14/09/2014

Chairless Chair, uma cadeira vestível que acompanha seus movimentos

Chairless Chair, uma espécie de exoesqueleto, também pode servir de auxílio na locomoção de pessoas com deficiência
Trabalhar por horas em pé nas linhas de produção é uma tarefa extenuante. Mesmo com o avanço das leis, que obrigam os empregadores a oferecerem intervalos de descanso, a rotina destes trabalhadores nunca foi fácil, como bem retratou Charles Chaplin na obra-prima “Tempos Modernos”.

Pensando em uma solução para esta questão, a startup suíça Noonee concebeu a Chairless Chair, uma espécie de exoesqueleto para a parte de baixo do corpo, que se transforma em um apoio para o descanso e a melhoria da postura do trabalhador, quando necessário. A ideia veio de Keith Ganura, fundador e CEO da empresa, que já havia trabalhado por um tempo na linha de produção de uma fábrica de embalagens, período em que experimentou todo o desconforto desta atividade.

O usuário “veste” a cadeira, que fica presa às pernas e à cintura por meio de cintas,, sem impedir seus movimentos. É possível andar e até correr normalmente quando a Chairless Chair não está ativada. Mas basta apertar um botão para que ela trave na posição desejada e, então, é possível “sentar” nela. Um sistema de amortecimento alimentado por uma bateria permite que o peso do corpo seja redistribuído, aliviando a carga exercida sobre a parte inferior das costas e sobre as pernas, direcionando esta força para a parte de baixo da estrutura. A cadeira é produzida em alumínio e fibra de carbono, materiais leves e resistentes, e sua bateria, recarregável, dura 24 horas.

A invenção atraiu a atenção de empresas como a Audi e a BMW, que já programaram testes com a cadeira para este ano. Mas a Chairless Chair pode ser utilizada em outras situações, como mostra a imagem do rapaz ao lado, lendo confortavelmente seu jornal sentado em sua cadeira “instantânea” no transporte coletivo. Usar o acessório em shows e eventos – locais onde a cadeira mais próximas pode estar a léguas de distância – são algumas das outras boas alternativas já vislumbradas. Ainda não há informação sobre o preço e a data de lançamento.

Fonte: O Globo e Blog Turismo Adaptado
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