12/01/2013

Deficiência física e os benefícios ao praticar um esporte.

     Artigo de Laís Helena Galvão de Souza, publicado no site 'Sorocaba.com.br'.


                          Cadeirantes realizam treino de Tênis em quadra adaptada.

Muito tem se falado sobre a necessidade de praticar atividades físicas regulares. A Organização Mundial de Saúde classificou o sedentarismo como um fator de perigo para a saúde em uma escala superior de risco. Não é novidade que, para qualquer pessoa, independentemente dela ter ou não uma deficiência, a falta de exercícios pode acarretar doenças e prejuízos à saúde física e psíquica.

Quando a deficiência é física, o prognóstico é desanimador, a impossibilidade em realizar movimentos ou a dificuldade do mesmo torna-se desanimador. Por isso, muita gente pensa que não havendo um ganho funcional visível não fará diferença fazer ou não uma atividade física. Embora as seqüelas de lesões medulares, de uma paralisia cerebral (PC), amputação, acidente vascular encefálico (AVE), e má-formação congênita não sejam progressivos, é fundamental que, após a alta médica e fisioterápica, se mantenha um programa de atividades. Além do deficiente físico adquirir maior noção do uso do corpo e mobilidade, quando ele pratica exercícios evita (ou minimiza) deformidades articulares, osteopenia (diminuição da massa óssea) e conseqüentes fraturas secundárias, desenvolvimento de úlceras por pressão (escaras), infecções pulmonares e complicações com as vias urinárias e intestinais.

É imprescindível respeitar as próprias limitações, ter acompanhamento e atenção ao executar um movimento.

Como prevenção de complicações nos lesados medulares o cuidado maior é para evitar a ocorrência de escaras (comprimem e obstruem o fluxo sangüíneo causando isquemia ou anemia local do tecido), problemas urinários, intestinais, respiratórios, osteomusculares, etc. Para os portadores da Paralisia Cerebral, a atenção é com a espasticidade (movimentos involuntários da musculatura), especialmente com crianças e jovens em idade de crescimento. Em casos do AVE, com os fatores de risco: pressão alta, colesterol alto e a obesidade.

Fortalecer o abdômen, por exemplo, além de melhorar a postura acarreta um controle melhor do esfíncter, reduzindo as infecções urinárias. No caso de escaras, o esporte promove a circulação adequada de sangue no corpo, fundamental para manter a pele viva.

Geralmente, pessoas com alguma deficiência são menos ativas por encontrarem poucas opções de locais para praticar atividades. Poucas academias oferecem programas de esporte adaptado o que acarreta numa grande demanda reprimida.

Os benefícios de uma boa atividade física acarretam para a parte física maior agilidade, equilíbrio, força, coordenação motora, resistência física, melhora nas condições no aparelho circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor. Melhora na velocidade, ritmo, prevenção de deficiências secundárias, promoção e encorajamento do movimento, entre outros.

O esporte surge como uma opção que favorece o convívio, estimula a cooperação e proporciona caminhos para a reintegração dos pacientes na sociedade. Por meio dele pode-se promover a igualdade social, contribuindo para a obtenção de um melhor índice de qualidade de vida e de um maior nível de controle de atitudes, assim como desenvolver a paciência, a tolerância, a persistência do se preparar, do participar, do competir, do perder e do vencer.

Como também conduz a conquista da auto-realização, de uma nova vida, do respeito, do reconhecimento e da dignidade, serve também como uma mola propulsora para a busca de novos caminhos e para o despertar do desejo de enfrentar novos desafios.

Fonte: Sorocaba.com.br 
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