28/07/2016

Rugby em cadeira de rodas - Paraolimpíadas RIO 2016

Texto de Julierme Augusto (Atleta de Rugbi em Cadeira de Rodas pelo Minas Quad Rugby)


A modalidade foi criada em 1977 no Canadá para ser um esporte que incluísse os tetraplégicos que não tinham muito espaço para jogar basquete em cadeira de rodas, esporte paralímpico mais comum. Isso porque os tetraplégicos possuem algum tipo de disfuncionalidade nas mãos, o que dificulta a prática do basquete.

O Rugby em Cadeira de Rodas é disputado em uma quadra com as dimensões da quadra de basquete que, conforme a figura abaixo, possui um desenho diferente. A diferença está na “área chave” que delimita a linha de gol, marcada por dois cones posicionados a 8 metros de distância. A pontuação acontece quando um jogador ultrapassa a linha entre dois cones no fundo da quadra com a bola dominada nas mãos. 4 quartos de 8 minutos cada quarto. A cada 10 segundos, o atleta deve quicar ou passar a bola. A equipe tem 12 segundos para atravessar de sua meia quadra de defesa para a de ataque, além de possuir 40 segundos para concluir o ataque. O contato é permitido entre as cadeiras.

A classificação funcional dos atletas.

Para garantir a inclusão de todos, cada jogador recebe uma classificação que varia de 0,5 a 3,5 pontos sendo definida de acordo com o nível de severidade da lesão de cada um. Por equipe, são permitidos 4 jogadores de cada vez em quadra, sendo que a soma das classificações desses jogadores não pode ultrapassar 8 pontos. O esporte é misto, ou seja, homens e mulheres podem jogar o rugby.

Existem dois tipos de cadeiras: as de ataque e as de defesa. As cadeiras de ataque são geralmente utilizadas por jogadores que possuem a classificação maior. A cadeira de defesa é utilizada por jogadores com classificação funcional baixa.
No Brasil, a modalidade é organizada pela Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC).

Minha experiência com o Rugby.

Comecei a praticar o rugby em 2010, e logo tive diversos benefícios. Melhorei meu preparo físico e motor, ganhei mais qualidade de vida tive aumento na minha auto-estima.

O que me mas chamou a atenção na modalidade foram as quedas, as regras, por ser um esporte coletivo e a União entre as equipes.

Por ser uma modalidade nova no Brasil, estamos treinando muito para fazer bons jogos e muito ansiosos com as paraolimpíadas aqui no Rio. Vivi minha primeira passagem com a seleção brasileira no dia 10 de julho/2016 onde fomos para Polônia para jogar o Metrocup; fiquei entre os 16 pré convocados para as Paraolimpíadas Rio 2016, mas não foi desta vez... Em Setembro/2016, convido a todos a torcer pelo nosso BRASIL!

Leia mais sobre o Rugbi no Portal Brasil 2016.

Confira os convocados do rugby em CR para o Rio 2016!

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