12/05/2013

Futebol de 5 para cegos


Imbatível


Que o Brasil é o país do futebol, isso todos já sabem, mas não seria exagero e nem redundância dizer que o Brasil é o país do futebol de 5. Principalmente depois deste sábado, quando nossos atletas deficientes visuais conquistaram o 12º título seguido, no México. Melhor ainda, em uma decisão contra a Argentina.

Não há no registro do futebol brasileiro um time tão vencedor como o brasileiro, que não perde um título desde 2006, quando tropeçou no Campeonato Mundial diante da Argentina, em torneio disputado na capital de lá, Buenos Aires.

Além desse imenso tabu, nossa seleção conquistou as três últimas Olimpíadas de forma invicta, números que deixam qualquer geração campeã do futebol brasileiro para trás.

O Santos de Pelé, por exemplo, tido como o maior time de futebol da história do Brasil, conquistou no máximo dois tricampeonatos paulistas e um bi, nos anos 60, sendo interrompido pelo Palmeiras, em duas oportunidades. Já a Seleção Brasileira teve seu feito interrompido em 1966, na Copa da Inglaterra, onde a Seleção de ouro perdeu a única Copa do Mundo disputada.

Mas isso ainda não aconteceu com nossos representantes do futebol de 5. Em entrevista ao PARATLETA BRASIL, Ricardinho, um dos destaques do time, conta que o país tem conseguido renovar sempre a seleção com novos bons jogadores, o que faz a seleção se manter sempre no topo.

"Essa sequência de 12 títulos se dá pela qualidade da nossa equipe. É uma geração de jogadores muito bons e o trabalho que vem sendo feito também vem sendo importante, hoje é o primeiro título do Fábio (Vasconcellos) como nosso treinador. Ele vem trazendo sua filosofia e o grupo tem aceitado muito bem. Não podemos esquecer do apoio da CBDV, do CPB e da Caixa, pelo patrocínio que nos dá todo suporte. O profissionalismo é importante", disse o jogador, ao PARATLETA BRASIL.

Mas ele sabe que quanto maior o tabu, maior é a vontade dos adversários em quebrá-lo. Afinal, parece que vencer o time de Ricardinho, Jefinho e cia. tem valido mais do que bater duplas como Pelé e Garrincha, Pelé e Pepe, Romário e Bebeto, ou qualquer hora. O craque do futebol de 5 sabe que quanto maior a sequência de vitórias, maior é a responsabilidade para seguir no topo.

"Nossa responsabilidade aumenta a cada título que ganhamos. Sempre entramos como favorito e o Brasil é o time a ser batido. As equipes entram contra nós dando a vida para poder desbancar um time que vem ganhando tudo, mas felizmente estamos sabendo lidar com isso, cada vez nos preparando mais, mantendo os pés no chão e sempre tendo em mente que precisamos melhorar, é isso que faz nossa equipe vencedora".

Fonte: Paratleta Brasil
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