20/09/2013

Peça ‘Tribos’ conta as polêmicas familiares de um filho surdo com Antonio e Bruno Fagundes

Antonio Fagundes e seu filho, Bruno, voltam aos palcos depois de “vermelho” para montar a peça “Tribos”, texto da inglesa Nina Raine.
Bruno Fagundes ainda dividia o palco com seu pai, Antonio, na peça Vermelho quando aproveitou uma folga e foi para Nova York. Voltou com uma ideia fixa na cabeça: o próximo projeto teria de ser a montagem de Tribos, espetáculo da inglesa Nina Raine. “Fiquei enlouquecido com o texto, especialmente por tratar de um tema polêmico de uma forma sensível e sensacional”, disse o ator, que assume um papel difícil, a de um surdo, na montagem brasileira da peça, que estreia dia 14, no teatro Tuca.
Ao seu lado, Fagundes pai, repetindo a parceria em cena pela segunda vez. E, novamente, Bruno comprova que a ousadia é uma herança artística – sucesso na Europa e nos Estados Unidos, Tribos conta a história de um rapaz surdo, Billy (Bruno), que nasceu em uma família de ouvintes. E que família! O pai, Christopher (Antonio Fagundes), é um homem culto, professor, mas que nunca admitiu a surdez do filho. Resultado: além de blasfemar e xingar com vontade, ele obrigou a mulher, Beth (Eliete Cigarini), a ensinar o garoto a ler lábios e a responder vocalmente. “Ou seja, ele pretende que o filho seja ‘normal’”, comenta Antonio.
A família disfuncional é completada pelos irmãos de Billy: Daniel (Guilherme Magon), lunático que ouve vozes estranhas, e Ruth (Maíra Dvorek), moça fracassada, cantora de ópera em pubs. “Em meio a essa confusão, com tantas pessoas falando sobre os próprios problemas, apenas Billy se dispõe a ouvir por meio dos lábios”, comenta o diretor Ulysses Cruz.
A história toma um rumo inesperado com a chegada de Sylvia (Arieta Correia), garota que está ficando surda e, ao se enamorar de Billy, ensina-o a linguagem de sinais, o que desmonta a forma de comunicação montada por Christopher em sua casa – por conseguinte, seu comando sofre uma fratura. “Na verdade, são tribos que enfrentam dilemas ao se confrontarem”, diz Bruno.
Fonte: O Estado de São Paulo
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