01/04/2016

Monumentos iluminados em azul e mensagens nos relógios lembrarão Dia Mundial do Autismo

A iniciativa da Prefeitura de São Paulo inicia em 2 de abril, Dia Mundial do Autismo, em campanha para reafirmação dos direitos no processo de inclusão


No dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, todos os mil relógios digitais espalhados pela cidade de São Paulo exibirão uma mensagem na cor azul em alusão à data. Haverá também uma peça de quebra-cabeça junto à frase em referência à complexidade do espectro autista e outras mensagens serão veiculadas ao longo do mês em referência ao tema. Além disso, cinco monumentos (Viaduto do Chá, Ponte das Bandeiras, Biblioteca Mario de Andrade, Estatua do Borba Gato e Monumento das Bandeiras) serão iluminados em azul, cor definida mundialmente como símbolo deste transtorno por ser quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. A iniciativa é da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), da SPObras, empresa que administra os relógios nos locais públicos, e da Ilume, Departamento de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Serviços.

A data do dia 2 de abril foi escolhida na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2008, e serve de referência para que governos, sociedade, pessoas com o transtorno no espectro autista e seus familiares reafirmem os direitos já conquistados, discutam sobre a importância do diagnóstico precoce e debatam sobre iniciativas para ampliar a inclusão em áreas fundamentais, como educação, cultura, saúde, esporte, entre outras. Apesar de não haver um número preciso, estima-se que haja dois milhões de autistas no Brasil, sendo a grande maioria ainda não diagnosticada. 

Desde 28 de dezembro de 2012, está em vigor no Brasil a Lei 12.764, que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo. A sanção do texto pela presidenta Dilma Roussef representou um avanço histórico na afirmação dos direitos, ao eliminar toda e qualquer forma de discriminação, viabilizar o acesso à educação regular inclusiva, aos benefícios de proteção social, e a todos os demais direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência. As pessoas com autismo também tiveram seus direitos resguardados com a Lei Brasileira da Inclusão (nº 13.146/2015).

“A Prefeitura de São Paulo se comprometeu no início desta gestão a adotar todas as diretrizes da legislação nacional e as incorporou em seu Plano São Paulo Mais Inclusiva. O serviço Atende de transporte porta a porta, por exemplo, passou a incluir no seu público-alvo também as pessoas com autismo que tinham dificuldade de usar os ônibus regulares”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti.

Autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do desenvolvimento infantil de causas multifatoriais que envolve aspectos genéticos e ambientais afetando os aspectos funcionais do indivíduo, mais evidentemente a tríade: interação social, comunicação e comportamento.

Atualmente o Manual Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais – quinta edição (DSM-5) utiliza o termo TEA para se referir a um continuum de quadros psicopatológicos com variação de sintomas: alguns indivíduos apresentam sintomas leves, ao passo que outros apresentam sintomas mais graves. O transtorno usualmente surge antes dos três anos de idade.

Os critérios diagnósticos são eminentemente clínicos, realizados, em sua maioria, por uma equipe interdisciplinar.



Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
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