06/06/2013

Necessidade de novos avanços marca Seminário sobre a Lei de Cotas


Nesta terça-feira, 04, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) realizou o Seminário sobre os 22 anos da vigência da Lei 8.213, a chamada Lei de Cotas, que obriga empresas com mais de cem empregados a destinar de 2% a 5% de suas vagas para as pessoas com deficiência.

Foram discutidos os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência e as dificuldades das empresas em cumprir a lei.

O Dr. Ricardo Tadeu, desembargador do TJT/PR, falou que a Lei de Cotas foi um avanço, e que as empresas precisam acompanhar esse avanço, e que a redução não é uma solução. “O Brasil tem hoje 320 mil pessoas com deficiência trabalhando, se destacando na América Latina com a maior contratação de pessoas com deficiência. A redução da cota seria um desastre, pondero que a redução não deva ser feita”.

A deputada Rosinha da Adefal concordou com o Dr. Ricardo Tadeu quando ele falou sobre os avanços da lei de cotas e sobre a importância das empresas acompanharem esses avanços. “Acredito que precisamos caminhar juntos, mantendo o diálogo e buscando sempre a inclusão”, comentou a parlamentar.

Outro ponto tratado pelo desembargador é sobre a profissionalização da pessoa com deficiência fora do local de trabalho. “Defendo que implantemos contratos de aprendizagem dentro da empresa, pois ao ser realizado fora, a empresa não se habilita a empregar pessoas com deficiência”, comentou o Dr. Ricardo.

“A Lei de Cotas é uma conquista histórica do Movimento Nacional de Pessoas com Deficiência no Brasil. E, nessas duas décadas tivemos muitas conquistas alcançadas por meio dessa política de ação afirmativa, porém ainda há muito o quê se fazer”, disse a deputada Rosinha.


Durante o Seminário a deputada Rosinha da Adefal falou a da importância da Lei de Cotas, e lembrou que por meio do trabalho as pessoas com deficiência conquistam os demais direitos. Ela lembrou que o maior desafio hoje na área da acessibilidade é vencer barreiras de atitudes e comunicação. “As barreiras arquitetônicas são muitas, mas as barreiras de atitudes são maiores ainda. As pessoas com deficiência possuem capacidade laborativa, as pessoas precisam perder o preconceito e entender isso”, afirma Rosinha.

Fonte: http://www.rosinhadaadefal.com.br/

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Estive presente nesse evento e foi muito importante para discutir sobre a PL 112 que pelo que foi levantado precisa ser melhor estudada. 

Fiquei muito feliz porque conheci pessoalmente a Deputada Mara Gabrilli e o primeiro Juiz cego do Brasil Ricardo Tadeu. Os dois são exemplo de vida e superação. Já fizeram muito pelas pessoas com deficiência e tenho certeza que farão muito mais.

A Rosinha também é uma guerreira e grande defensora das pessoas com deficiência. Parabéns todos. 

Que estes encontros acontecem sempre.

Fernanda Zago





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