09/09/2013

Lugar inacessível prejudica a todos

Calçadas esburacadas, falta de rampas, além de outros fatores que caracterizam a falta de acessibilidade, não prejudicam apenas cadeirantes, ou outras pessoas com deficiência, mas todos os cidadãos que circulam pelas ruas e locais públicos de boa parte das cidades do Brasil, assim como no Vale do Paraíba.
 
Isso ocorre por um único motivo: o ser humano é vulnerável, ou seja, a qualquer instante pode fraturar uma perna, ou sofrer outros tipos de ferimentos. Logo, um buraco, desnível ou inacessibilidade pode fazer uma grande diferença, principalmente para as pessoas com mobilidade reduzida, as que possuem dificuldade de locomoção temporária, ou permanente, entre elas, idosos, gestantes, etc.

As pessoas idosas, por exemplo, sofrem com a falta de acessibilidade, pois, nesta época da vida, costumam apresentar dificuldades físicas, o que interfere nas atividades cotidianas, como subir escadas e caminhar pelas calçadas – e, se elas estiverem esburacadas, a tarefa pode se tornar ainda mais difícil.
Há de se lembrar também de outros casos que são encontrados em nosso dia-a dia e que talvez você nem tenha se dado conta de que eles precisam de boas condições de acessibilidade. Podemos citar como exemplo, as mulheres que usam calçados com salto precisam desviar dos buracos das calçadas para não cair, assim como mães que empurram carrinhos de bebê e têm de realizar a mesma tarefa para evitar um acidente. É preciso lembrar ainda do pipoqueiro, ou do sorveteiro, que diariamente precisam fazer muita força para empurrar os seus carrinhos pelas ruas “estruturalmente prejudicadas” para garantir o seu sustento.
 
Enfim, são tantas as pessoas que dependem de boas condições de acessibilidade que a citação de todos os casos não caberia neste texto. Oferecer uma estrutura que permita a livre circulação das pessoas é dever do Poder Público e dos cidadãos (não podemos nos esquecer dos comerciantes e moradores, que são responsáveis pela manutenção das calçadas de seus estabelecimentos comerciais e residências, respectivamente). A luta pela melhoria da acessibilidade deve ser de todos. De todos mesmo.
 
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