Idosos terão espaço reservado em bares e restaurantes do Rio

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Quem tem mais de 60 anos tem mesa garantida nos restaurantes do Rio. Aquele que sentar numa mesa reservada, corre risco de ter que levantar.


No Rio de Janeiro, os idosos terão um espaço reservado em bares e restaurantes, garantido por lei estadual.

Quem tem mais de 60 anos tem mesa garantida nos restaurantes do Rio de Janeiro. A lei estadual obriga todos os restaurantes a reservar 5% dos lugares para idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

“Acho que vale a pena porque para a idade nossa, de 70 e poucos anos, seria ótimo”, conta uma senhora. “A gente não pode esquecer que estas pessoas têm vamos dizer assim, necessidades especiais ou estão em situações especiais, melhor dizendo, eu acho isso legítimo, diz um homem.

O Sindicato dos Restaurantes do Rio de Janeiro foi pego de surpresa e os empresários do ramo estão cheios de dúvidas sobre como se adaptar.

“No caso, por exemplo, de chegar um idoso com um grupo de 10 pessoas é tudo muito novo. Eu acho que se a gente tivesse trabalhado isso junto, talvez a gente tivesse conseguido uma lei mais eficiente”, acredita Pedro de Lamare, presidente do Sindirio (Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro).

Segundo a lei, os lugares não são exclusivos. Assim como nos ônibus e filas de bancos e supermercados, as mesas de restaurante também são de uso preferencial dos idosos.

Quem sentar numa mesa reservada, corre o risco de ter que levantar no meio da refeição. “É como lugar no ônibus, que o cara finge que está dormindo, não dá para fingir que está dormindo quando está comendo”, diz um homem.

A lei também vale para as praças de alimentação de shopping centers. Os lugares reservados para idosos, gestantes e pessoas com deficiência têm que ser identificados.

Edilene adorou saber da novidade. Cadeirante, ela sofre para conseguir um lugar de fácil acesso quando a praça de alimentação está cheia.

“A gente necessita deste tipo de lei não é porque a gente quer, nem que a gente goste, nem queira privilégios. É porque há realmente uma necessidade de acessibilidade e locomoção”, afirma Edilene Pereira.

Para o seu Edmundo, de 79 anos, estava mais do que na hora do respeito ser posto na mesa. “Eu dei já muita prioridade, dei muito lugar, inclusive em ônibus para senhoras. Agora é a minha vez de pedir uma mesa para sentar”, diz Edmundo da Silva.

Fonte: G1

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