08/12/2014

Inovação: anéis e braceletes ajudam a traduzir língua de sinais dos surdos

Imagine que você foi parar em um país com um idioma muito diferente do português. Você tenta se comunicar e ninguém é capaz de compreender exatamente o que você quer. A frustração de não conseguir se fazer entender é uma dificuldade diária na vida de muitos surdos. Para se ter uma ideia, no Brasil, apenas 2% da população entende LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais.

Um conceito criado na Universidade da Ásia, em Taiwan, pode contribuir para resolver este problema. Trata-se de um conjunto de anéis e braceletes que servem para traduzir a língua de sinais para quem não a compreende. Funciona assim: o gadget detecta os movimentos feitos pela pessoa que está usando, identifica aquele sinal específico, e o transforma em uma mensagem de áudio. A pessoa que ouve a tradução do sinal também pode falar na sua própria língua – o aparelho é capaz de compreender a língua falada e transformá-la em um texto, que pode ser lido no visor do bracelete.
O projeto é dos designers Cao Zu-Wei, Hu Ya-Chun, Huang Ching-Lan, Liao Po-Yang, Tsai Yu-Chi, e Yang Yi-Hsien, e venceu a categoria “conceito” do Red Dot Design Award 2013, uma premiação alemã que celebra os destaques do design de produto e da inovação. De acordo com eles, o bracelete e os anéis foram inspirados no rosário de Buda.


A tecnologia está aí para tornar a comunicação mais democrática, inclusive para quem não pode se comunicar usando a fala. Mas vale lembrar que a língua de sinais não é igual no mundo todo. Assim como os idiomas escritos e falados, ela tem variações de um país para o outro, e incorpora outros elementos além dos gestos. Enquanto o produto não é produzido, se você realmente quer entender o que um surdo diz, aprender LIBRAS vale o esforço.

Fonte: Blog Sony Xperia
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