30/05/2014

Surdos podem recuperar a audição através de um implante genético

Daqui a dois meses um grupo de pessoas que perderam completamente a audição poderá recuperar o sentido. Elas são voluntárias em um teste de um novo tipo de tratamento, uma terapia que promove a reconstrução de sensores auditivos a partir dos genes.

A ideia é que os pacientes recebam em seus organismos um vírus inofensivo, mas que carrega um gene que pode promover o crescimento dos sensores. A ideia é oferecer a deficientes auditivos uma audição mais natural do que outras tecnologias. Aparelhos de surdez, por exemplo, apenas amplificam sons, não ajudando a distinguir entre vozes ou entre nuances de músicas. De acordo com um dos cientistas responsáveis, Hinrich Staecker, da Universidade do Kansas, o objetivo é recuperar a audição natural e não imitar, de forma artificial, o que ela faz.

A possível solução é cogitada desde 2003, quando pesquisadores descobriram que alguns genes podem transformar em células capilares do ouvido, que ajudam a capturar os sons. Essas células ativam a eletricidade em neurônios, passando informações sonoras para o cérebro. Porém, elas podem ser danificadas através da exposição constante a sons altos, a antibióticos e doenças - e não crescem de volta.

Os genes capazes de controlar a recuperação delas, chamados de Atoh1, podem ser inseridos no organismo de pacientes através de um vírus inofensivo. A técnica já foi testada em ratos - dois meses depois da inserção do vírus nos animais, aqueles com audição danificada haviam recuperado suas células capilares e, por consequência, sua audição.

Da mesma forma que nos ratos, os voluntários humanos terão os vírus injetados diretamente em seus ouvidos. Ao chegar até as células de suporte, o gene Atoh1 deverá instruí-las a se dividir em novas células capilares. Os resultados devem começar a ser notados de duas semanas até dois meses depois da aplicação. Vale lembrar que a técnica só pode recuperar pessoas que perderam a audição devido à morte das células capilares.

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