26/09/2013

Em MS, pessoa com deficiência auditiva supera obstáculos para conseguir emprego

De acordo com Funsat, 300 deficientes auditivos estão empregados. Empresas com mais de 100 funcionários devem destinar vagas a surdos.

Uma lei garante que empresas com mais de 100 funcionários destinem um percentual de 2 a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Nesta semana, em que é comemorado o dia nacional do surdo, a reportagem do Bom Dia MS mostra como as pessoas com deficiência auditiva enfrentam obstáculos no mercado de trabalho e de que maneira eles superam os desafios.

Neide Severina é uma das funcionárias mais antigas de uma editora em Campo Grande (MS). Ela é surda e começou a trabalhar no local há 27 anos, quando ainda não existia a lei que garantia vaga para pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Zaqueu Ribeiro Braz é o responsável pelo setor onde Neide trabalha. Ao longo dos anos, ele percebeu a necessidade de aprender a linguagem de sinais para poder compreender a colega. “Eles não têm audição mas ficam com a visão e o tato bastante apurados, e a gente percebe o quanto eles são eficientes”, conta Zaqueu.

De acordo com a Fundação Social do Trabalho (Funsat), em Campo Grande existem 1,2 mil pessoas com 100% de deficiência auditiva, e desse total, cerca de 300 estão empregadas. Em todo estado, são mais de 100 mil deficientes auditivos. Segundo a coordenadora de promoção ao trabalho da pessoa com deficiência, Eliene Rodrigues de Souza, apesar da lei, há desafios a serem superados. "O que falta ainda é desmitificar a incapacidade da pessoa por conta da não acessibilidade de comunicação. O surdo tem capacidade intelectual fantástica, o que falta realmente é acreditar no potencial desse trabalhador", explica Eliene.

Fonte: G1
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