29/11/2013

Surdos têm acessibilidade garantida nas universidades de Juiz de Fora / MG

Estudantes vão contar com intérprete de Libras (Foto: Reprodução/TV Integração)
 A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) vai disponibilizar intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas provas do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism). A decisão que foi tomada em uma audiência de conciliação na 2ª Vara Federal de Juiz de Fora reascendeu uma nova esperança para os candidatos com surdez.

Os estudantes Mirela de Oliveira e Gabriel Ribeiro estudam oito horas por dia. A rotina é intensa porque eles nasceram surdos e foram alfabetizados na língua portuguesa de sinais. Os dois se juntaram a um grupo e por meio da Defensoria Pública da União foi realizada uma ação civil que pedia mais acessibilidade nas provas. O pedido foi aceito em 2011.

“Eu me senti muito feliz porque agora tem a acessibilidade pra gente em toda a prova traduzida. Ano passado eu fiz prova no Instituto Federal Sudeste e ela foi toda traduzida. Eu entendi e compreendi. Agora a universidade precisa nos dar acessibilidade, e em outros lugares também precisa dessa acessibilidade para os surdos em todo o Brasil. Isso é um direito nosso e me deixa muito feliz”, contou os estudantes com o auxílio da intérprete Andréia, mãe de Mirela.

O acordo determina que, durante as provas, um intérprete acompanhe o candidato, caso ele tenha alguma dúvida de leitura ou interpretação das questões e que a correção das provas leve em conta o contexto linguístico, já que os surdos não tem o domínio da gramática. Além disso, a determinação estabelece que as provas tenham uma hora a mais de duração para os surdos. A universidade se comprometeu que, caso o candidato seja aprovado, que ele seja acompanhado por um intérprete em suas atividades acadêmicas.

A liminar vale para o Instituto Federal Sudeste, a UFJF e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), responsável pela prova do Ensino Nacional do Ensino Médio (ENEM). “Não temos dúvidas que isso é um grande avanço e que esse avanço, a gente deve a luta dessas  pessoas pelo seus direitos”, comentou o defensor público, Pedro Grossi.

Fonte: G1 Zona da Mata
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