02/05/2013

Programa de estimulação precoce para pessoas com deficiência

O programa de estimulação precoce é imprescindível para o desenvolvimento de crianças com necessidades especiais, particularmente na faixa etária de zero a três anos. Esse serviço é oferecido pela APAE de Bagé a toda população.

Para ser incluído neste serviço, o familiar ou responsável pela criança deve portar encaminhamento médico e/ou escolar com diagnóstico clínico.

Para as especialistas em estimulação precoce, fisioterapeuta Júlia Senger e a psicopedagoga Suélen Marçal Silveira, a intervenção precoce se constitui de programas construídos com a finalidade de favorecer o desenvolvimento integral da criança. "A importância deste programa ser realizado com profissionais com devido conhecimento e formação na área de desenvolvimento infantil é de maior eficiência e melhoria na condição de vida das crianças", comenta a fisioterapeuta.

Os atendimentos são realizados nas segundas-feiras pela manhã, terças e sextas pelo turno da tarde.

Júlia explica que, inicialmente, a criança passa por um processo avaliativo com as especialistas, quando serão traçadas as propostas de intervenção para cada caso. "Logo após, iniciam-se as atividades estabelecidas de acordo com a área de desenvolvimento neuropsicomotor em que a criança se encontra", destaca.

São atendidas cerca de 30 crianças com diagnósticos variados, informam as especialistas. Há pacientes com Síndrome de Down, paralisia cerebral, mielomeningocele, deficiência visual com trabalho especializado em integração sensorial, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, Síndrome de Charge, microcefalia, hidrocefalia, prematuridade e autismo. "Dentro da proposta do programa de estimulação precoce, os pais participam ativamente na construção do desenvolvimento global da criança", argumenta Suélen.

Para este trabalho, a APAE conta com diversos especialistas e, também, são realizados, mensalmente, grupos de orientações com pais ou responsáveis, acompanhados por equipe multidisciplinar, composta pela psicóloga Márcia Mansur Segredo, fisioterapeuta Júlia Senger e psicopedagoga Suélen Marçal Silveira. "Esta equipe oferece suporte técnico especializado, em que se articulam formas, esclarecimentos e orientações quanto à evolução do programa", acrescenta.

Segundo as terapeutas, elas são facilitadoras deste processo neuro-evolutivo. "É importante ressaltar que com o diagnóstico precoce, juntamente com o início do processo de intervenção, a criança tem resultados significativos em áreas de desenvolvimento, motora, cognitiva, comunicação e sensório-perceptivo", finaliza Júlia.

Fonte: Jornal Folha do Sul
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