19/11/2015

Pessoas sem mobilidade nenhuma podem praticar bocha adaptada, o esporte mais inclusivo do mundo

O Brasil foi soberano nas disputas da bocha no Parapan de Toronto, no Canadá. 


Nossos atletas estiveram presentes em todos os pódios e conquistaram nove medalhas – seis de ouro e três de bronze!

Na bocha paralímpica, os atletas competem em cadeiras de rodas lançando bolas para conseguir o maior número de esferas perto da bola-alvo. 

Na classe BC3 da modalidade, os competidores não têm mobilidade nas mãos e precisam de uma rampa para empurrar a bola com uma vara entre os dentes ou presa à cabeça. 

Eles contam com a ajuda de um “calheiro”, que atua como as mãos dos paratletas. A cumplicidade, o olho no olho, é a fórmula da vitória.

“Na bocha, todos os atletas têm limitações físicas muito grande. Eu pensei: “Como alguém assim consegue estar em uma Vila Parapan-Americana? ”Isso me emocionou demais. A bocha é a modalidade que mais reforça a expressão de inclusão, porque ela inclui até mesmo deficientes que não poderiam praticar nenhum outro esporte. Eu não tenho nenhuma mobilidade nos braços e nas pernas, mas eu falo, converso. Tem atletas que nem isso. A bocha é capaz de proporcionar esse nível de superação tão grande. Pessoas que poderiam estar em uma cama pelo tamanho de suas dificuldades estão tentando levar a vida, estão se incluindo, socializando. Não tem palavras para descrever. É sentir dentro da alma” (Daniele Martins, atleta da modalidade e auxiliada pela mãe Sandra em Toronto, em entrevista para o GloboEsporte.com)Leia a matéria completa sobre as nossas conquistas na bocha e sobre a relação incrível entre atleta e calheiro.



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