04/05/2015

Maternidade e Deficiência - Relato de parto normal e cesária

A sociedade ainda associa a deficiência como algo vinculado à incapacidade, e quando o assunto é deficiência e maternidade nós mulheres com deficiência somos vistas como incapazes de sermos mães. Os pensamentos ainda preconceituosos e discriminatórios e mesmo por desinformação de muitas pessoas, levam a crer que a  deficiência te limita a não ter fertilidade, sermos assexuadas. São ideias relacionadas diretamente a nós.

Embora muito tenha se falado sobre as pessoas com deficiência, suas limitações e potenciais, ainda falta informações para vivermos em uma sociedade menos preconceituosa.

Porque não deixar de lado a palavra “coitadinha” que nada pode, e  trocar pelas possibilidades infinitas que temos de nos desenvolver em todos os campos da vida, inclusive esse da sexualidade, da reprodução, do afeto, das trocas.

As pessoas com deficiência, desde que conscientes de seus atos, tem vida sexual ativa, sentem desejos e prazer. As cadeirantes mantém sua fertilidade sem alterações em relação á deficiência. Uma mulher com lesão medular e pode sim ser mãe. Tudo isso é muito assustador a muitas pessoas, que preferiam pensar que nada disso passa por nossas vidas.

Cada experiência de maternidade é diferente para cada mulher. O mesmo ocorre conosco. Assim como para qualquer mulher,  quando o assunto é tornar-se mãe, tudo deve ser pensado e repensado. Cada condição física envolverá suas dificuldades, que devem ser levadas em conta. Mas  não se pode sonegar o  o momento único e lindo de uma mulher que é poder viver plenamente este momento.

Uma mãe cadeirante deve ser acompanhada por um obstetra de alto risco por se tratar de uma gravidez perigosa em razão do trato urinário e circulatório.

Assim, o planejamento deve ser bem pensado pois serão 9 meses entre o desenvolvimento de um novo ser e de uma gestante que terá alterações em seu corpo, o aumento de peso como um fator importante na saúde que pode atrapalhar o bom desempenho desta mulher, a rotina terá que ser mudada durante a gestação para não ser colocado em risco a a futura mãe e o bebê..

O fato de estar em uma cadeira de rodas ou ter outro tipo de deficiência não impede de querer poder viver este momento na vida de todas as mulheres que optam pela  maternidade.  O que nos perguntamos é se os profissionais estão preparados para dar uma assistência especializada, ou esta realidade ainda esta longe, os equipamentos são adaptados para dar estruturas ao pré natal ou estas gestantes estarão conduzidas ao despreparo quando o assunto é maternidade e deficiência.

Um livro que fala da vida real de mulheres cadeirantes e mães é o “Maria de Rodas- Delicias e desafios na maternidade de mães cadeirantes”, que conta a história de várias mulheres que se tornam mães depois da deficiência. Mostrando que sim podemos ter família, trabalhar, casar e ter filhos e ser feliz.

Foi pensando nas dificuldades encontradas por mães cadeirantes que eu a Vitória resolvemos contar como foi a nossa gestação e o parto, vivemos momentos diferentes eu parto normal e ela cesárea, nos dois casos fruto de escolhas e de necessidades, não imposições. Nos dois casos, Carol e Vitória agem como donas de seus corpos, exercem sua autonomia ou desejam exerce-la. Encontram obstáculos e os superam. São histórias de mulheres reais que oferecemos para sua leitura



Clique aqui para ler sobre o parto feito por Cesária da Vitória:


 Mamãe Vitória




Clique aqui para ler sobre o parto normal da Carol:



Mamãe Carolina Santos


Fonte: Via Inclusivas
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