Amplificando a voz das mulheres com deficiência

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Kayla Whaley

“Minha cadeira de rodas age como um estranho tipo de campo de força. As pessoas veem primeiro a “deficiente” antes de perceberem a “mulher”, e a primeira impressão é a que fica, porque em nossa sociedade capacitista um corpo com deficiência é automaticamente um corpo dessexualizado.” (Kayla Whaley)

Já ouviu falar do projeto Vozes Femininas? A intenção dele é criar e empoderar uma rede de mulheres com deficiência no Brasil. Isso tudo por perceber que elas ainda estão à margem do movimento feminista. Estão invisíveis até mesmo para ele.

As questões relacionadas à condição feminina são ainda mais invisíveis do que a própria deficiência. Já tinha parado pra pensar a respeito?

Mas o que será que essas mulheres têm a dizer? Vamos dar voz a elas?

Vozes femininas

Muitas mulheres com deficiência estão em situação de vulnerabilidade ou até mesmo reclusas em suas próprias casas.

Para encontrar, reunir e empoderar essas mulheres, a Associação Brasil Saúde e Ação (BRASA), com o apoio do órgão Reabilitiation International (RI), criou o projeto Vozes Femininas – Uma rede de mulheres com deficiência no Brasil.

Todo o trabalho será feito por meio de educação e formação, a fim de que essas mulheres invisíveis se transformem em líderes de mobilização em suas comunidades. O programa de formação será feito por meio de uma plataforma de educação à distância (EAD) e 7 encontros presenciais na cidade de São Paulo, que se iniciam em junho.

Quem pode participar

O programa de formação é exclusivo para mulheres com deficiência, mães e cuidadoras não profissionais de pessoas com deficiência.

Mulheres sem deficiência podem acompanhar e participar como voluntárias nas atividades.

Homens, com e sem deficiência, podem acompanhar o projeto pelas redes sociais, pelo site e, eventualmente, nos eventos presenciais.

Comenta Ana Rita de Paula, idealizadora e componente da equipe do projeto:

 “É importante que as informações sejam disseminadas para toda a sociedade, mas os momentos de troca são especialmente focados nas mulheres, mães e cuidadoras por tratar de questões muito íntimas, específicas e situações em comum.”

Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo, ativista do movimento pelos direitos da pessoa com deficiência, Ana Rita foi pioneira em aprofundar as questões de gênero no universo de acessibilidade com sua tese de mestrado “Corpo e Deficiência, Espaços do Desejo. Reflexões sobre a Perspectiva Feminina”.

Vamos participar? Abaixo, deixo links para você saber mais a respeito. E, mesmo que não possa participar diretamente, que tal divulgar? Assim, mais e mais mulheres terão condições de sair da invisibilidade e atuar como lideranças. Maravilhoso, não? O futuro precisa ser inclusivo!

Eliana Zagui: “Se fisicamente não posso andar, em minha mente sou capaz de voar sem limites”.


                       Tathi Piancastelli:
“Não gostamos que nos tratem como eternas crianças.”

Para saber mais:

Facebook: https://facebook.com/projetovozesfemininas
E-mail: contato@vozesfemininas.com.br


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