09/12/2013

Mutirão em Brasília promove emprego para pessoas com deficiência

A Coordenação de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Justiça (Corde-Sejus), em parceria com empresas do Distrito Federal, promoveu dia (6) um mutirão de emprego para pessoas com deficiência. Os candidatos participam de processo seletivo no local e se aprovados, podem sair contratados na hora.
 
O mutirão ocorre no Centro de Integração de Atendimento à Pessoa com Deficiência (Ciapede), na Estação 114 Sul do metrô, com atendimento a trabalhadores com diferentes graus e tipos de deficiências, como auditiva, visual e motora.

De acordo com César Pessoa de Melo, subsecretário de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Justiça, o objetivo do mutirão é trazer as empresas para participarem do primeiro contato com o público beneficiado, já que esse serviço de encaminhamento já é feito todos os dias pela Corde.

“O grande diferencial hoje é o número de empresa. No dia a dia, nosso dever já é o de garantir essa cidadania a pessoas com deficiência e dar o acesso ao emprego, diminuindo a barreira entre o contato da pessoa com deficiência e as empresas”, completou o subsecretário.

Seis empresas faziam atendimentos pela manhã: Caixa Econômica Federal; Casas Bahia; Oba Hortifruti; Hospital Santa Lúcia; Condor e Espro Brasília. As vagas oferecidas são para os mais variados cargos: auxiliar administrativo, atendente, menor aprendiz, recepcionista, estoquista, entre outros.

Diego Rangel Lima, com 28 anos, é deficiente auditivo e está desempregado. Ele foi ao mutirão em busca de trabalho, fez entrevista e segunda-feira passará por uma avaliação na empresa Oba Hortifruti. "O mutirão é muito importante, porque a pessoa com deficiência tem um apoio de trabalho, tem oportunidades. E também é mais fácil vir a um lugar só”, disse Diego.

O aposentado Olegário de Faria Belo tem 70 anos e é cadeirante. Ele procura um emprego para que possa ajudar nas despesas da moradia que divide com amigos também com deficiência. “É uma oportunidade de complementar um salário. Com o benefício que ganho, não está dando para pagar o aluguel. Além disso, a deficiência e a minha idade dificultam arrumar um emprego”, explicou.
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