13/08/2014

Tetra-amputado dá a volta por cima, escreve livro e deixa cadeira de rodas

Pedro Pimenta usa próteses para braços e pernas (Foto: Encontro com Fátima Bernardes/TV Globo)


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Em 2009, aos 18 anos, Pedro Pimenta foi surpreendido por uma doença que mudou completamente a vida dele. O jovem teve meningite e recebeu o diagnóstico de uma doença fatal que se espalhou rápido por sua corrente sanguínea, o que o deixou cara a cara com a morte. “Fiquei em coma duas vezes, a primeira quando cheguei ao hospital, com menos de 1% de chance de sobreviver, e a segunda antes da minha cirurgia. Procurei ter atitudes positivas e não ficar só reclamando”, contou ele, que encarou de frente os desafios impostos pela vida e a amputação dos braços e das pernas: "Muita coisa mudou na minha vida. Quando saí do hospital, minha vida estava sentenciada a uma cadeira de rodas com um cuidador. E hoje eu não tenho nenhum dos dois".

Cinco anos após a doença, Pedro escreveu um livro contando sua batalha e disse para Fátima Bernardes que celebra todos os anos o dia em que conseguiu deixar a cadeira de rodas de lado e voltou a andar com o auxílio de próteses. “Deixei a cadeira de rodas em 2010. Não tenho nada contra a cadeira de rodas, mas tinha o sonho de voltar a andar e olhar as pessoas nos olhos, e eu conquistei”, comemorou o jovem, que explicou também que esse instinto de superação está em todos, só é preciso de um evento motivador para ele aflorar: "Se algum dia alguém me dissesse que eu ia ficar sem os braços e sem as pernas, eu não conseguiria visualizar do que eu seria capaz. É como escrevi no livro: ‘Se alguém me dissesse que nos meus 18 anos eu perderia meus braços e pernas, diria que era melhor morrer. Não podia imaginar como viver e ser feliz como tetra-amputado, assim como não acreditaria que menos de cinco anos mais tarde eu estaria em cima de um palco, dando palestras, trabalhando como mentos, orientando e servindo de inspiração para outras pessoas’".

Fraqueza não está no dicionário desse jovem, que passou por cima das dificuldades e hoje motiva outras pessoas com sua história de vida. "Desde que eu comecei essa minha jornada, eu percebi a reação positiva das pessoas, que se inspiram mesmo. Através da palestra passo essa mensagem de positividade e de amor à vida. Hoje moro nos Estados Unidos, faço faculdade de economia, dou palestras, visito hospitais e sirvo de mentor para amputados. Ensino não só a usar as próteses como encarar a vida também".


Pedro Pimenta antes da doença (Foto: Arquivo pessoal)

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