18/05/2015

As redes sociais e os deficientes visuais


Acessibilidade ainda é um desafio na web, mas há avanços

Em tempos de uso e abuso das redes sociais, pensar que uma parcela considerável da população fica de fora desse ‘mundo virtual’ pode surpreender. Mas é verdade. De acordo com o último censo do IBGE, 46 milhões de pessoas no Brasil têm, ao menos, algum tipo de deficiência, o que corresponde a, aproximadamente, 24% da população.

A deficiência visual é que atinge a maior parte delas (19%). E, para este grupo específico, a interação on-line pode ficar prejudicada. Mas, mesmo assim, não faltam iniciativas em prol da acessibilidade na web. Existem, inclusive (e há um bom tempo), softwares leitores de tela, que informam aos usuários tudo que ocorre no monitor.

Uma das defensoras de iniciativas desta natureza é a pedagoga Luciane Barbosa, que também é deficiente visual e criou o site www.braillu.com, que estimula ações inclusivas. Em uma matéria para ao site “Ponto Com Ponto Br”, ela analisou os aspectos negativos e positivos das redes sociais, usando como critério a experiência que acumulou com estudantes deficientes visuais.

De acordo com a pedagoga, a rede preferida entre os cegos é o WhatsApp, enquanto a menos apreciada é o Facebook. Luciane explicou os motivos. “No Facebook, muita gente publica imagem e esquece da legenda, tornando a interação complicada para uma pessoa cega. Já o Twitter é mais instantâneo e funciona como uma segunda tela da pessoa com deficiência visual, complementando informações que aparecem na televisão. Por fim, o WhatsApp tem sido a sensação entre pessoas cegas, por causa do software de voz que existe nos celulares. As diferentes opções de comunicação permitem, a todos, escolher a rede que melhor agrade. Mas ainda vivemos em um mundo muito visual e com muitas páginas construídas indevidamente”, avaliou.

Fonte: Infonet
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