Yoga para cadeirantes

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Por Laura Martins é a criadora e editora do blog Cadeira Voadora

Esta é a sala onde pratico yoga
Não é fácil encontrar salas acessíveis para que nós, cadeirantes, possamos praticar yoga. É lamentável, porque acabamos optando por não praticar ou por contratar um professor domiciliar, o que tem a inconveniência de termos de abrir mão do contato com colegas.

Durante muito tempo procurei um local acessível em Belo Horizonte, e, felizmente, agora encontrei. Então, não poderia deixar de compartilhar com vocês… Nos parágrafos seguintes, também vamos conversar um pouco sobre a prática em si e assistir a uma breve entrevista que fiz com Luciane Araújo, minha professora. Vamos lá?

Quem pode fazer yoga?

Yoga é para todos, independentemente de a pessoa conseguir fazer os movimentos ou não. O importante é que ela atinja o objetivo que deseja alcançar com os movimentos ou com a prática em si.

Vale lembrar o provérbio oriental: “O dedo aponta a Lua. O ignorante olha o dedo; o sábio vê a Lua”.

E é preciso lembrar que yoga não é somente movimento; há outras práticas associadas.

O que você pode fazer ou não, caberá a você descobrir, baseado no conhecimento do próprio corpo, nas recomendações do médico ou do fisioterapeuta, no bate-papo com o professor e nas tentativas que vier a fazer. Provavelmente conseguirá avançar um pouco a cada dia, como acontece comigo.

Yoga acessível

“Se você tem um corpo e uma mente, se você respira, o yoga é para você”, afirma Jivana Heymam, proprietário do Yoga Center Santa Bárbara, na Califórnia, Estados Unidos, e fundador do Acessible Yoga.

Independentemente de quem você seja e das suas limitações, ainda que não tenha acesso a um professor que tenha prática com pessoas com deficiência, sempre é possível encontrar uma maneira de se beneficiar.

Núcleo Satya e professora Luciane Araújo

Fiz yoga durante muito tempo, há muitos anos, no centro de Belo Horizonte. Mas, como eu usava órtese e muletas, conseguia entrar em quase qualquer lugar e usar quase qualquer banheiro.

A postura da professora Alcione Ramos (Gangadhara Saraswati), à época, que não acreditava na necessidade de nada “especial” para que eu pudesse praticar, foi importante para conseguirmos realizar até mesmo uma coreografia.

Agora, a situação é outra; preciso de um local com entrada plana e banheiro adaptado. E encontrei isso no Núcleo Satya (Hatha Yoga Integral), no Bairro Buritis. Não é perto da minha casa, mas está valendo a pena.

Optei pelo horário da manhã, com a professora Luciane Araújo. Fiquei satisfeita com a postura dela de estar aberta a receber todas as pessoas. O yoga é naturalmente inclusivo; os professores é que nem sempre são…

Fiz uma breve entrevista para que ela própria nos explique os benefícios que podemos alcançar com a prática. Vamos assistir?

Ah! Só uma coisa. A entrevista foi feita após a prática. Então, não repare minha voz pastosa e a expressão sonolenta, ok? rsrs

Entrevista com Luciane Araújo



Fonte: Cadeira Voadora

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