma força dentro da cadeia econômica que não pode ser reduzida". Para ela, o fato do sindicato ter organizado o evento, em busca de soluções para a contratação de pessoas com deficiência, mostra "como a sociedade tem agora um novo papel, uma nova forma de buscar alternativas para o desenvolvimento".

Fonte: Terra

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