26/09/2013

Empresa que produz game para pessoas com deficiência busca investimento

Resolvemos apostar nos jogos para pessoas que tem algum tipo de dificuldade porque isso não existe no mercado brasileiro. Encontramos algumas adaptações, coisas mais simples, mas nada feito para esse público”, afirma Jefferson Scomacao, 34, presidente-executivo da empresa.
Ele se uniu ao holandês Arjan Kroes e ao americano Todd DuFore para tocar o negócio. Ambos já trabalhavam com games, nas partes musical e gráfica.
O primeiro jogo criado pela start-up (empresa iniciante de base tecnológica) é o “Space Rage”, um game de ação todo movido por comandos de voz. Segundo Scomacao, o jogo já foi testado por uma pessoa tetraplégica.
“Queríamos fazer algo rápido, porque um jogo de ação pede velocidade. Ela queria usar a voz para jogar, então idealizamos esse game. Ela testou e gostou bastante”, afirma.
A versão com comandos de voz está disponível na versão Windows. “Queremos lançá-la nas plataformas mobile e no Mac, mas ainda precisamos comprar as licenças”, diz o presidente-executivo.
Mesmo assim, eles já têm uma versão para o computador da Apple. O game é o mesmo, mas no caso, há um sensor que reconhece os dedos do usuário.
“Fizemos essa versão para pessoas que têm pouca mobilidade ou força para usar mouses e teclados”, explica o presidente-executivo.
Para idealizar esse game e um outro infantil que ainda está em fase de criação, a empresa já investiu R$ 70 mil. O Websummit será uma oportunidade para recrutar patrocínios e investidores.
“Para o jogo de comando de voz, queremos pleitear um montante de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 440 mil) a US$ 300 mil (aproximadamente R$ 660 mil)”, diz Scomacao.
O preço final do game deve ficar em torno de R$ 40 nas plataformas Windows e Mac. No caso do mobile, deve cair para metade do preço.
A empresa já tem um escritório na Holanda, mas está estudando a possibilidade de se mudar definitivamente para lá.
“A Holanda tem uma série de incentivos. Como já temos um escritório lá, pensamos em nos estabelecer no país”, afirma o empresário. Outra opção seria a Irlanda.

Fonte: Blog Deficiente Físico
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